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Boas práticas para coleta e beneficiamento de murmuru

SOS Amazônia publica cartilha sobre coleta e beneficiamento de murmuru.

As cadeias de valor de espécies oleaginosas, como murmuru, buriti, cocão, açaí, patauá, breu, cumaru, tucumã, dentre outras, são operadas por comunidades rurais em vários lugares da Amazônia. São muitos os problemas a serem enfrentados em cada elo das cadeias, necessitando de forte apoio para a superação desses desafios. O objetivo deste material foi relatar as etapas de produção da cadeia do murmuru e como isso se insere no contexto de conservação florestal. [Projeto Valores da Amazônia/Fundo Amazônia]

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Extrativistas avaliam os resultados e impactos do Valores da Amazônia

Com o propósito de debater os alcances das metas em relação a conservação dos recursos naturais e a geração de renda para comunidades extrativistas da Amazônia, a SOS Amazônia promoveu nos dias 26 e 27 de junho em Rio Branco, o IV Seminário de avaliação sobre os resultados e impactos do projeto Valores da Amazônia.

O encontro destacou as mudanças obtidas em relação aos nove empreendimentos apoiados pelo projeto (Pushuã, Amuralha, Cooperar, Coopfrutos, Coapex, Caet, Coperafe, Coopercintra e Copronat), nos aspectos da gestão e produção extrativista, além de apresentar os novos desafios para a região e para as organizações sociais.

Miguel Scarcello, secretário geral da SOS Amazônia, falou sobre a importância e a potencialidade que o extrativismo possui no estado e evidenciou os esforços realizados pela instituição na geração de trabalho e desenvolvimento sustentável.

“Com todos esses desafios realizados, eu considero importante esse momento para refletir e ver se nossos passos foram bem feitos, se deram resultados de fato. Todas as pessoas que estão envolvidas são sempre persistentes e é isso o que queremos. O não madeireiro na economia do Acre e do país é muito significativo. Então, nós temos que persistir para que isso seja efetivado e fazer com que esse trabalho com as cooperativas apoiadas seja visto. É preciso ser mostrado no anuário estatístico do estado, na parte da economia, a contribuição que o extrativismo possui, a riqueza que essa floresta possui e o quanto tem sido pouca explorada nesse sentido sustentável, viabilizando retorno financeiro para todos os comunitários”, afirma.

Elines Ferreira, presidente da Coopfrutos

Em forma de agradecimento, a presidente da Coopfrutos, Elines Ferreira, destacou os benefícios que receberam do projeto.

“Estamos apresentando o trabalho que realizamos durante todo esse tempo, tanto na sociedade quanto dentro da cooperativa. Graças a esse projeto, a Coopfrutos que antes possuía apenas CNPJ passou para a parte de legalização, estruturação, recebeu equipamentos, então isso foi importante demais” disse.

Na oportunidade, o gerente do Departamento de Gestão do Fundo Amazônia, André Ferro, comentou a importância da continuidade do trabalho com as cooperativas.

“Todas essas atividades serviram para mostrar como o projeto teve início e foi sendo organizado, sua mobilização, como cada ação foi realizada. E tudo o que conseguimos até agora já é muito bom, é um imenso avanço. A equipe está de parabéns, sabemos das dificuldades enfrentadas e o que queremos é continuar com esse trabalho para não perder nada de vista,” avalia.

Àlisson Maranho, secretário técnico da SOS Amazônia, também fala sobre os importantes avanços e de suas perspectivas em relação ao projeto.

“Nesses dois últimos anos de projeto, os grandes destaques que obtivemos foram os avanços em termo de produção, todas as cadeias apoiadas como o cacau, borracha e óleos vegetais tiveram um rendimento considerável desde o início, e também a organização social que melhorou o convívio com as famílias comunitárias e as cooperativas. Esperamos que esses efeitos continuem, que essas e outras novas lições sejam debatidas e vivenciadas,” declara.

SOS Amazônia e instituições parceiras

Durante o evento, Miguel assinou com as instituições parceiras (Sema, Funtac, WWF-Brasil, Sedens, SEPN, Seaprof, Parque Zoobotânico/Ufac, Sebrae) e o gerente do Departamento de Gestão do Fundo Amazônia, André Ferro, uma carta de intenção, com o objetivo de promover a cooperação técnica no desenvolvimento das cadeias produtivas sustentáveis no estado do Acre.

