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Conecte-se com a Amazônia! Apoie o projeto Faça Florescer. 

É de uma grandeza extraordinária o quanto a Amazônia faz diferença na vida das pessoas, tanto para quem vive nela quanto para quem mora em outras regiões. Um dos exemplos é que “a floresta amazônica bombeia um imenso fluxo de água pelos ares, chamado de rios voadores. Essa umidade enviada para a atmosfera se transforma em chuva, beneficiando outras regiões do Brasil”.

Para retribuir a Amazônia uma pequena parcela dos benefícios que recebemos dela, a SOS Amazônia lançou um desafio às pessoas que querem se unir pela preservação da Amazônia: Reflorestar áreas de nascentes, restabelecendo importantes corredores de biodiversidade, por meio do projeto Faça Florescer.

O Faça Florescer se propõe a construir e manter um viveiro de mudas, por meio de ajuda coletiva, para a restauração florestal de nascentes. Uma ótima oportunidade para gerar conteúdo que motiva a reflexão sobre os problemas na Amazônia.

Cada contribuição voluntária é muito importante para que esse objetivo seja alcançado. Junte-se a nós, doe qualquer valor e torne pública a sua doação, a partir do uso da hashtag #VemReflorestar, #FaçaFlorescer e #sosamazônia nas redes sociais.

Colabore aqui e faça florescer um mundo melhor! 

SOS Amazônia presente no Lush Summit 2018

Evento promove o debate sobre assuntos como mudanças climáticas, proteção de florestas, direitos animais, caça ilegal, igualdade de gênero e direitos indígenas.

Nos dias 14 e 15 de fevereiro de 2018 acontece em Londres, o Lush Summit – edição 2018 – um espaço aberto para debates e ativismo, com a participação de ativistas e organizações do mundo todo. Esta é a segunda edição do evento.

Realizada pela Lush Fresh Handmade Cosmetics, a iniciativa aborda temas sobre direitos humanos, direitos dos animais e proteção ao ambiente, com a exploração de assuntos como mudanças climáticas, proteção de florestas, caça ilegal, igualdade de gênero e direitos indígenas.

A SOS Amazônia, representada pelo seu secretário geral, Miguel Scarcello e pela coordenadora administrativa de projetos, Gabriela Souza, é uma das organizações participantes.

Como organização convidada, a instituição tem a oportunidade de debater as estratégias utilizadas para a conservação da floresta amazônica, problemas enfrentados e como conectar as pessoas para ter um olhar mais preocupado com a Amazônia.

“O Lush Summit é um convite para a mudança, de incentivar as pessoas a enxergarem o mundo de um jeito diferente e especial, onde fazer sua parte tem grande importância para o planeta. O  evento tem a presença de muitos jovens, é um momento de conscientização, para que tenham mais clareza do baixo impacto que os produtos causam, do respeito social que a Lush tem. Somos muito gratos à Lush pela oportunidade de participarmos dessa iniciativa tão especial, e o que SOS Amazônia deseja é isso, que as ações das pessoas por mundo melhor sejam mais frequentes”, destaca Miguel.

#DiadeDoar 2017 será no dia 28 de novembro

A SOS Amazônia participa, desde 2015, da campanha #diadedoar, criada com o objetivo de promover a cultura de doação no Brasil. A edição 2017 acontecerá no dia 28 de novembro e o Brasil inteiro vai se mobilizar.

Faça parte desse movimento você também! Todos por um país mais generoso e solidário! Junte-se a nós, doe qualquer valor para SOS Amazônia e torne pública a sua doação, a partir do uso da hashtag #diadedoar nas redes sociais.


O #DIADEDOAR

O #diadedoar é organizado pelo Movimento por uma Cultura de Doação, uma coalização de organizações e indivíduos que se mobilizam para termos um país mais generoso e solidário. Essa iniciativa começou em 2012, nos Estados Unidos, com o nome de #GivingTuesday, e hoje já alcança mais de 80 países. (Mais informações)


SOBRE A SOS AMAZÔNIA

Na década de 1980 houve um grande incentivo ao desmatamento na Amazônia e grandes áreas de florestas foram substituídas por pastagens. Naquela época, o movimento dos seringueiros unia forças para empatar a devastação da Amazônia. O cenário exigia muito apoio e dedicação à luta dos seringueiros para proteger a floresta. Movidos pela resistência dos guardiões da floresta, dia 30 de setembro de 1988, na cidade de Rio Branco, no Acre,  professores, estudantes universitários e representantes do movimento social, incluindo o ativista e seringueiro Chico Mendes, criaram a SOS Amazônia, que passou a promover essa causa,  tendo como objetivo principal proteger a Floresta Amazônica, apoiando as populações tradicionais.

