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Assembleia Ambiental das Nações Unidas adota compromissos por um futuro mais sustentável

 No encontro ambiental mais importante do mundo, ministros acordaram um novo modelo para proteger os recursos degradados do planeta

·         Líderes concordaram em enfrentar a crise ambiental por meio de inovações e do consumo e produção sustentáveis

·         Delegados se comprometeram a reduzir de maneira significativa os plásticos descartáveis até 2030

·         A quarta Assembleia Ambiental da ONU aconteceu em uma atmosfera de luto após a queda de avião da Ethiopian Airlines com destino a Nairóbi 

Por Flora Pereira, ONU Meio Ambiente

O Mundo hoje preparou o terreno para uma mudança radical por um futuro mais sustentável, em que a inovação pode ser fomentada para enfrentar os desafios ambientais, o uso de plásticos descartável será significativamente reduzido e o desenvolvimento não irá mais custar tanto para o planeta.

Após cinco dias de conversas na Quarta Assembleia Ambiental das Nações Unidas, em Nairóbi, os ministros de mais de 170 países membros das Nações Unidas entregaram um plano audacioso por mudança, comunicando que o mundo precisa acelerar os movimentos para um novo modelo de desenvolvimento a fim de respeitar a visão estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030.

Preocupados pelas crescentes evidências de que o planeta está cada vez mais poluído, rapidamente se aquecendo e perigosamente esgotado, os ministros prometeram atender os desafios ambientais por meio do avanço de soluções inovadoras e da adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo.

Reafirmamos que a erradicação da pobreza, mudando aquilo que é insustentável, promovendo padrões sustentáveis de consumo e produção e protegendo a gestão dos recursos naturais que são base para o desenvolvimento social e econômico, são os objetivos fundamentais e as exigências essenciais para o desenvolvimento sustentável”, disseram os ministros em sua declaração final.

“Melhoraremos as estratégias de gestão de recursos naturais integrando perspectivas que englobem o ciclo completo da vida e análises que concretizem economias de baixo carbono e eficientes em relação aos seus recursos”.

Mais de 4.700 delegados, incluindo ministros do meio ambiente, cientistas, acadêmicos, líderes empresariais e representantes da sociedade civil estavam presentes na Assembleia: o corpo mais importante de meio ambiente a nível global, cuja decisão definirá a agenda das nações, antevendo a Cúpula de Ação Climática da ONU, em setembro.

O evento também resultou no comprometimento dos ministros em promover sistemas de alimentação encorajando práticas de agricultura resilientes, enfrentar a pobreza por meio da gestão sustentável de recursos naturais, promover o uso e compartilhamento de dados ambientais, e reduzir sensitivamente o uso de plásticos descartáveis.

Nós vamos endereçar o dano causado a nossos ecossistemas pelo uso insustentável de produtos plásticos, promovendo a redução significativa de produtos descartáveis de plástico até 2030, e trabalharemos com o setor privado para encontrar produtos ambientalmente amigáveis e financeiramente acessíveis”, disseram.

Para enfrentar as lacunas de conhecimento, ministros prometeram trabalhar para produzir dados ambientais internacionais comparáveis e ao mesmo tempo aprimorar os sistemas e tecnologias de monitoramento. Eles também expressaram apoio aos esforços da ONU Meio Ambiente para desenvolver uma estratégia global para dados ambientais até 2025.

O mundo está em uma encruzilhada, mas hoje escolhemos o caminho que seguiremos” disse Siim Kiisler, Presidente da Quarta Assembleia Ambiental da ONU e Ministro do Meio Ambiente da Estônia. “Decidimos fazer as coisas diferentemente. Desde reduzir nossa dependência dos plásticos de uso único a colocar a sustentabilidade no seio de todos os desenvolvimentos futuros, transformaremos a maneira que vivemos. Temos as soluções inovadoras que precisamos. Agora temos que adotar políticas que nos permitam suas implementações”.

A Assembleia começou em luto após o acidente de um voo da Ethiopian Airlines de Addis Ababa para Nairóbi, que custou a vida de todas as 157 pessoas a bordo, incluindo funcionários da ONU e outros delegados que estavam viajando para o encontro. Um minuto de silêncio foi realizado para as vítimas na cerimônia de abertura, onde as autoridades também prestaram homenagem ao trabalho de seus colegas.

No final da Assembleia, os delegados adotaram uma série de resoluções não vinculantes, rumo à mudança para um modelo de desenvolvimento diferente. Entre as resoluções, foi reconhecido que uma economia global mais circular, em que os bens podem ser reutilizados ou reaproveitados e mantidos em circulação pelo maior tempo possível, pode contribuir significativamente para o consumo e a produção sustentáveis.

Outras resoluções disseram que os Estados Membros poderiam transformar suas economias por meio de compras públicas sustentáveis ​​e instaram os países a apoiar medidas para lidar com o desperdício de alimentos e para desenvolver e compartilhar as melhores práticas nas áreas de eficiência energética e de segurança para a cadeia de frio.

As resoluções também abordaram o uso de incentivos, incluindo medidas financeiras, para promover o consumo sustentável e acabar com incentivos para consumo e produção insustentáveis, quando apropriado.

Nosso planeta atingiu seus limites e precisamos agir agora. Estamos muito satisfeitos que o mundo tenha respondido, aqui em Nairóbi, com compromissos firmes para construir um futuro em que a sustentabilidade seja o objetivo final em tudo o que fizermos”, afirmou Joyce Msuya, Diretora Executiva Interina da ONU Meio Ambiente.

Se os países cumprirem tudo o que foi acordado aqui e implementar as resoluções acordadas, poderemos dar um grande passo em direção a uma nova ordem mundial, onde não cresceremos mais às custas da natureza, mas veremos as pessoas e o planeta prosperarem juntos.”

Um dos principais focos da Assembleia foi a necessidade de proteger oceanos e ecossistemas frágeis. Os ministros adotaram uma série de resoluções sobre lixo marinho plástico e microplásticos, incluindo o compromisso de estabelecer uma plataforma multissetorial dentro da ONU Meio Ambiente para tomar medidas imediatas para a eliminação a longo prazo de lixo e microplásticos.

Outra resolução instava os Estados-Membros e outros atores a endereçar o problema do lixo marinho por meio da análise do ciclo de vida completo dos produtos e do aumento da eficiência dos recursos.

Durante a cúpula, Antígua e Barbuda, Paraguai e Trinidad e Tobago aderiram à campanha Mares Limpos da ONU Meio Ambiente, elevando para 60 o número de países adeptos da maior aliança mundial de combate à poluição marinha por plásticos, incluindo 20 da América Latina e do Caribe.

A necessidade de agir rapidamente para enfrentar os desafios ambientais existenciais foi ressaltada pela publicação de uma série de relatórios durante a Assembleia.

Entre as mais devastadoras, está uma atualização sobre a mudança do Ártico, que explica que mesmo que o mundo cortasse as emissões em consonância com o Acordo de Paris, as temperaturas do inverno no Ártico subiriam entre 3 a 5 °C em 2050 e 5 a 9 °C até 2080, devastando a região e desencadeando o aumento do nível do mar em todo o mundo.