Entre tantos parceiros, voluntários e colaboradores, é comemorado também o aniversário de 30 anos da SOS Amazônia, que desde 1988 segue a missão de promover a conservação da biodiversidade e o crescimento da consciência ambiental na Amazônia.

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Deylon Félix | Eliz Tessinari

Foto destaque: Dill Marques

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Mais depoimentos

“É muito satisfatório ver o desenvolvimento desses comunitários, esses grandes resultados só nos mostram o quanto isso vale a pena” (Francisca Souza, técnica/SOS Amazônia)

“Com o seminário foi possível entender mais a forma de produção de cada equipe, a gestão e tudo o que fizeram para continuar crescendo” (Renato Pereira, técnico/SOS Amazônia)

Seminário vai debater os resultados e impactos do projeto Valores da Amazônia

SOS Amazônia realiza nos dias 26 e 27 de junho, em Rio Branco, o IV Seminário de avaliação do projeto Valores da Amazônia. Com representantes das nove organizações apoiadas, do Acre e Amazonas, o encontro irá debater os Resultados e Impactos quanto a conservação dos recursos naturais e a geração de renda para comunidades extrativistas da Amazônia.

“Esse seminário busca analisar o quanto cada organização apoiada evoluiu com o projeto e como cada uma vem contribuindo para a conservação da natureza, além de avaliar a melhoria da qualidade de vida das comunidades dos dois estados”, explica Álisson Maranho, secretário técnico da SOS Amazônia.

Na ocasião, será realizada também a primeira comemoração do aniversário de 30 anos da SOS Amazônia.

Quando: 26 e 27 de junho

Horário: 8 – 17h

Onde: Villa Rio Branco Hotel Concept
Rua Cunha Matos, 393
Seis de Agosto, Rio Branco – AC
(na Gameleira)

PROGRAMAÇÃO

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[O projeto Valores da Amazônia é uma iniciativa da SOS Amazônia, com apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES. Tem por objetivo disseminar e apoiar iniciativas empreendedoras em nove instituições aglutinadas, com foco na geração de trabalho e renda, e no desenvolvimento sustentável da região. Empreendimentos apoiados: Coopfrutos, Cooperafe, Caet, Shawãdawa Pushuã, Coapex, Cooperar, Amuralha, Coopercintra e Copronat]. Saiba mais aqui.

Com o apoio do Projeto Valores da Amazônia, Cooperativas vão ter produtos da sociobiodiversidade com certificação orgânica e selo Forest Garden Products

Transformar a vida das pessoas que vivem na floresta, levando alternativas de trabalho e renda, com foco na manutenção da floresta é o desafio do projeto Valores da Amazônia, realizado pela SOS Amazônia, com apoio financeiro do Fundo Amazônia.

Uma das metas do projeto é a certificação orgânica de produtos florestais não madeireiros. Para isso, há investimentos em infraestruturas, formações, pesquisas e intercâmbios.

“Desde 2015, o Valores da Amazônia vem se empenhando por meio de visitas técnicas, intercâmbios e oficinas de boas práticas no processo produtivo e de certificação, a fortalecer o caminho para o selo orgânico desses produtos, e agora estamos tendo essa oportunidade no Acre e Amazonas, de termos vários produtos com certificação orgânica. Isso representa uma enorme conquista para a biodiversidade amazônica, para os empreendimentos apoiados e para as pessoas”, conta Àlisson Maranho, secretário técnico da SOS Amazônia.

Inspeção na Cooperar – IMOcert

O trabalho mais recente foi a inspeção realizada nas cooperativas Coopercintra, Coopfrutos, Cooperar e Copronat, pela IMOcert Latinoamérica, pioneira na atividade de certificação ecológica e sustentável na América Latina.

A inspeção, para certificar produtos das cadeias de valor de óleos vegetais e do cacau silvestre, aconteceu no período de 8 a 27 de maio. Representantes da IMOcert fizeram visitas técnicas especializadas nos quatro empreendimentos, além de ampliar o conhecimento dos cooperados e da equipe de extensionistas com mais uma oficina de Certificação Orgânica, Extrativista e Mercado Justo.