ATUAÇÃO

A instituição atua no estado do Acre e Amazonas, além de áreas fronteiriças, com a participação de, aproximadamente, 5 mil famílias, por meio de sete projetos e duas campanhas. Essa área de atuação se dá, principalmente, em Unidades de Conservação, a exemplo do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá, atribuindo à SOS Amazônia um extenso e importante histórico de iniciativas para manutenção das florestas e melhores condições de vida aos povos que nelas habitam. Entre os projetos está o «Valores da Amazônia», que busca estruturar, fortalecer e integrar as cadeias de produtos florestais não madeireiros (borracha nativa, óleos vegetais e cacau silvestre) –  uma iniciativa que promove a geração de renda e mantém a floresta em pé (apoio: Fundo Amazônia); e o «Quelônios do Juruá: Eu protejo», que tem por objetivo garantir a conservação das espécies de tartarugas, tracajás e iaçás na região do Vale do Juruá.

#MelhoresOngs

Em 2017 foi reconhecida como uma das 100 “Melhores ONGs do Brasil”. O prêmio é uma iniciativa do Instituto Doar, em parceria com a Revista Época, que busca reconhecer boas práticas de gestão e transparência no terceiro setor, além de incentivar a cultura de doação no Brasil.

#façaflorescer #sosamazônia #diadedoar

 

Produtores participam de oficinas de boas práticas da coleta de buriti e açaí

 O projeto Valores da Amazônia, que tem apoio financeiro do Fundo Amazônia, busca há mais de dois anos integrar, estruturar e fortalecer as cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros, como o cacau silvestre, os óleos vegetais e a borracha, em nove instituições do Acre e Amazonas.

Como parte desta iniciativa, foram realizadas entre os dias 11 a 15 nas comunidades Maloca e Pentecoste, em Mâncio Lima, Oficinas de boas práticas da coleta do buriti e açaí.

O açaí e o Buriti, frutos típicos da região norte do Brasil, possuem importância social e econômica que servem como fonte de renda para famílias beneficiárias participantes do projeto, e são espécies que fazem parte da luta de preservação que busca manter a floresta em pé.

Com auxílio dos técnicos da instituição, mais de 50 famílias participaram de atividades experimentais com instruções sobre os cuidados e uso correto dos equipamentos de segurança, manejo e limpeza da área, localização, a forma correta de retirada das espécies e deslocamento.

De acordo com Francisca Lima, técnica em Agroecologia da SOS Amazônia, a produção dessas ações servem como incremento e incentivo na vida dos moradores da região.

“O principal objetivo destas atividades foram capacitar os cooperados e coletores a utilizar as ferramentas de coleta para retirada dos frutos de forma correta sem agredir o ambiente e sem a necessidade de fazer a derrubada das espécies, prática antes realizada por eles,” afirma Francisca.

Além de ser uma das etapas imprescindíveis para o andamento dos trabalhos dentro das cooperativas, a capacitação serviu também como um importante meio para o desenvolvimento das fases que ainda serão realizadas.

“Por meio destas ações foi possível ter uma troca de conhecimentos com as comunidades, além de poder apresentar alternativas quanto ao procedimento correto de coleta baseado na boa gestão dos recursos naturais,” diz Elizana Araujo, engenheira Florestal.

Ao final da oficina, os colaboradores que tiveram explicações sobre a importância destes produtos da sociobiodiversidade e do uso correto de EPI’s, receberam três kits de extração e escalada em cada comunidade, formando grupos de trabalho, além de terem firmados acordos de entrega para a cooperativa.

Por Deylon Félix

Seminário vai debater os avanços e desafios do projeto Valores da Amazônia

Após dois anos de execução do projeto Valores da Amazônia, a SOS Amazônia realiza no período de 29 a 31 de agosto, em Cruzeiro do Sul, o III Seminário de avaliação com o tema: “Avanços e Desafios do Projeto Valores Da Amazônia – Como Construir Novos Caminhos”.

