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Capacitação em gestão de água e saúde ambiental é realizada na Resex Chico Mendes

 

A SOS Amazônia, em parceria com o Memorial Chico Mendes – MCM, iniciou na segunda-feira, 30, capacitações em Gestão de Água e Saúde Ambiental, nos seringais Triunfo e Pindamonhangaba, localizados na Reserva Extrativista Chico Mendes, no município de Brasiléia. A iniciativa faz parte do projeto Sanear Amazônia, financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS.

O evento, que se encerra hoje, 31, tem por objetivos capacitar os moradores no sentido de fortalecer a compreensão do projeto Sanear Amazônia, bem como disponibilizar ferramentas para uma melhor gestão e cuidado com a água de consumo das famílias.

“É importante capacitarmos as famílias para mostrar como o projeto pode oferecer soluções para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas. Afinal, o acesso à água de qualidade é um direito de todos”, destaca Mirlailson Andrade, técnico da SOS Amazônia.

Desde junho de 2015, quando iniciou o projeto Sanear Amazônia na Reserva Extrativista Chico Mendes, já foram implantadas 57 tecnologias sociais, no total de 150.


O Sanear Amazônia busca implementar tecnologias sociais por meio do sistema domiciliar de captação e reserva de água da chuva, isto é, cisternas, banheiros e fossas, melhorando o acesso à água para consumo humano em quantidade e qualidade mesmo em época de escassez, como no verão. Garantindo à população extrativista da Amazônia um alto grau de benefício à saúde, ao bem estar e no combate as doenças.

Por: Marcio Souza.

Organizações da sociedade civil em debate sobre a gestão da água

 

Um encontro com nossas águas

No Brasil, continua o esforço para integrar: sociedade civil, comitês de bacias e órgãos governamentais dos 26 estados e do distrito federal, numa iniciativa conjunta e eficiente de gerenciamento de recursos hídricos.

A SOS Amazônia e diversas organizações do terceiro setor, dos governos estaduais e do setor empresarial,  participam do encontro dos observadores do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH), iniciado ontem, 25, em Brasília.

O encontro faz parte do XXI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos e busca avaliar os passos até agora implementados e aprimorar a formatação do Observatório das Águas, para monitorar a governança do SINGREH.

A proposta é que o Observatório colete e divulgue informações sobre o tema no país, criando uma rede que tenha um olhar atualizado do que fazem ou não com os recursos hídricos em cada estado brasileiro.

Miguel Scarcello, secretário geral da SOS Amazônia, avalia o encontro como uma ótima oportunidade de iniciar o realinhamento das políticas públicas destinadas à gestão dos recursos hídricos e ampliar o monitoramento dessas políticas.

“A SOS Amazônia está muito disposta a acompanhar e monitorar a gestão de águas no Acre. É do nosso conhecimento que apenas nove técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente fazem a gestão dos recursos hídricos no Acre, e não há nem um comitê de bacias instalado. Infelizmente, comparado com o setor empresarial, a sociedade civil ainda está debilitada para participar da gestão das águas. Isso tem de mudar e a solução é mobilizar a sociedade para ser protagonista nas transformações que o Brasil necessita para reduzir crises de escassez de água no futuro”, disse Scarcello.


Observatório das Águas

Coordenado pelo WWF-Brasil, o Observatório conta com a participação de mais de 40 instituições de norte a sul do país, desde Universidades, Secretarias de Estado de Meio Ambiente, Comitês de Bacias Hidrográficas, instituições privadas e organizações não-governamentais e órgãos gestores.

O que faz um Observatório das Águas?
Produz e dissemina informações sobre a gestão integrada e participativa dos recursos hídricos brasileiros; contribui para que o SINGREH possa assegurar água em quantidade e qualidade para a atual e as futuras gerações; assessorar a tomada de decisões pelos gestores e instâncias deliberativas; apoia o debate qualificado sobre recursos hídricos; acompanha a evolução do Sistema, sua implementação e seus resultados e entraves.