O relatório ‘Ligações Globais – Um olhar gráfico sobre a mudança do Ártico’ alertou que o rápido derretimento do permafrost poderia acelerar ainda mais a mudança climática e inviabilizar os esforços para cumprir o objetivo de longo prazo do Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura global a 2 °C.

Enquanto isso, o sexto Panorama Global Ambiental, visto como a avaliação mais abrangente e rigorosa do estado do planeta, alertou que milhões de pessoas poderão morrer prematuramente devido a poluição da água e do ar até 2050, a menos que medidas urgentes sejam tomadas.

Produzido por 250 cientistas e especialistas de mais de 70 países, o relatório mostra que o mundo tem a ciência, tecnologia e finanças necessárias para avançar em direção a um caminho de desenvolvimento mais sustentável, mas políticos, empresários e o público devem apoiar e incentivar essa mudança.

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, que participou da cúpula na quinta-feira, disse que uma atitude sobre o uso insustentável de recursos não é mais uma escolha, mas uma necessidade.

Como os Estados-Membros afirmaram durante os debates vibrantes, ao lado da sociedade civil, empresas, comunidade científica e outras partes interessadas, ainda é possível aumentar o nosso bem-estar e, ao mesmo tempo, manter o crescimento econômico por meio de uma mistura inteligente de mitigação do clima, eficiência nos recursos e políticas de proteção da biodiversidade”, disse ela.

Como evidência dos efeitos devastadores da atividade humana sobre a saúde do planeta, um clamor global por ações urgentes está aumentando. Enquanto os delegados se preparavam para deixar Nairóbi na sexta-feira, centenas de milhares de estudantes de cerca de 100 países tomaram as ruas como parte de um movimento de protesto global inspirado na estudante sueca Greta Thunberg.

Durante seu discurso na Assembleia Ambiental da ONU Meio Ambiente, na quinta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que os jovens estavam certos em protestar e que o mundo precisa dessa fúria para impulsionar uma ação mais rápida e mais intensa.

Acreditamos que o que precisamos, dada a situação em que vivemos, são leis reais, regras que são vinculantes e adotadas internacionalmente. Nossa biosfera enfrenta devastação total. A própria humanidade está ameaçada. Não podemos simplesmente responder com alguns princípios que soem bem, sem qualquer impacto real”, afirmou Macron.

O Presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta também disse que o mundo precisava agir imediatamente para enfrentar os níveis recordes de degradação ambiental, insegurança alimentar, pobreza e desemprego.

“As estatísticas globais atuais são bastante preocupantes e as projeções para as gerações futuras são terríveis e exigem ações urgentes de governos, comunidades, empresas e indivíduos”, disse ele.

Sobre ignorar quem foi Chico Mendes

Com relação ao comentário do ministro do Meio Ambiente, senhor Ricardo Sales, no programa roda viva da TV Cultura no último dia 11/02, quando ele diz que não há diferença conhecer ou não Chico Mendes, penso que podemos ter algumas linhas de entendimento.

Uma delas trata-se de uma opção ideológica, não concordar com a história de pessoas e seus atos, que são diferentes das suas ideologias. A outra visão é de quem ignora a história, sabe dos fatos e pouco se importa com o que acontece no país. Outra é por querer criar um ambiente de intolerância e ser repercutido pelos milhares de internautas que dão ‘likes’ positivos a tudo que vem do governo federal, nas mídias ‘fast food’ e sem DNA que dominaram a comunicação nos últimos cinco anos.

Optando por entender a atitude do senhor Ministro como uma opção ideológica, creio que ele agiu naturalmente. Como o atual governo federal se posiciona, conservador, essa ideologia defende a tese de que Chico Mendes não representa nada positivo, a exemplo da irmã  Dorothy Stang, pois fazia ativismo para impedir os investidores de crescerem economicamente.  Ou melhor, por essa visão, a defesa de direitos dos seringueiros pela terra que sempre trabalharam é algo que deve ser ignorado, pois foi contrária a política de integrar para não integrar,  promovida pelo governo federal nas décadas de 1970 e 1980, estabelecida pelo governo militar, da qual hoje o senhor ministro está  aliado aos contemporâneos daquela época.  Seguindo por esse entendimento, cabe também refletir sobre a origem dos apoios a opção ideológica adotada no país também naquela época. Os  americanos dos EUA apoiaram o governo  brasileiro na década de 60, 70 e 80 contra o comunismo, viabilizando a implantação das grandes infraestruturas no país, por outro lado foram também os americanos que apoiaram a manifestação do Chico Mendes na reunião do Banco Mundial em Nova York em 1985, quando ele denunciou a devastação dos povos indígenas, dos extrativistas e das florestas na Amazônia,  devido ao dinheiro que os acionistas estavam emprestando para se abrir e pavimentar a rodovia BR 364.

Entendo  que o ministro perdeu uma grande oportunidade de demonstrar o conhecimento eclético que o cargo exige e a humildade oportuna e necessária para reconhecer que o povo brasileiro tem muitas origens e cabe sensatez para podermos conduzir um país democrático. Enquanto não houver ditadura e a nossa constituição existir, cabe a ele, um  servidor público, no papel que ocupa, se manifestar com respeito e conhecimento, mesmo que ideologicamente ele tenha opinião contrária. No mínimo ele poderia ter expressado qual é a versão que ele conhece do Chico. Ou será que de fato ele não conhece?

Por fim, essa breve nota, tem como objetivo principal, lembrar Chico Mendes como acreano, pela importante contribuição à defesa dos direitos e interesses dos extrativistas do Acre e da Amazônia,  pela inesquecível contribuição na defesa da floresta Amazônica, e dentre tantas outras iniciativas que ele teve,  por ser um dos fundadores da SOS Amazônia. Portanto, ao Chico, todo nosso respeito e eterna admiração.

Miguel Scarcello

Secretário geral da SOS Amazônia

Rio Branco – Acre,  12 de fevereiro de 2019

SOS Amazônia: três décadas de iniciativas pela floresta amazônica, pelos povos e comunidades tradicionais

Foto destaque: André Dib

Nós queremos uma Floresta Amazônica e sua diversidade biológica conservadas, respeito aos povos e comunidades tradicionais e melhoria da qualidade de vida dessas populações.

Na década de 1980 grandes áreas de florestas foram substituídas por pastagens na Amazônia. Naquela época, o movimento dos seringueiros, no Acre, unia forças para empatar a devastação e garantir o direito de posse das suas colocações. Movidos pela resistência dos guardiões da floresta, no dia 30 de setembro de 1988, na cidade de Rio Branco, estado do Acre, professores, estudantes universitários e representantes do movimento social, incluindo o ativista e seringueiro Chico Mendes, criaram a Associação SOS Amazônia, tendo como objetivo principal defender a causa extrativista e proteger a Floresta Amazônica, apoiando as populações tradicionais.

Exposição sobre o desmatamento na década de 1980

Num cenário de conflitos por ocupação de terras, a entidade dedicou-se a expor, em praça pública, dados e fotos sobre o desmatamento na região, a fazer denúncias das ameaças sofridas pelos seringueiros, distribuir materiais informativos e a dialogar com as pessoas sobre o tema, visando mobilizar a sociedade e facilitar a compreensão sobre causas e consequências da destruição que estava acontecendo.