Com representantes das nove organizações apoiadas pelo Valores, o encontro irá discutir e ampliar ações realizadas e previstas para o fortalecimento das cadeias de óleos vegetais, borracha e cacau silvestre nos estados do Acre e Amazonas.

“Essa atividade busca potencializar e entender o que deu e o que não deu muito certo, para que assim possa ser melhorado nesse último ano de projeto. Além de colher elementos para a nova proposta que será elaborada para apresentar ao Fundo Amazônia até o final de 2017”, diz Álisson Maranho, coordenador geral do projeto.

[O projeto Valores da Amazônia é uma iniciativa da SOS Amazônia, com apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES. Tem por objetivo disseminar e apoiar iniciativas empreendedoras em nove instituições aglutinadas, com foco na geração de trabalho e renda, e no desenvolvimento sustentável da região. Empreendimentos apoiados: Coopfrutos, Cooperafe, Caet, Shawãdawa Pushuã, Coapex, Cooperar, Amuralha, Coopercintra e Copronat]. Saiba mais aqui.

PROGRAMAÇÃO

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ONU abre concurso de vídeos para jovens que lutam contra as mudanças climáticas

Jovens engajados em iniciativas para combater as mudanças climáticas estão convidados a participar de uma competição de vídeos promovida pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

O vencedor receberá como prêmio uma viagem de ida e volta para participar da 23ª Conferência do Clima da ONU, evento que acontecerá em Bonn (Alemanha), de 6 a 17 de novembro de 2017.

Para concorrer, os jovens deverão enviar um vídeo sobre um projeto que eles próprios criaram em um das duas áreas temáticas abordadas pela competição — “Cidades resilientes e respeitadoras do clima” ou “Oceanos e mudança global do clima”.

Além de participar da conferência, o premiado terá também a oportunidade de atuar como jovem repórter, auxiliando a equipe de redação das Nações Unidas com vídeos, artigos e publicações em redes sociais.

Como participar?

Para participar da competição, basta ter entre 18 e 30 anos de idade e fazer um vídeo envolvente de no máximo três minutos de duração, usando qualquer tipo de câmera. O vídeo deve ser enviado por meio do site tvebiomovies — acesse clicando aqui — e deve mostrar uma iniciativa criada pelo participante sobre uma das duas categorias temáticas: “Cidades resilientes e respeitadoras do clima” ou “Oceanos e mudança global do clima”.

Construir cidades e comunidades sustentáveis é um dos principais caminhos para a redução das emissões de gases do efeito estufa e para a adaptação aos impactos inevitáveis das mudanças do clima. Dentro dessa categoria, os vídeos devem mostrar iniciativas sobre um dos temas abaixo:

  • A implementação de ideias/soluções que levem em conta as questões climáticas sobre como promover a sustentabilidade em comunidades/áreas urbanas, incluindo ações sobre energia limpa, transporte limpo, hortas comunitárias, reciclagem e redução de resíduos e outros projetos para reduzir emissões;
  • A construção de resiliência a impactos climáticos, como ondas de calor e inundações, por meio do plantio de árvores por exemplo, aumentando os espaços verdes e criando barreiras às inundações;
  • Ações para aumentar a conscientização pública e advogar por mudanças no nível político no que tange à necessidade de redução das emissões de gases do efeito estufa e de construção de resiliência.
  • A segunda temática — “Oceanos e mudança global do clima” — chama atenção para as consequências do aquecimento global para os oceanos. Atualmente, os mares correspondem a 97% de toda a água do planeta. Eles geram emprego para 200 milhões de pessoas e são fonte primária de proteína para 3 bilhões de seres humanos. A degradação dos ecossistemas marinhos representa, portanto, uma séria ameaça a comunidades e a países inteiros.Os oceanos absorvem grande parte do aumento da temperatura e 30% do dióxido de carbono produzido por humanos, o que está contribuindo para níveis mais elevados de acidez e de volume, ameaçando muitas comunidades costeiras. Dentro dessa categoria, os vídeos devem mostrar projetos ou ações sobre um dos temas abaixo:
  • A restauração de regiões pantanosas e de manguezais que atuem como proteção contra tsunamis e intrusão de água salgada;
  • A construção de diques e outros mecanismos de defesa contra o aumento do nível do mar;
  • O aumento do conhecimento científico para melhorar a qualidade dos oceanos;
  • Atividades que aumentem a conscientização pública sobre a necessidade de construir resiliência no que tange aos oceanos e às formas de reduzir emissões de CO2, para que os mares fiquem mais protegidos.