Na oficina de cinco dias, discutiu-se as normas europeias, norte-americana e normas privadas, com ênfase em ‘Forest Garden Products’ (FGP); além de debater o que se faz necessário para atender exigências e conseguir o certificado de produto orgânico.

“A ideia é que essas pessoas sejam multiplicadoras do processo e também inspetoras dessas organizações que futuramente podem requerer também sua própria certificação. O curso contou com atividades teóricas e práticas, dentre elas: elaborações de ficha de inspeção, regulamentos internos e elaborações de contratos”, explica Thayna Souza, executiva ambientalista/SOS Amazônia.

Após a oficina, os profissionais da IMOcert iniciaram processo de Certificação das beneficiárias.

Áreas de cacau silvestre | IMOcert

A Cooperativa dos Produtores de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Nova Cintra (Coopercintra) está se adequando para certificar dois produtos: manteiga de murmuru e amêndoa de cacau; A Cooperativa de Produtos Naturais da Amazônia (Copronat), quatro produtos: semente e óleo de cumaru, resina e óleo essencial de breu; Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus (Cooperar), nove produtos: andiroba, copaíba, tucumã, murmuru, buriti, uricuri,  patauá, castanha e cacau; e a Cooperativa de Produtores de Polpa de Frutos Nativos de Mâncio Lima (Coopfrutos), dois produtos: óleo de buriti e açaí.

De acordo com Àlisson, os produtos foram aprovados, no entanto, as cooperativas têm prazos de 30 a 90 dias para fazerem os ajustes necessários para a emissão do certificado orgânico. Dentre os ajustes está a elaboração de fichas para controle de matéria-prima e de inspeção interna, delimitação das áreas para os produtos orgânicos; exposição de banner com os 12 princípios da Norma Privada FGP.

Inspeção na Coopfrutos – área de coleta de buriti e açaí | IMOcert

Elizana Araújo, superintendente da Coopfrutos, vê a iniciativa como uma grande oportunidade para alcançar novos mercados. “Com a certificação as cooperativas terão uma grande oportunidade de ter acesso a novos mercados, principalmente o mercado Europeu, e com isso agregar maior valor aos produtos, garantindo melhor qualidade de vida para todos envolvidos no processo produtivo”, disse.

Para Ivan Del Carpio, inspetor sênior e consultor externo da Imocert, há grande potencial para os produtos florestais não madeireiros e ele vê na certificação uma forma de despertar o interesse de mais pessoas a trabalhar com esses produtos.

“O mais importante é que as cooperativas podem acessar mercados internacionais para comercializar produtos com melhores preços, permitindo o fortalecimento econômico e social da cooperativa. Para os extrativistas, a maior importância está em agregar valor ao seu produto, e garantir que sua saúde e a das pessoas não seja comprometida. Mas, ainda utilizam muito pouco do potencial da floresta, com a certificação e o aumento do valor, é possível que desperte o interesse de todos para o trabalho com o extrativismo”, avalia.

POR QUE CERTIFICAR?

A certificação tem sido cada vez mais difundida e requerida por compradores como exigência de qualidade de produtos, e também porque se preocupam com a sustentabilidade e a melhoria de renda das famílias que vivem do extrativismo. A certificação tem um papel na economia e no âmbito social muito grande, além de valorizar o trabalho do extrativista, garante a ele novas fontes de renda, e essa renda com a certificação, tem grande possibilidade de ser ampliada. Aliado a isso, os compradores finais estão cada vez mais preocupados com a saúde, o que impulsiona também o crescimento da demanda por produtos cultivados com métodos orgânicos.

A diferenciação de produtos orgânicos ocorre com base em suas qualidades físicas, decorrentes, principalmente, da ausência de agrotóxicos e adubos químicos.

A certificação é “uma garantia” de que os produtos tenham de fato sido produzidos dentro dos padrões de orgânicos, nesse caso, os produtos oriundos do extrativismo são de fato oriundos de boas práticas de manejo de coleta e beneficiamento, respeitando critérios de sustentabilidade ambiental e social.

Há dezenas de benefícios: Sintonia com os princípios do extrativismo, como por exemplo, não coletar todos os frutos, assegurando o alimento aos animais e permitindo a regeneração florestal; não usar veneno; não desmatar, nem queimar a floresta.