Diante do delicado momento que os extrativistas vivam, além das campanhas de conscientização, logo surgiu a necessidade da instituição, em desenvolver projetos, propor e implementar políticas públicas com foco na difusão de modelos e práticas para preservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável, iniciativas que pautam, cotidianamente, o dever de cumprir a missão da SOS Amazônia, que é “Promover a conservação da biodiversidade e o crescimento da consciência ambiental na Amazônia”.

Em três décadas de existência, a instituição atua no estado do Acre e Amazonas, além de áreas fronteiriças, com a participação de, aproximadamente, cinco mil famílias, por meio de projetos e campanhas. Essa área de atuação engloba, principalmente, Unidades de Conservação (UC), a exemplo do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá, atribuindo à SOS Amazônia um extenso e importante histórico de iniciativas para manutenção das florestas e melhores condições de vida aos povos que nelas habitam.

Ganhou experiência e capacidade para planejamento e gestão de UCs, tem expertise na promoção de assistência técnica e extensão rural a comunidades tradicionais, e também é referência no desenvolvimento da educação ambiental, no reaproveitamento de resíduos sólidos e na participação voluntária em conselhos e comitês para regulamentação de leis e gestão de programas públicos.

PRODUTOS DA SOCIOBIODIVERSIDADE

O projeto Valores da Amazônia (apoio financeiro do Fundo Amazônia) apoia três cadeias de valores de produtos florestais não madeireiros – Cacau Silvestre, Óleos Vegetais e Borracha Nativa

Pelo vínculo contínuo com UCs, promoção e apoio às políticas de incremento da economia florestal, mantendo a floresta em pé, a SOS Amazônia atraiu novos investimentos para a região e passou a fortalecer cadeias de negócios dos produtos florestais não madeireiros. Atualmente, realiza projeto de fortalecimento de 16 cooperativas, sendo duas no Amazonas e 14 no Acre, para estruturar e ampliar os negócios com borracha, cacau silvestre e óleos vegetais.

MOBILIZAÇÃO SOCIAL

A SOS Amazônia sempre priorizou e prioriza o trabalho representativo, atuando em três campos: Conselhos; Comitê de Gestão e Acompanhamento de Projetos; e Coletivos de Mobilização Social, na defesa de causas ambientais de interesse público.

Atuou por quatro mandatos no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), como representante das instituições do terceiro setor na Região Norte, e, atualmente, compõe os Conselhos estadual e municipal de meio ambiente do estado do Acre e do município de Rio Branco, respectivamente. Além de ser membro da Comissão da Produção Orgânica do Acre – CPOrg Acre, ocupando a coordenação da Comissão.

GESTÃO E TRANSPARÊNCIA | EIXOS ESTRATÉGICOS

A estrutura de gestão da Instituição conta com Conselhos Fiscal e Deliberativo atuantes. Desenvolve seus projetos seguindo um planejamento estratégico, tendo claro e atualizado sua missão e foco em três linhas estratégicas de atuação: Mitigação e adaptação às mudanças do clima; Preservação da biodiversidade; e Promoção de negócios sustentáveis na Amazônia.

Adotou desde 2003 um modelo de gestão contábil-financeiro, informatizado, com auditoria externa de suas contas, elaborou e segue seu Manual de Procedimentos para orientar e regulamentar procedimentos da rotina interna de gestão administrativa, contábil e financeira, como também tem seu Plano de Cargos e Salários e seu Código de Ética.

Um dos fundadores e atual secretário geral da SOS Amazônia, Miguel Scarcello, recebendo o ‘Prêmio Bem Eficiente’ de gestão institucional, concedido pela Kanitz & Associados em 2004, às 50 entidades sem fins lucrativos que melhor administram seus recursos no país, com transparência e seriedade

Tal conduta garantiu à SOS Amazônia o ‘Prêmio Bem Eficiente’ de gestão institucional, concedido pela Kanitz & Associados em 2004, às 50 entidades sem fins lucrativos que melhor administram seus recursos no país, com transparência e seriedade.

Prêmio Melhores Ongs do Brasil

E em 2017 foi reconhecida como uma das 100 ‘Melhores ONGs do Brasil’. Este prêmio é uma iniciativa do Instituto Doar, em parceria com a Revista Época, que busca reconhecer boas práticas de gestão e transparência no terceiro setor, além de incentivar a cultura de doação no Brasil.

JUNTE-SE A NÓS

São muitos os desafios para manter a floresta preservada, mas juntos podemos fazer mais ainda pela Floresta Amazônica e seus povos. Gratidão aos parceiros, colaboradores, voluntários e a todas as pessoas que se conectam com a causa ambiental e com a causa dos povos e comunidades tradicionais.

A SOS Amazônia entende que promover iniciativas para a conservação da Amazônia é a melhor forma de valorizar o mundo. E você pode ajudar a proteger as nossas florestas de diversas formas.

Nos acompanhe nas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) e divulgue nossos trabalhos. Colabore com doações únicas ou mensais. 

DEPOIMENTOS

“Eu vejo a SOS Amazônia como aquela instituição dos sonhos onde todos da área da conservação querem e devem trabalhar. Sinto que todos aqui trabalham com amor, em prol da floresta e de tudo o que tem nela. E isso é o diferencial da instituição. Ver as famílias tendo retorno de algo que a gente promove tem um valor inestimável. Poder mostrar que a floresta é uma fonte inesgotável de recursos e que sim pode ser utilizada de forma racional, é o bem maior que temos. Daqui 10 anos, espero que a gente tenha chegado a muito mais famílias, levado esse amor e esse respeito que temos pelo que a floresta e seus recursos são em prol daquilo que ela pode nos dar. Espero que tenhamos alcançado muito mais lugares. Conquistado mais espaço, reflorestado,  recuperado e aprendido ainda mais com as populações tradicionais que tanto tem a nos ensinar também. Temos que aproveitar esse olhar que está cada vez mais crescente para a proteção da Amazônia para realmente alavancar o seu valor e seu potencial, sem agredir a floresta, e que as gerações futuras tenham ainda mais respeito e cuidado com esse bem tão precioso que temos” (Thaina Souza, engenheira florestal)

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“Em 2012 fui selecionada pela SOS Amazônia para trabalhar e foi uma grande oportunidade profissional para mim, pois eu não tinha nenhuma experiência na área. Acho muito interessante trabalhar com as famílias ribeirinhas, levando alternativas sustentáveis, promovendo a cultura. A SOS Amazônia é apaixonante porque cada dia que saímos para a atividade de campo é uma nova experiência, um novo aprendizado, pois você leva seu conhecimento, mas traz uma bagagem imensa também, que você adquire com os produtores rurais. Agradeço por fazer parte dessa equipe maravilhosa, quero continuar por muitos e muitos anos na SOS Amazônia” (Francisca de Souza Lima, técnica em ecologia, formada na Escola da Floresta)

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“Esse momento representa os 30 anos de tantas lutas e conquistas de ações voltadas a cumprir a missão da SOS Amazônia. Temos muito o que comemorar diante de tantos desafios superados e retomar fôlego para superar os que estão por vir. Fazer parte desse grupo é um privilégio, estar nesse ambiente de tanta verdade no que se propõe a realizar é o mais encantador. E o que dá forças para continuar. Viva a nossa Amazônia. Viva mais 30 anos de SOS Amazônia” (Àlisson Maranho, secretário técnico da SOS Amazônia)