O prazo para participar da Global Youth Video Competition 2017 vai até 18 de agosto. Participe!

Projeto Saúde das Florestas realiza oficina na Reserva Extrativista Chico Mendes

A SOS Amazônia e a Universidade Federal do Acre (UFAC), realizou no último dia 29 de julho na Reserva Extrativista Chico Mendes, Escola União, situada em Xapuri, Acre, a “Oficina Saúde das Florestas – Os comunitários como multiplicadores do conhecimento”.

Com o objetivo de sensibilizar, compartilhar e ampliar os conhecimentos sobre suas florestas, foram desenvolvidas atividades definidas pelos próprios comunitários relativas a problemas enfrentados pela população local.

 “Esta oficina abordou temáticas extremamente relevantes para a comunidade, e trouxe inovação para os jovens atuantes da reserva serem multiplicadores do conhecimento”, diz Fiama Lima, articuladora comunitária do Projeto Saúde das Florestas.

Durante a oficina foram realizados trabalhos em grupo e discussões abertas. Os participantes foram incentivados a fazer contribuições quanto a sua percepção diante de temas relacionados às mudanças ocorridas dentro da Resex nos últimos anos. Assuntos como mudanças climáticas, mau uso do solo, desmatamento, alagações, defaunação, aumento na temperatura e desequilíbrios ambientais foram alguns dos principais problemas citados.

Além disso, os participantes puderam conhecer e compreender ferramentas utilizadas no monitoramento das espécies vegetais, com a finalidade de analisar o estado em que estas se encontram.

De acordo com Raimundo Mendes, um dos moradores mais conhecidos da Reserva Extrativista Chico Mendes – Xapuri, é muito importante que projetos voltados para o cuidado com a floresta existam, a fim de mitigar o avanço negativo de degradações que estão ocorrendo.

Sr. Raimundo Mendes

“Quero dizer que é uma satisfação parabenizar estas iniciativas, pois nos mostra que há uma preocupação muito grande com a Reserva Extrativista. E precisamos que este trabalho seja contínuo dentro da Resex ou o seu futuro será incerto. Somos poucos moradores aqui, mas já assimilamos bem o que foi trabalhado e isto é um ponto positivo” afirma Raimundo Mendes.

A oficina trouxe explicações valiosas para que os comunitários enxerguem a floresta como um organismo vivo, e que necessita de cuidados e atenção por parte daqueles que também dependem dela.


Sobre o Projeto

O Projeto Saúde das Florestas se propõe a aumentar o entendimento sobre a biodiversidade florestal e o estoque de carbono no sudoeste Amazônico.

É resultante de uma parceria entre os professores do PPG em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais (da Ufac), Sabina Cerruto Ribeiro (coordenadora do projeto / Engenharia Florestal), Fernando Augusto Schmidt (Ecologia) e Foster Brown (Parque Zoobotânico), com o professor Stephen Perz e a doutora Galia Selaya da Universidade da Flórida (UF).

Com duração de dois anos, esse projeto conta com a gestão financeira da SOS Amazônia. Grande parte das atividades é desenvolvida na Reserva Extrativista Chico Mendes. A expectativa da equipe é que os resultados do projeto sejam referência para o monitoramento da saúde das florestas no Acre bem como da sua conservação e uso sustentável para o século 21.

Essa iniciativa foi submetida e aprovada em um edital promovido pela U.S. National Academy of Sciences (NAS) em parceria com a United States Agency for International Development (USAID).

Por: Deylon Félix

SOS Amazônia é reconhecida como uma das 100 Melhores ONGs do Brasil

A Associação SOS Amazônia está entre as 100 organizações reconhecidas como as melhores ONGs do Brasil. Trata-se da primeira edição da premiação #MelhoresOngs – uma iniciativa do Instituto Doar e a Revista Época, com o objetivo de reconhecer boas práticas de gestão e transparência no terceiro setor e incentivar a cultura de doação no Brasil.

Com número considerável de inscrições, mais de 1500, a maioria das organizações faz um trabalho sério e estava na hora de reconhecê-lo, premiando a gestão e transparência das melhores.

Para o Instituto Doar, que valoriza os bons exemplos por meio de um Selo de Qualidade, chegou a hora de criar um estímulo para as ONGs e uma vitrine para os potenciais doadores se decidirem a doar.