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Portfólio Produtos Florestais não madeireiros

Catálogo de produtos das Cadeias de Valor da Borracha Nativa, Óleos Vegetais e Cacau Silvestre,  destinado a pesquisa de mercados nacionais e internacionais. Investimento do projeto Valores da Amazônia. Acesse!

PROJETO VALORES DA AMAZÔNIA

O projeto Valores da Amazônia foi selecionado no âmbito da Chamada Pública de Projetos Produtivos Sustentáveis do Fundo Amazônia/BNDES para Estruturação, Fortalecimento e Integração das cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros nos estados do Acre e Amazonas.

Objetivo: Disseminar e apoiar iniciativas empreendedoras em nove instituições aglutinadas, com foco na geração de trabalho e renda, e no desenvolvimento sustentável da região.

Cadeias de valor apoaidas: Cacau Silvestre, Borracha (Cernambi Virgem Prensado – CVP e Folha de Defumação Líquida – FDL) e Óleos Vegetais (Buriti, Murmuru, Cocão, Andiroba).

Abrangência:

 Acre: Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Porto Walter. Amazonas: Boca do Acre, Pauini, Lábrea e Silves

SOS Amazônia e cooperativas participam da BIOFACH 2018 – Feira Internacional de Alimentos Orgânicos

A SOS Amazônia e cooperativas apoiadas pelo Projeto Valores da Amazônia estão participando da Feira Internacional de Alimentos Orgânicos, realizada em Nuremberg – Alemanha, entre os dias 14 e 17 de fevereiro.

Um dos serviços do Valores, projeto realizado com apoio financeiro do Fundo Amazônia, é possibilitar a participação desses empreendimentos amazônicos em feiras internacionais – Uma boa oportunidade de posicionamento dos produtos de base florestal no mercado internacional.

Produtos expostos pelas cooperativas apoiadas pelo Valores da Amazônia e produtos da Guayapi (parceria feita para exposição dos produtos)

As cooperativas estão expondo produtos de duas cadeias de valor apoiadas pelo projeto: Óleos vegetais (tucumã, andiroba, buriti, patauá, açaí) para uso cosmético e alimentício; copaíba, breu, pau rosa e manteiga de murmuru para uso cosmético; Amêndoas de Cacau Silvestre (alimentício) e manteiga de cacau silvestre (uso cosmético).

“Trata-se de uma grande oportunidade para a Coopfrutos ter acesso ao mercado europeu, é o início de uma nova etapa, ainda estamos nos adequando, mas podemos agregar valor com a certificação dos nossos produtos e todos os envolvidos no processo produtivo podem sair ganhando”, destaca a representante da Coopfrutos, Elizana Araújo.

A Feira tem como uma de suas propostas, promover o uso responsável dos recursos naturais. 2.950 expositores e mais de 50.000 visitantes do setor orgânico nacional e internacional são esperados no BIOFACH 2018.

“Sem dúvida, é a maior feira de orgânico do mundo, com a participação de pessoas e empresas que querem conhecer produtos novos e diferentes, com responsabilidade social e ambiental. É uma oportunidade imensa para divulgar o trabalho que essas cooperativas fazem para gerar renda e manter a floresta em pé, que podem, futuramente, terem seus óleos vegetais e amêndoas de cacau inseridos no mercado europeu, cumprindo todas as exigências que esse mercado requer. Percebemos que há muito interesse das pessoas quando vêm visitar nosso estande, elas querem conhecer mais sobre os óleos, saber como são produzidos, suas finalidades. Então, isso que o projeto Valores está possibilitando a esses empreendimentos, com certeza, pode garantir, no futuro, acordos importantes para a comercialização desses produtos de base florestal”, observa Alisson Maranho, coordenador geral do projeto Valores da Amazônia.

[Foto em destaque mostra representantes da SOS Amazônia, Cooperativas e da Guayapi]

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Indígenas Shawãdawas participam de oficina de borracha colorida

Um investimento Valores da Amazônia

O que não falta nas comunidades indígenas é a criatividade para o artesanato com os produtos da floresta. Para valorizar mais ainda essa atividade que transmite muita beleza e mantém a floresta em pé, começa agora uma relação indígenas shawãdawas e a borracha colorida.