Mais sobre a história da SOS Amazônia

Sócios fundadores:

  • Abrahim Farhat
  • Amine Carvalho Santana
  • Anna Rosa Fioreta
  • Anselmo Alfredo Forneck
  • Arnóbio Marques de Almeida Júnior
  • Carlos Edegard de Deus
  • Cândido Arieira de Carvalho
  • Cleto Batista Barbosa
  • Denise Regine Garrafiel
  • Elga Buttignol
  • Francisco Alves Mendes Filho (Chico Mendes)
  • Genéseio F. de Natividade
  • Jandira Keppi
  • João Azevedo do Nascimento
  • José Antônio Scarcello
  • José Jocilem Crisostomo Gomes
  • Josélia da Silva Alves
  • Júlia Feitoza da Silva
  • Maria do Carmo Ferreira da Cunha
  • Mauro Luiz Aldrigue
  • Miguel Scarcello
  • Nazaré de Lima Soares
  • Nelson Deicke
  • Ruscelino Araújo Barboza

Ficha de Inscrição do seringueiro e líder de movimento em favor da floresta, Chico Mendes

Estrutura Organizacional em 1988

  • Diretor-presidente: Miguel Scarcello
  • Diretora-técnica: Bárbara Angélica Guimarães de Deus
  • Diretor Administrativo Financeiro: Abrahim Farhat Neto
  • Diretor de Assuntos Interinstitucionais: José Antônio Scarcello

Conselho Deliberativo 

  • Cleto Batista Barbosa (1º conselheiro)
  • Mauro Luiz Aldrigues (2º conselheiro)
  • Guilherme Theodoro Fredrich (3º conselheiro)

Estrutura Organizacional em 2018

  • Secretário geral: Miguel Scarcello
  • Secretário técnico: Àlisson Maranho
  • Secretária Administrativa: Gabriela de Souza

Conselho Deliberativo 

  • Presidente – Maria Luiza Pinedo Ochôa
  • Vice-presidente – Verônica Telma Da Rocha Passos

Membros Titulares

  • Ruscelino Araujo Barboza, Júlio Eduardo Gomes Pereira e  Cleilton Pessoa Amaral

Membros Suplentes

  • Francisca Cristina Moura de Lima Boaventura e Andréa Alechandre Da Rocha

Conselho Fiscal 

Membros Titulares  |  Evandro José Linhares Ferreira, Silvia Helena Costa Brilhante e Arthur Cezar Pinheiro Leite

Membros Suplentes  |  Moisés Barbosa De Souza e Maria Do Carmo Ferreira Da Cunha

Oficina de Negócios Comunitários Sustentáveis recebeu associações e cooperativas de Rondônia, Acre e Amazonas

A terceira Oficina de Negócios Comunitários Sustentáveis do Desafio Conexsus foi realizada nos dias 21 e 22 de agosto em Porto Velho (RO), na Kanindé Associação de Defesa Etnoambiental, que apoiou o evento e auxiliou também na mobilização das organizações participantes, em especial etnias indígenas.

Estiveram presentes 22 associações e cooperativas que atuam com extrativismo sustentável e agricultura familiar, vindas dos estados de Rondônia, Acre e do sul do Amazonas. Conhecer mais a fundo os negócios e identificar os gargalos e desafios comuns foram propósitos atingidos durante a atividade.

“Não existe receita de bolo e as oficinas são um espaço aberto de debate sobre os caminhos possíveis a serem trilhados” – Carina Pimenta, diretora da Conexsus.

“Queremos apoiar o desenvolvimento das associações e cooperativas em negócios comunitários mais sustentáveis, tanto do ponto de vista econômico quanto da contribuição socioambiental. Não existe receita de bolo e as oficinas são um espaço aberto de debate sobre os caminhos a serem trilhados, de acordo com o contexto e características de cada organização”, sintetiza a diretora de operações da Conexsus, Carina Pimenta.

Para a coordenadora do Desafio Conexsus, Monika Röper, um dos destaques foi a diversidade dos participantes. “Algumas organizações já têm décadas de experiência, outras são mais recentes e a oficina mostrou o quanto elas podem aprender umas com as outras e como a discussão sobre os desafios da sustentabilidade pode promover o crescimento conjunto”, explica.

O integrante da equipe da Conexsus responsável pela oficina em Porto Velho, Junior Fragoso, observa que estiveram presentes organizações que atuam em cadeias extrativistas da castanha, de óleos vegetais e da borracha, na cadeia de pesca artesanal, de manejo florestal sustentável, de agricultura familiar (com produtos como banana, mandioca e farinhas) e que atuam com artesanato.  “Foi muito enriquecedor no sentido de integrar as organizações, possibilitou que interagissem dentro de uma ótica de rede, que é um dos objetivos da Conexsus, em uma lógica de promoção dos negócios no Brasil inteiro. Os participantes se mostraram dispostos e animados para continuar essa relação”, completa.

Conhecendo os desafios

A busca de caminhos para que os recursos financeiros de diferentes naturezas possam chegar às organizações, de acordo com o perfil e as necessidades de cada uma, é um ponto de destaque. “O que complica muitas vezes é a burocracia. Precisamos de capital de giro e de conexões que nos levem a entidades que possibilitem acesso, isso vai nos ajudar a crescer e foi justamente essa reflexão que a Conexsus trouxe para nós com a oficina”, diz José Antônio da Conceição Camilo, integrante da Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus (Cooperar). A Cooperativa atua com o processamento do cacau nativo e com a extração de óleos. Busca organizar-se tanto na produção do fruto, quanto na certificação e comercialização, para alcançar mercados internacionais no futuro.

“Precisamos de capital de giro e de conexões que nos levem a entidades que possibilitem acesso, isso vai nos ajudar a crescer e foi justamente essa reflexão que a Conexsus trouxe para nós com a oficina” – José Camilo, da COOPERAR.

A Cooperativa de Produtores de Polpa de Frutas Nativas do Município de Mâncio Lima (Coopfrutos) também trabalha com extração e fabricação de óleos vegetais, como os de buriti, açaí e patoá. A partir deles, são produzidos sabonetes vegetais, sabão líquido, em barra e repelentes contra mosquitos. Os produtos são inspecionados e comercializados nos mercados estadual e nacional.

De acordo com a presidente da cooperativa, Elines Ferreira de Araújo, conhecer empreendimentos semelhantes na mesma região é essencial para alcançar mercados maiores, como o mercado internacional, que chega ao Norte com demandas em grande escala, mas raramente encontra um negócio que, sozinho, consiga supri-las. “Foi muito bom saber quem são as organizações ao nosso redor. Nos unir e fazer parcerias vai facilitar bastante para conseguir o que o mercado quer da gente”, explica.

Elines também destaca o autoconhecimento gerado pela experiência, que vem com a análise dos próprios desafios e a percepção do estágio de desenvolvimento da cooperativa, além da importância de observar situações pelas quais os outros negócios passaram e o compartilhamento de experiências entre eles. “Estamos passando pelo processo de certificação, conversar com organizações que já passaram por isso foi muito bom”, complementa.