“Queremos agradecer a oportunidade de nos conectar a milhares de pessoas interessadas a apoiar as causas ambientais e sociais. Isso pode nos ajudar muito a avançar e ter sucesso em nossos trabalhos, além da importância de promover a cultura de doação no Brasil”, destaca Miguel Scarcello, secretário geral da SOS Amazônia.

Sobre a SOS Amazônia

A Amazônia, mesmo sendo mais observada e divulgada, continua sofrendo com a destruição de extensas formações florestais, com a extinção de espécies vegetais e animais, muitas ainda desconhecidas, e também com grandes problemas ambientais causados pelo crescimento desordenado das cidades.  Quem colhe a consequência disso, somos nós. E as próximas gerações poderão enfrentar condições extremas.

Para diminuir a pressão humana sobre os recursos naturais, a SOS Amazônia vem há quase 29 anos persistindo com ações para mobilizar a sociedade a promover e a adotar a cultura de preservar a natureza e conservar o ambiente. A instituição atua diretamente com, aproximadamente, 5 mil famílias, por meio de 7 projetos e duas campanhas, nos estados do Acre e Amazonas.

Além de participação em Conselhos estadual e municipal de meio ambiente; Comitê de Gestão e Acompanhamento de Projetos; e em Coletivos de Mobilização Social. Sua área de atuação se dá, principalmente, em Unidades de Conservação, a exemplo do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá, atribuindo à SOS Amazônia um extenso e importante histórico de iniciativas para manutenção das florestas e melhores condições de vida aos povos que nelas habitam.

O que pensa o Instituto Doar sobre a premiação

Para o Instituto Doar, mais do que um prêmio e seus vencedores, há um ecossistema que se beneficia do processo todo. Um Oscar não premia somente os ganhadores da estatueta, mas põe para cima todo um setor, estimula uma competição saudável, não entre pessoas ou instituições, mas entre o que se é e o que se pretende ser. Uma ONG pode e deve ser estimulada a melhorar continuamente, assim como os diretores ou cenógrafos de um filme. Em todo o mundo há dados que confirmam que certificações, prêmios e reconhecimentos aumentam significativamente a confiança dos doadores e, consequentemente, aumenta o volume de doações. No Brasil, como em outros casos, há pouca pesquisa sobre isso. Podemos destacar uma experiência que foi descontinuada, mas que em seu curto tempo de vida gerou excelentes resultados.

Trata-se do Prêmio Beneficente, de Stephen Kannitz. Ele trouxe dados interessantes sobre a experiência:

  • As 50 instituições de caridade mais bem administradas do ano dobraram a sua renda de donativos nos três anos seguintes.
  • Em média receberam R$ 2.000.000,00 de donativos adicionais no triênio seguinte.
  • A maioria do dinheiro adicional veio de pessoas que nunca haviam doado antes.

O objetivo é que não só estas primeiras 100, mas o maior número possível de ONGs, entre as mais de 300 mil existentes neste país, possa por meio desta parceria do Instituto Doar com a Revista Época, estabelecer padrões para a melhoria contínua. Aumentam sua legitimidade e reputação e aumentam os recursos de doadores para elas.

Processos administrativos, contábeis, financeiros, de comunicação, são verificáveis. Recomenda-se que sejam públicos e transparentes, já que os recursos são provenientes de doações e patrocínios e se espera o melhor uso desse dinheiro. Metodologias, pedagogias e procedimentos de cada ONG com seus públicos não podem nem devem ser comparáveis nem muito menos ranqueados. Mas, a gestão e a transparência dos recursos, sim. É isso que o premio mediu e é assim pretende seguir fazendo: premiando ONGs cujos dados são mensuráveis e objetivos.

Melhores ONGs é, portanto, um guia que facilita para o doador na hora de escolher para quem doar.  É hora de valorizar o que é nosso e apoiar a SOS Amazônia.

DOE AGORA

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Iniciativas que fazem florescer #façaflorescer

Ser voluntário é doar um pouquinho do seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse ambiental e social, e com isso ajudar a construirmos um mundo melhor. E hoje vamos contar a ação das estudantes de administração e medicina da Unicamp, Beatriz Aoki e Isabela Cauzzo, que em julho fizeram uma imersão na floresta amazônica, com o objetivo de colaborar nas ações do projeto Valores da Amazônia. E a SOS Amazônia é muito grata por essa tão generosa iniciativa.