Equipe da SOS Amazônia e a designer de joias, Flávia Amadeu, subiram o igarapé Humaiatá, rumo à Aldeia Raimundo do Vale, Terra Indígena Arara, município de Porto Walter, Acre, para realizar entre os dias 15 e 18 de setembro, uma oficina de produção de borracha colorida – Folha Semi-Artefato (FSA). A iniciativa faz parte do Projeto Valores da Amazônia, com apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES.

Com a participação de 25 indígenas da Cooperativa Agroextrativista Shawãdawa Pushuã, a iniciativa teve por objetivo ensinar a técnica de produção da FSA e incentivar o artesanato a partir da borracha colorida.

“É a primeira vez que estou trabalhando com o povo indígena e foi a realização de um sonho. Percebi muita vontade deles em querer aprender e colocar a criatividade nesse trabalho com a borracha, e poder gerar renda mantendo a floresta preservada. Os indígenas já possuem uma relação muito forte com a floresta e o artesanato, então a ideia é trabalhar as técnicas artesanais com a borracha, misturando sementes e miçangas, dentro da linguagem que eles têm”, explica Flávia Amadeu, responsável por guiar a atividade.

Em quatro dias, os participantes produziram uma variedade de peças e finalizaram a oficina com uma pequena exposição demonstrando o potencial para esse tipo de artesanato. A designer pretende voltar para dar continuidade a esse projeto com a SOS Amazônia e a aldeia Pushuã.

A artesã Shawã Tuxi mostra cinto em fase de secagem, após três dias é que será possível ver a cor real da borracha, um verde floresta.

Artesã Shawã Tuxy, de 21 anos, é uma das indígenas que ficou interessada na proposta de trabalhar com a FSA. “Fiz algumas peças usando borracha e sementes, agora eu acredito que vou conseguir fazer mais, é um trabalho muito importante para as mulheres da aldeia e estou muito feliz em ter participado”, afirma Tuxy.

O Coordenador geral do Valores, Alisson Maranho, comenta a importância de fortalecer essa parceria. “Estamos felizes em fazer o elo entre a inspiração dos indígenas Arara, o amor pela floresta e o fino design da Flávia Amadeu. Esperamos que essa parceria possa ser fortalecida e que em breve possamos ter peças produzidas com matéria-prima da Terra Indígena e também artefatos produzidos por eles. É um trabalho que valoriza a floresta e as comunidades que nela vivem”, destaca Alisson.


BORRACHA FSA

A borracha colorida FSA foi desenvolvida pelo Projeto Tecbor do Laboratório de Tecnologia Química da Universidade de Brasília e representa mais uma alternativa para a continuidade do extrativismo da borracha nativa da floresta Amazônia. Os seringueiros, conhecedores da floresta, coletam o látex das árvores, que continuam produtivas por gerações. O líquido é então levado para a unidade de produção, onde a borracha é produzida. As mantas de borracha podem então ser usadas no design de produtos ou no artesanato local.


Galeria de fotos FSA Pushuã

PROJETO VALORES DA AMAZÔNIA

O projeto Valores da Amazônia foi selecionado no âmbito da Chamada Pública de Projetos Produtivos Sustentáveis do Fundo Amazônia/BNDES para Estruturação, Fortalecimento e Integração das cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros nos estados do Acre e Amazonas.

Objetivo: Disseminar e apoiar iniciativas empreendedoras em nove instituições aglutinadas, com foco na geração de trabalho e renda, e no desenvolvimento sustentável da região.

Cadeias de valor apoaidas: Cacau Silvestre, Borracha (Cernambi Virgem Prensado – CVP e Folha de Defumação Líquida – FDL) e Óleos Vegetais (Buriti, Murmuru, Cocão, Andiroba).

Abrangência:

 Acre: Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Porto Walter. Amazonas: Boca do Acre, Pauini, Lábrea e Silves

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MODA SUSTENTÁVEL 

Flávia Amadeu

A designer Flávia Amadeu tem a borracha colorida como sua matéria-prima principal há quase 14 anos e mostra a transformação que esse trabalho gera nas comunidades e na preservação da floresta. Saiba mais.

Avanços e Desafios do Projeto Valores Da Amazônia – Como Construir Novos Caminhos #semináriovalores

“Avanços e Desafios  – Como Construir Novos Caminhos” foi o tema do 3º seminário de avaliação do projeto Valores da Amazônia, realizado entre os dias 29 e 31 de agosto, em Cruzeiro do Sul, Acre.