Parcerias essenciais

Com a proposta de se desenvolver em rede e de fomentar um ecossistema de negócios sustentáveis, o Desafio Conexsus conta com um processo de cocriação que se torna mais evidente durante as oficinas. “Ao partilharem com os participantes seus conhecimentos e suas redes institucionais, os parceiros do Desafio estão trazendo contribuições fundamentais. Além disso, os resultados que tivermos no mapeamento só foram possíveis, em um curtíssimo período de tempo, devido a essas parcerias”, destaca a diretora da Conexsus.

No caso deste evento, participaram das atividades, bem como da mobilização dos participantes, organizações que atuam na Amazônia, em contato principalmente com as cadeias da sociobiodiversidade. O Pacto das Águas foi um dos parceiros cocriadores participantes. O coordenador de articulação interinstitucional da organização, Plácido Costa, avalia que a oficina é um momento de abertura de horizontes para as cooperativas e associações. “É importante que eles vejam que negócios parecidos com o deles, de base comunitária, estão conseguindo acessar mercados e fazer avanços, serve como incentivo propiciar essas conexões.”

O Pacto das Águas atua na construção de alternativas de geração de renda mais sustentáveis e na gestão ambiental em Terras Indígenas e Reservas Extrativistas. Tem como principal estratégia a estruturação das cadeias de produtos da sociobiodiversidade, em especial cadeias estruturantes, como a da castanha. Durante a oficina, Plácido apresentou informações sobre os arranjos produtivos o estimulou os participantes a pensarem em novas possibilidades de acesso a recursos, por meio de mecanismos diferenciados.

Um exemplo é o da Associação Zavidjaj Djiguhr (Assiza), da etnia indígena Gavião, que atua principalmente na cadeia da castanha e, a partir dela, vem estruturando outras cadeias, como a da banana e da farinha. “Cerca de 500 de seus 750 membros fazem a coleta da castanha e vendem hoje a uma empresa. Eles percebem que precisam agora se envolver mais com os elos da cadeia e em arranjos que os favoreçam mais, como atuar em parceria com cooperativas”, explica Fragoso.

O coordenador de projetos da SOS Amazônia, Adair Duarte, também participou da oficina. A instituição é parceira cocriadora do Desafio Conexsus e tem como missão promover a conservação da biodiversidade e o crescimento da consciência ambiental na Amazônia, com atuação no Acre e no Amazonas. Adair destaca as metodologias utilizadas, que facilitam a compreensão dos conteúdos por todos os participantes.

“A soma de esforços poderá minimizar os gargalos e dificuldades dessas organizações. Por isso a busca da evolução dos negócios e de caminhos durante a oficina foi muito importante”, comenta. Adair avalia como principal desafio a estruturação de capital de giro para fortalecer o acesso a mercados, a fim de manter um fluxo mais constante nos negócios. O parceiro também falou durante a oficina um pouco sobre as cadeias de produtos com as quais atua, de cacau, borracha e óleos.

Aprendizados e fortalecimento regional

Dentre os participantes, o Projeto Reca (Reflorestamento Econômico Consorciado Adensado), que fica no distrito rural de Nova Califórnia, foi convidado a fazer uma “fala inspiradora” para os demais. Os produtores associados ao projeto cultivam frutos amazônicos em sistemas agroflorestais (SAFs) e realizam também o beneficiamento dos produtos, com o objetivo de reduzir o desmatamento na região. A combinação do manejo florestal e do extrativismo sustentáveis resulta em um negócio com responsabilidade social e ambiental. O próximo passo que o Reca busca agora é estruturar um fundo rotativo solidário.

Em outro momento inspirador, a Operação Amazônia Nativa (OPAN), que atua junto a organizações indígenas no Purus, trouxe o exemplo de um sistema de repartição de recursos do faturamento gerado pelo manejo do pirarucu. Um exercício realizado na sequência revelou as expectativas das entidades participantes em relação à busca por soluções financeiras. “As organizações foram divididas de acordo com a forma como acessam recursos hoje e a maior parte depende de doações. Depois, quando perguntadas sobre o que almejam em cinco anos, a maioria demonstrou querer estruturar fundos com recursos próprios”, relata a coordenadora do Desafio, Monika Röper.

Camilo, da Cooperar, comemora pelos benefícios que iniciativas como essa trazem para a região onde as cadeias produtivas estão inseridas. “A oficina deu um ânimo para nós, que vamos repassar a todos da cooperativa. Vi organizações que desempenham algo para o bem da comunidade ribeirinha e do planeta, isso anima os produtores a cuidar da floresta, a não desmatar”, relata.

Renata da Silva Pereira, da Cooperativa de Produtores Rurais Vale do Guaporé de Seringueiras (COOPERVARGS), conta que só conhecia uma das outras 20 organizações que participaram do evento. “Conhecer a região e se entrosar com estas outras entidades vai nos ajudar a trabalhar melhor”, anseia. A COOPERVARGS trabalha com a comercialização do Urucum e com a industrialização e comercialização da castanha-do-brasil.

Desafio Conexsus 2018

A oficina faz parte de um ciclo de oficinas que teve início em junho, em Belém (PA), e deve ser replicada em mais 11 cidades até o final de setembro, em diversas regiões do Brasil. Além disso, serão realizadas visitas técnicas a algumas organizações, atividades que devem abranger cerca de 300 participantes.

Os mais de mil negócios cadastrados no Desafio compõem o Mapa e o Panorama de Negócios Comunitários Sustentáveis no Brasil, com consulta online e aberta ao público pelo site www.desafioconexsus.org. O cadastro permanece aberto para organizações interessadas no Desafio, que poderão participar de oportunidades futuras, bem como integrar a rede em formação.

Uma das expectativas é que estes empreendimentos, os parceiros cocriadores da iniciativa e outras organizações que compõem o ecossistema de negócios comunitários sustentáveis tornem-se uma rede ativa de fomento ao desenvolvimento sustentável, com a possibilidade de atrair e criar outras oportunidades além das já previstas no Desafio Conexsus 2018.

Após a realização das oficinas, 70 organizações serão convidadas a participar do Ciclo de Desenvolvimento de Negócios Comunitários Sustentáveis, que conta com uma jornada de aceleração, oficinas de modelagem de negócios, laboratório de soluções de acesso à comercialização e mercados e laboratório de crédito e soluções financeiras.

Participantes e parceiros

Estiveram presentes na oficina em Porto Velho a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Kanindé Associação de Defesa Etnoambiental, Operação Amazônia Nativa (OPAN), Pacto das Águas, SOS Amazônia e União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) e a Entrenós Planejamento Estratégico, que realizou o planejamento e a mediação da oficina.

Participaram as organizações comunitárias:

AGUAPÉ- Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé

AMARI – Associação dos Moradores Agroextrativistas da Resex Ituxi

APITC – Associação dos Produtores Indígenas da Terra Caititu

Apiz – Associação do Povo Indígena do Zoró

APIWTXA – Associação Ashaninka do Rio Amônia

APREA – Associação dos Produtores e Produtoras Rurais Extrativistas da Resex Arapixi

ASAEX- Associação dos Seringueiros Agroextrativista do Baixo Rio Ouro Preto

ASAREAJ – Associação dos Seringueiros e Agricultores da Reserva Extrativista do Alto Juruá

ASSC – Associação de Seringueiros da Resex Cazumba Iracema

Associação Indígena Doá Txatô

Associação Indígena Jupaú

Assiza – Associação Zavidjaj Djiguhr

COOPABRAS – Cooperativa Agropecuária e Industrial de Nova Brasilândia D’Oeste

COOPEL – Cooperativa dos Agricultores e Pecuaristas da Regional do Baixo Acre

COOPER RECA – Cooperativa Agropecuária e Floresta do Projeto RECA

COOPERAR – Cooperativa Agroextrativista do Mapiá e Médio Purus

COOPERFLORESTA – Cooperativa dos Produtores Florestais Comunitários

COOPFRUTOS – Cooperativa de Produtores de Polpa de Frutas Nativas do Município de Mâncio Lima

COOPMAS – Cooperativa Mista do Produtores Agroextrativista do Sardinha

ASPACS – Associação dos Produtores Agroextrativistas da Colônia do Sardinha

COOPERVAGS – Cooperativa de Produtores Rurais Vale do Guaporé de Seringueiras

Extrativistas da Resex do Lago Cuniã

Coopercacoal – Cooperativa Agropecuária de Produtores e Agricultores Familiares de Cacoal

São parceiros estratégicos da Conexsus: Good Energies Foundation, Grupo Pão de Açúcar, por meio do Instituto GPA, IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e Moore Foundation, Fundo Amazônia, Fundo Vale, Fundação Certi, GIZ /Cooperação Alemã para o desenvolvimento sustentável, Climate and Land Use Alliance (CLUA) e União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).

Organizações comunitárias participam de workshop sobre gestão e sustentabilidade

Representantes de 16 organizações comunitárias da região do Juruá, Tarauacá e Feijó participaram, nesta quinta-feira, 28, em Rio Branco, de Workshop do projeto Gestão & Sustentabilidade.

A iniciativa, promovida pela SOS Amazônia, governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Acre (PDSA II), teve por objetivo avaliar os resultados e desafios do projeto.

De acordo com Miguel Scarcello, secretário geral da SOS Amazônia, o encontro serviu para analisar todas as atividades realizadas, relembrar cada avanço impulsionado pelos gestores e comunitários.

“Fizemos uma revisão detalhada das atividades no prazo que foram executadas e com isso podemos perceber que conseguimos atingir os objetivos básicos a qual procuramos desde o início. O projeto fortaleceu as cooperativas e associações no aspecto de fazer a gestão da instituição, em cada pessoa entender melhor os seus papéis e de poderem fazer exercícios de planejamento, no processo relacionado a produção não madeireira”, conta.

Com o levantamento das ações desenvolvidas durante um ano de projeto, a programação apresentou os impactos e benefícios alcançados e os desafios futuros para as organizações apoiadas.

“O encontro foi extremamente importante por que depois de tanto trabalho de sensibilização e capacitação em diferentes comunidades, com centenas de beneficiários, esse é um momento para apresentar os resultados e saber quais os pontos positivos que nós conseguimos e onde é que devemos melhorar”, afirma Carlos Edegard, secretário de Meio Ambiente do Acre (Sema).

A presidente da AMURALHA, Nataires Ferreira, falou da oportunidade de trocar experiências e dos avanços que o projeto já proporcionou.

Presidente da Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais Unidas por Liberdade, Humanidade e Amor  – AMURALHA, Nataires Ferreira

“Pela linha do tempo percebemos o que melhoramos, obtendo novos conhecimentos, trocando experiências e também vendo onde precisamos melhorar. Antes nossas atividades eram executas sem planejamento, e por causa disso, tudo dava errado. O projeto chegou e nos ajudou em tudo, a planejar primeiro, ver o tanto que iremos gastar, o que precisa e assim chegar ao sucesso”, explica Nataires.

Bia Saldanha, coordenadora da cadeia produtiva da borracha/Veja Fairtrade, situa a iniciativa como ponto de relevância para corrigir e entender as necessidades, com o propósito de avançar cada vez mais e contribuir com a melhoria da vida no campo.

“A gestão de sustentabilidade dos recursos não madeireiros do Acre é um ponto central do desenvolvimento sustentável dessas comunidades, então eu faço votos que seja proveitoso que a gente consiga cada vez mais aproximar os gestores que estão pensando as políticas públicas daqueles que estão de fato na floresta fazendo as coisas acontecer”, declara.

O evento contou também com a participação do senador do estado do Acre, Jorge Viana. “O desafio de vocês (comunitários) é muito grande, então, tudo isso que está sendo feito é fantástico, com esse trabalho o Acre se torna uma base de esperança para toda a Amazônia”, disse o senador.

Deylon Félix

Extrativistas avaliam os resultados e impactos do Valores da Amazônia

Com o propósito de debater os alcances das metas em relação a conservação dos recursos naturais e a geração de renda para comunidades extrativistas da Amazônia, a SOS Amazônia promoveu nos dias 26 e 27 de junho em Rio Branco, o IV Seminário de avaliação sobre os resultados e impactos do projeto Valores da Amazônia.

O encontro destacou as mudanças obtidas em relação aos nove empreendimentos apoiados pelo projeto (Pushuã, Amuralha, Cooperar, Coopfrutos, Coapex, Caet, Coperafe, Coopercintra e Copronat), nos aspectos da gestão e produção extrativista, além de apresentar os novos desafios para a região e para as organizações sociais.

Miguel Scarcello, secretário geral da SOS Amazônia, falou sobre a importância e a potencialidade que o extrativismo possui no estado e evidenciou os esforços realizados pela instituição na geração de trabalho e desenvolvimento sustentável.

“Com todos esses desafios realizados, eu considero importante esse momento para refletir e ver se nossos passos foram bem feitos, se deram resultados de fato. Todas as pessoas que estão envolvidas são sempre persistentes e é isso o que queremos. O não madeireiro na economia do Acre e do país é muito significativo. Então, nós temos que persistir para que isso seja efetivado e fazer com que esse trabalho com as cooperativas apoiadas seja visto. É preciso ser mostrado no anuário estatístico do estado, na parte da economia, a contribuição que o extrativismo possui, a riqueza que essa floresta possui e o quanto tem sido pouca explorada nesse sentido sustentável, viabilizando retorno financeiro para todos os comunitários”, afirma.

Elines Ferreira, presidente da Coopfrutos

Em forma de agradecimento, a presidente da Coopfrutos, Elines Ferreira, destacou os benefícios que receberam do projeto.

“Estamos apresentando o trabalho que realizamos durante todo esse tempo, tanto na sociedade quanto dentro da cooperativa. Graças a esse projeto, a Coopfrutos que antes possuía apenas CNPJ passou para a parte de legalização, estruturação, recebeu equipamentos, então isso foi importante demais” disse.

Na oportunidade, o gerente do Departamento de Gestão do Fundo Amazônia, André Ferro, comentou a importância da continuidade do trabalho com as cooperativas.