O evento foi mediado pelo consultor em Gestão de Processos Socioambientais, Fragoso Júnior, e teve por objetivo discutir e ampliar ações realizadas e previstas para o fortalecimento das cadeias de valor dos óleos vegetais, borracha e cacau silvestre nos estados do Acre e Amazonas. Representantes das nove organizações apoiadas participaram das atividades.

“Esse projeto visa fortalecer as cooperativas que desenvolvem a produção de origem extrativista. Já se passaram dois anos e estamos avaliando junto aos empreendimento os avanços e desafios dessa iniciativa. A nossa proposta é fazer com que as famílias tenham mais ganhos com essa produção extrativista, e assim, evitar a pressão sobre as florestas, mostrar que a floresta em pé pode render muito dinheiro”, explica Miguel Scarcello, secretário geral da SOS Amazônia.

Uma das metodologias usadas para avaliar as ações foi o Café com Valores. Durante o café, os participantes debateram o seguinte cardápio: Avaliação das estratégias e resultados – Quais os avanços dos 2 anos de execução do projeto? Organização social – Como estão as relações sociais após 2 anos de projeto? Gestão – Como vai a gestão, produtiva, administrativa, comercial, financeira? Cadeias de Valor e Negócios Sustentáveis – Como esses produtos da floresta ajudam a melhorar o meu empreendimento?  [As metodologias usadas foram idealizadas por Fragoso Júnior].

Para Elizana Araújo, sócia da Coopfrutos, o Valores proporcionou resultados significativos na cooperativa. “Esse apoio veio de encontro as necessidades da Coopfrutos. No decorrer desses dois anos, a cooperativa teve oportunidade de se capacitar na parte de gestão, manejo e boas práticas dos produtos que trabalhamos, açaí, patauá, andiroba e o nosso principal produto, o buriti. Em relação a infraestrutura, ganhamos um caminhão e isso contribuiu bastante para o avanço da produção. Além do acompanhamento técnico das etapas do projeto. Estamos aqui hoje discutindo os desafios que temos pela frente, em que podemos avançar. Mas, de modo geral, conseguimos bons resultados”, afirma.

O Valores da Amazônia é uma iniciativa da SOS Amazônia, com apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES. Tem por objetivo disseminar e apoiar iniciativas empreendedoras em nove instituições aglutinadas, com foco na geração de trabalho e renda, e no desenvolvimento sustentável da região. Empreendimentos apoiados: Coopfrutos, Cooperafe, Caet, Shawãdawa Pushuã, Coapex, Cooperar, Amuralha, Coopercintra e Copronat.

“Trata-se de um apoio em todos os elos das cadeias de produtos da sociobiodiversidade que essas cooperativas operam. Isso vai desde a formação para melhoria da gestão dessas organizações sociais a investimentos em infraestruturas e transportes. Então, tem uma série de ações para estruturar essas cadeias nos Estados do Acre e Amazonas”, explica Álisson Maranho, coordenador geral do projeto.

FOTOS SEMINÁRIO VALORES

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Seminário vai debater os avanços e desafios do projeto Valores da Amazônia

Após dois anos de execução do projeto Valores da Amazônia, a SOS Amazônia realiza no período de 29 a 31 de agosto, em Cruzeiro do Sul, o III Seminário de avaliação com o tema: “Avanços e Desafios do Projeto Valores Da Amazônia – Como Construir Novos Caminhos”.

Com representantes das nove organizações apoiadas pelo Valores, o encontro irá discutir e ampliar ações realizadas e previstas para o fortalecimento das cadeias de óleos vegetais, borracha e cacau silvestre nos estados do Acre e Amazonas.

“Essa atividade busca potencializar e entender o que deu e o que não deu muito certo, para que assim possa ser melhorado nesse último ano de projeto. Além de colher elementos para a nova proposta que será elaborada para apresentar ao Fundo Amazônia até o final de 2017”, diz Álisson Maranho, coordenador geral do projeto.

[O projeto Valores da Amazônia é uma iniciativa da SOS Amazônia, com apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES. Tem por objetivo disseminar e apoiar iniciativas empreendedoras em nove instituições aglutinadas, com foco na geração de trabalho e renda, e no desenvolvimento sustentável da região. Empreendimentos apoiados: Coopfrutos, Cooperafe, Caet, Shawãdawa Pushuã, Coapex, Cooperar, Amuralha, Coopercintra e Copronat]. Saiba mais aqui.