“Todas essas atividades serviram para mostrar como o projeto teve início e foi sendo organizado, sua mobilização, como cada ação foi realizada. E tudo o que conseguimos até agora já é muito bom, é um imenso avanço. A equipe está de parabéns, sabemos das dificuldades enfrentadas e o que queremos é continuar com esse trabalho para não perder nada de vista,” avalia.

Àlisson Maranho, secretário técnico da SOS Amazônia, também fala sobre os importantes avanços e de suas perspectivas em relação ao projeto.

“Nesses dois últimos anos de projeto, os grandes destaques que obtivemos foram os avanços em termo de produção, todas as cadeias apoiadas como o cacau, borracha e óleos vegetais tiveram um rendimento considerável desde o início, e também a organização social que melhorou o convívio com as famílias comunitárias e as cooperativas. Esperamos que esses efeitos continuem, que essas e outras novas lições sejam debatidas e vivenciadas,” declara.

SOS Amazônia e instituições parceiras

Durante o evento, Miguel assinou com as instituições parceiras (Sema, Funtac, WWF-Brasil, Sedens, SEPN, Seaprof, Parque Zoobotânico/Ufac, Sebrae) e o gerente do Departamento de Gestão do Fundo Amazônia, André Ferro, uma carta de intenção, com o objetivo de promover a cooperação técnica no desenvolvimento das cadeias produtivas sustentáveis no estado do Acre.

Entre tantos parceiros, voluntários e colaboradores, é comemorado também o aniversário de 30 anos da SOS Amazônia, que desde 1988 segue a missão de promover a conservação da biodiversidade e o crescimento da consciência ambiental na Amazônia.

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Deylon Félix | Eliz Tessinari

Foto destaque: Dill Marques

Acesse a página do Projeto Valores da Amazônia | Navegue aqui.

Mais depoimentos

“É muito satisfatório ver o desenvolvimento desses comunitários, esses grandes resultados só nos mostram o quanto isso vale a pena” (Francisca Souza, técnica/SOS Amazônia)

“Com o seminário foi possível entender mais a forma de produção de cada equipe, a gestão e tudo o que fizeram para continuar crescendo” (Renato Pereira, técnico/SOS Amazônia)

Cooperativas vão participar de Workshop sobre Gestão e Sustentabilidade

Representantes de 16 organizações comunitárias da região do Juruá, Tarauacá e Feijó vão participar, no dia 28 de junho, em Rio Branco, de Workshop do projeto Gestão & Sustentabilidade.

A iniciativa, promovida pela SOS Amazônia, governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Acre (PDSA II), tem por objetivo de avaliar os resultados e desafios do projeto.

“Os negócios florestais é mais uma estratégia para o desenvolvimento da Região Amazônica e de suas populações tradicionais, que utilizam dos benefícios proporcionados pelas florestas. E avaliar ações do projeto, de forma participativa, é muito importante para o fortalecimento dessa iniciativa na região”, afirma Álisson Maranho, secretário técnico da SOS Amazônia.

PROGRAMAÇÃO

Download (PDF, 2.73MB)

O Projeto Gestão & Sustentabilidade tem por objetivo promover serviços técnicos especializados visando assessorar e capacitar 16 organizações comunitárias que participam de iniciativas de manejo florestal comunitário não madeireiro, com foco na organização social e gestão desses empreendimentos, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre – PDSA II.

Portfólio Produtos Florestais não madeireiros

Catálogo de produtos das Cadeias de Valor da Borracha Nativa, Óleos Vegetais e Cacau Silvestre,  destinado a pesquisa de mercados nacionais e internacionais. Investimento do projeto Valores da Amazônia. Acesse!

PROJETO VALORES DA AMAZÔNIA

O projeto Valores da Amazônia foi selecionado no âmbito da Chamada Pública de Projetos Produtivos Sustentáveis do Fundo Amazônia/BNDES para Estruturação, Fortalecimento e Integração das cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros nos estados do Acre e Amazonas.

Objetivo: Disseminar e apoiar iniciativas empreendedoras em nove instituições aglutinadas, com foco na geração de trabalho e renda, e no desenvolvimento sustentável da região.

Cadeias de valor apoaidas: Cacau Silvestre, Borracha (Cernambi Virgem Prensado – CVP e Folha de Defumação Líquida – FDL) e Óleos Vegetais (Buriti, Murmuru, Cocão, Andiroba).

Abrangência:

 Acre: Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Porto Walter. Amazonas: Boca do Acre, Pauini, Lábrea e Silves

Manifesto Indígena – Preconceito e discurso tendencioso não mudam a realidade das pessoas

Treze organizações indígenas e do movimento social do Acre publicam um Manifesto rebatendo o pré-candidato ao Senado Márcio Bittar (MDB), que considera os povos indígenas latifundiários improdutivos e causadores de conflitos por terra.

O pré-candidato fala que as populações são vitimadas pela “miséria, pobreza e imensas contradições”, sem perceber que as causas da extrema desigualdade vêm justamente daquilo que ele defende. De forma descarada, que mais se aproxima de má-fé, ignora o contexto histórico de exploração semelhante ao trabalho escravo na extração de seringa, as tantas mortes por doenças antes desconhecidas e tantos outros fatores que entram de forma violenta nas comunidades, frutos dessa exploração. As populações que vivem há milhares de anos na floresta nunca se consideraram miseráveis. Ser miserável, na verdade, é ser refém da lógica que o pré-candidato quer encaixar os povos indígenas. Ser miserável é ter pasto ao invés de floresta; é ter esgoto ao invés de rio; é ter morte ao invés de vida.

Valorizamos as riquezas naturais ao mantê-las vivas, tirando delas o sustento para todas as sociedades e formas de vida no planeta. Ao contrário do que diz o pré- candidato, improdutivo é o modelo que ele defende para o Acre, baseado em pasto, agrotóxico, exploração de madeira. Não aceitaremos insultos e desrespeito ao histórico de lutas para a demarcação de Terras Indígenas e do bem-viver dos povos indígenas no Acre, no Brasil e no Mundo.

Leia o Manifesto:

Preconceito e discurso tendencioso não mudam a realidade das pessoas. Em matéria divulgada no dia 15 de maio, o pré-candidato ao Senado Márcio Bittar fez um pronunciamento, de forma desrespeitosa e desinformada, que coloca os povos indígenas como latifundiários improdutivos e causadores de conflitos por terra. Bittar tem uma postura contra a demarcação das terras indígenas dando a entender que defende a anulação/revisão das que estão homologadas, o que aflige os direitos garantidos na Constituição Federal e nos acordos internacionais assinados pelo Brasil.

Para fins de esclarecimento e utilidade pública, vemos como necessária a apresentação de informações para a compreensão da situação dos povos indígenas no Acre, fato que o pré-candidato desconhece. No Estado, atualmente, existem 35 Terras Indígenas (TIs), sendo 27 homologadas, 1 dominial e as demais em processo de regularização, com 15 povos – além de um grupo de recente contato e os grupos de indígenas isolados. Todos com especificidades culturais, como língua (dentro das famílias lingüísticas Pano, Aruak e Arawá), organização social, espiritualidade, arte, atividade produtiva, entre outros aspectos.

No território acreano existem Terras Indígenas (14,5%TIs), Unidades de Conservação de Proteção Integral (9,5%) e Unidades de Conservação de Uso Sustentável (21,5%). Essas áreas são internacionalmente reconhecidas enquanto limites para garantia da vida, não de maneira particular dos povos indígenas, mas da sustentabilidade mundial. Na década de 90, época em que se amplia a preocupação a nível global com relação à questão ambiental, os povos indígenas já mostravam para o mundo modos de vida que asseguravam ambientes saudáveis. Desde então o Acre têm se destacado no âmbito de políticas públicas ambientais e inclusivas, tornando-se referência. Os Planos de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas (PGTAs) do Acre, presentes em 29 TIs, são exemplos desse reconhecimento. Um dos aspectos que consta nos PGTAs são os acordos criados pelas comunidades para uso, manejo e conservação dos recursos naturais, o que possibilita a constituição de ferramentas que subsidiam a proteção, o controle territorial e a garantia à sustentabilidade social e ambiental.

Diante dessas informações, verificamos a completa negligência e um ataque, sem rodeios, do pré-candidato, mostrando –se incapaz de compreender o verdadeiro sentido de riqueza e qualidade de vida para os povos indígenas. É preocupante que alguém que irá concorrer para o Senado tenha um conceito tão ultrapassado, que violenta social e ambientalmente a vida dos povos indígenas no Acre, mas não só. Violenta a biodiversidade, os conhecimentos tradicionais e modos de viver e gerar riquezas com conservação da floresta. Entendemos, assim, que uma pessoa com um discurso desses é o mesmo que uma arma apontada para os povos indígenas, e representa uma ameaça real para o Acre, para a Amazônia e para a manutenção da vida.

Segundo Bittar, ‘’há uma corrida insana dos governos anteriores rumo a demarcação de terras para os povos indígenas´´ negligenciando uma informação essencial que colocamos agora: as demarcações se situam nos anos 90 porque houveram intensas mobilizações e pressões do movimento indígena e demais movimentos sociais no contexto de redemocratização e visibilidade para a agenda socioambiental no mundo. Hoje, nota-se uma considerável diminuição no número de terras homologadas e demarcadas.

Vemos, assim, uma proposital relação da diminuição (em muitos lugares, de paralização) das demarcações com o avanço das fronteiras agrícolas para exploração desmedida e degradante dos recursos naturais. Dizer que terras indígenas demarcadas ´´é o maior latifúndio improdutivo do mundo´´, é ocultar o seu próprio lugar e a categoria que ele representa. A lógica de muita terra para um só proprietário, que o pré-candidato parece defender, é a que mais desmata, privilegia exportações e gera injustiça social, econômica, ambiental. Ainda assim a concentração de grandes propriedades rurais aumenta, enquanto as demarcações de Terras Indígenas decaem.

Os conflitos fundiários aumentaram muito em 2016, como demonstram diferentes pesquisas. Os órgãos de defesa dos direitos humanos estão sendo surrupiados. Há um crescimento exponencial da Bancada Ruralista no Congresso, que gerou um aumento de tramitações anti-indígenas no poder legislativo, como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil tem denunciado. Hoje são cerca de 182 tramitações com teor que afetam as Terras Indígenas.

Além disso, quando falamos da questão ambiental, relacionada a índices de desmatamento, percebemos que as áreas mais degradadas são aquelas onde o agronegócio é o principal modelo de produção. Em compensação, no Acre apenas 1% das Terras Indígenas correspondem a áreas desmatadas. Bittar fala que ´´basta conhecer para ver […] a situação de penúria das populações indígenas’’. Afirmação preconceituosa que revela o seu profundo desconhecimento da questão indígena e faz uma errônea relação de uma suposta penúria com a floresta em pé. Floresta esta responsável, a nível local, pela riqueza socioambiental e pela produção agrícola diversificada que garante a segurança e soberania alimentar; e a nível global, pela mitigação dos efeitos das mudanças do clima e pela manutenção dos serviços ambientais.

O pré-candidato fala que as populações são vitimadas pela “miséria, pobreza e imensas contradições”, sem perceber que as causas da extrema desigualdade vêm justamente daquilo que ele defende. De forma descarada, que mais se aproxima de má-fé, ignora o contexto histórico de exploração semelhante ao trabalho escravo na extração de seringa, as tantas mortes por doenças antes desconhecidas e tantos outros fatores que entram de forma violenta nas comunidades, frutos dessa exploração. As populações que vivem há milhares de anos na floresta nunca se consideraram miseráveis. Ser miserável, na verdade, é ser refém da lógica que o pré-candidato quer encaixar os povos indígenas. Ser miserável é ter pasto ao invés de floresta; é ter esgoto ao invés de rio; é ter morte ao invés de vida.

Valorizamos as riquezas naturais ao mantê-las vivas, tirando delas o sustento para todas as sociedades e formas de vida no planeta. Ao contrário do que diz o pré- candidato, improdutivo é o modelo que ele defende para o Acre, baseado em pasto, agrotóxico, exploração de madeira. Não aceitaremos insultos e desrespeito ao histórico de lutas para a demarcação de Terras Indígenas e do bem-viver dos povos indígenas no Acre, no Brasil e no Mundo.

ASSINAM

Associação Agro-Extrativista Poyanawa do Barão e Ipiranga – AAPBI

Associação Ashaninka do Rio Amônia – Apiwtxa

Associação do Povo Indígena do Humaitá – ASPIH

Associação Sociocultural Yawanawá – ASCY

Associação dos Produtores Kaxinawa da Praia do Carapanã – ASKAP

Associação do Povo Arara do Igarapé Humaitá – APSIH

Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre – AMAAIAC

Organização dos Professores Indígenas do Acre – OPIAC

Organização dos Povos Indígenas do Rio Envira – OPIRE

Movimento dos Artistas Huni Kuĩ

Comissão Pró Índio do Acre – CPI-Acre

SOS Amazônia

Grupo de Trabalho Amazônico – Núcleo Acre

Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular – CDDHE

Conecte-se.

Conecte-se com a Amazônia! Apoie o projeto Faça Florescer. 

É de uma grandeza extraordinária o quanto a Amazônia faz diferença na vida das pessoas, tanto para quem vive nela quanto para quem mora em outras regiões. Um dos exemplos é que “a floresta amazônica bombeia um imenso fluxo de água pelos ares, chamado de rios voadores. Essa umidade enviada para a atmosfera se transforma em chuva, beneficiando outras regiões do Brasil”.

Para retribuir a Amazônia uma pequena parcela dos benefícios que recebemos dela, a SOS Amazônia lançou um desafio às pessoas que querem se unir pela preservação da Amazônia: Reflorestar áreas de nascentes, restabelecendo importantes corredores de biodiversidade, por meio do projeto Faça Florescer.

O Faça Florescer se propõe a construir e manter um viveiro de mudas, por meio de ajuda coletiva, para a restauração florestal de nascentes. Uma ótima oportunidade para gerar conteúdo que motiva a reflexão sobre os problemas na Amazônia.

Cada contribuição voluntária é muito importante para que esse objetivo seja alcançado. Junte-se a nós, doe qualquer valor e torne pública a sua doação, a partir do uso da hashtag #VemReflorestar, #FaçaFlorescer e #sosamazônia nas redes sociais.

Colabore aqui e faça florescer um mundo melhor! 

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