PROGRAMAÇÃO

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Especialista em produção de amêndoas de cacau dos EUA realiza consultoria para aperfeiçoar produção de cacau nativo no Acre e Amazonas

Um investimento Valores da Amazônia

Está acontecendo desde sábado, 20, na comunidade Fazenda, às margens do igarapé Mapiá, município de Pauni, Amazonas, uma importante consultoria sobre a produção de amêndoas de cacau nativo da Amazônia. A iniciativa segue até domingo, 28.

Participam da atividade, sócios da Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus (Cooperar), técnicos da SOS Amazônia, produtores do município de Guajará, no Amazonas, e a empresa Luisa Abram Chocolates.

A ação trata-se de um investimento do projeto Valores da Amazônia (realizado pela SOS Amazônia, com apoio financeiro do Fundo Amazônia) e tem por objetivos melhorar a qualidade da produção de amêndoas de cacau nativo da Cooperar e levar os novos conhecimentos para a região do Juruá.

Para a realizar a consultoria, a SOS Amazônia contratou o americano Daniel O’Doherty, da Cacao Services, com vasta experiência no ramo.

Bel, Lu e Dan1

Bel (produtor de cacau), Luisa Abram e Daniel.

 

Daniel já trabalhou com cacau em mais de 20 países. No entanto, nunca com o selvagem.  Ele enxerga isso como uma boa oportunidade para o Brasil começar a ter um chocolate reconhecido em outros países, visto que na América do Sul, apesar de existirem muitos fornecedores, não é reconhecida por ter um fruto de boa qualidade e que seja premiado.

Destaca que além de melhorar o método de produção, é preciso mostrar ao mundo que existe um cacau nativo, único, e que o Brasil preserva essas espécies. 

“O cacau que encontramos aqui é puro, sem mistura com outras espécies de cacau. Isso daqui é extremamente raro, não tem nada de cacau externo vindo para cá, tanto que encontramos um índice baixo de árvores com doença, um pouco de vassoura de bruxa e nenhuma monília. Apesar de não ter muitos recursos, o trabalho que vocês estão fazendo aqui é incrível”, avalia Daniel.

Osmir Braga, do município de Guajará, no Juruá, falou da oportunidade de conhecer o método do Daniel. “Com o conhecimento que o Daniel está nos trazendo, vamos poder levar para o Juruá um método de qualidade para iniciarmos a produção de amêndoas desse fruto. Chegamos aqui e já aprendemos na prática, e isso é muito bom” disse seu Osmir.

De acordo com o coordenador geral do Valores da Amazônia, Alisson Maranho, essa experiência que o Daniel traz pode possibilitar novos mercados internacionais para as amêndoas da Cooperar, já que atualmente exporta somente para a Alemanha, e também significa um importante apoio para começar a estruturar a produção desse fruto no Vale do Juruá.

“A experiência do Daniel vai possibilitar a melhoria dos processos de beneficiamento do cacau e conta ainda com o envio de amostras de amêndoas para a abertura de mercado nos Estados Unidos. O objetivo é que os produtores aprendam as técnicas sensoriais de verificação da qualidade de fermentação e secagem das amêndoas para atender um padrão de alta qualidade, exigido por nichos de mercado de chocolate. Acreditamos que é uma oportunidade única para a Cooperar que já desenvolve esse trabalho há anos e especialmente para as cooperativas do Vale do Juruá que estão iniciando essa cadeia”, considera Alisson.

Saiba tudo sobre o projeto Valores da Amazônia.


Cacao Services é uma empresa de consultoria agrícola e científica com sede em Honolulu, Havaí, e se concentra especificamente em sistemas de produção de cacau. Os serviços incluem consultoria de gestão, planejamento de projetos, solução de problemas, treinamento de pessoal, manuseio pós-colheita, controle de qualidade, vendas e marketing. Um forte conhecimento científico e experiência internacional na indústria privada são combinados para produzir soluções baseadas em evidências e práticas, no mundo real. Como uma pequena empresa de propriedade independente, nos especializamos em identificar soluções que estejam alinhadas com as metas e necessidades de cada cliente e enfatizem práticas agrícolas sustentáveis e ambientalmente sensíveis.

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