As voluntárias tiveram a oportunidade de participar da execução das atividades voltadas para o atendimento das famílias que residem na Aldeia Raimundo do Vale, Cooperativa Shawãdawa Pushuã, Terra Indígena do Igarapé Humaitá. Lá, elas fizeram visitas técnicas familiares e monitoramento da cadeia de oleaginosas (cocão) e da cadeia da borracha FDL (Folha de Defumação Líquida); acompanharam a instalação do sistema de energia solar do escritório da Pushuã; realizaram atividades recreativas com as crianças da Aldeia abordando temáticas da área ambiental e da saúde.

Além de colaborar nas iniciativas da SOS Amazônia, Isabela,  técnica em Enfermagem pelo Colégio Técnico da UNICAMP (Cotuca) e acadêmica do 3º ano de medicina, fez diálogo com as mulheres da aldeia sobre saúde preventiva, aferiu pressão e glicemia da comunidade local. Enquanto Beatriz (4º ano de administração) ensinou noções básicas de informática e atividades culturais com as crianças.

RELATOS DA EXPERIÊNCIA NA AMAZÔNIA


Beatriz Aoki –  Administração Unicamp

Beatriz ensinando noções básicas de informática ao Tuku Udi, presidente da Pushuã


<<É difícil colocar em palavras tudo o que vivi nessas últimas semanas. Só vivendo. Cada gentileza, cada pessoa boa em meu caminho. Cada olhar, cheiro, som. Sensações das mais diversas. Viver alguns dias no meio da floresta foi… incrível. Confesso que fiquei receosa para o banho no igarapé, mas foi impossível não se contagiar com a energia das crianças para esse momento tão bom. Conquistá-los não foi uma tarefa fácil, mas quando menos percebi já estavam grudadinhos – e cantando ‘batata quente’ por todos os cantos.

Faz a diferença

O projeto Valores da Amazônia o qual fiz parte tem uma proposta linda: estruturar, fortalecer e integrar cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros. Aprender a fazer a veia da seringueira, ajudar na retirada da amêndoa do cocão, fazer recreação com as crianças, ensinar nativo a usar o computador para manutenção da cooperativa, enfim, acompanhar de pertinho a rotina das atividades na Pushuã foi muito enriquecedor. E a Floresta Amazônica tem uma riqueza inigualável.

Caminhos difíceis, mas que transformam

Quanto às dores, coceiras, diarreias, cansaço, suor, ah…Se conseguisse descrever cada minuto da viagem, certamente entenderia que as dificuldades foram fundamentais para torná-la tão inesquecível. Sou eternamente grata à SOS Amazônia por ter nos proporcionado experiência tão maravilhosa. No mais, não consigo parar de pensar em tudo o que vivemos, em ideias para projetos futuros. O contato com projetos de causa ambiental proporciona um crescimento pessoal e profissional, é uma maneira de conscientização de problemas que nos afetam diretamente e muitas vezes são deixados de lado. Espero que todos possam viver dias assim!>> (Beatriz Aoki – Administração Unicamp)



Isabela Cauzzo – Medicina Unicamp

<<A palavra que define essa experiência é gratidão. Foi muito gratificante ser bem recebida pelos Shawãs e conhecer toda essa beleza que é a Pushuã, no Acre através do Projeto Valores da Amazônia. Estou muito feliz pela troca de experiências que aconteceu.

Como estudante de medicina, eu penso muito em, quando me formar, trabalhar em áreas com povos indígenas e população ribeirinha. Contudo, percebi que não preciso esperar isso acontecer para poder ajudar e poder conhecer melhor esses povos. Então, aproveitei minhas férias e fui com minha amiga conhecer algo que eu sempre tive curiosidade, que tem uma cultura extremamente interessante e bonita.

Chegar na aldeia e poder conhecer um pouco da vida e dos hábitos indígenas e entrar em contato com a natureza foi um prazer imenso.  É muito recompensante conseguir enxergar toda beleza e importância que a floresta tem na vida dos índios, conseguir sentir toda energia que eles têm e que a floresta nos transmite. Além disso, é importante que nós possamos conhecer um pouco mais sobre como eles utilizam a floresta, quais são seus hábitos, como conseguem utilizar os recursos da natureza e ao mesmo tempo preservar. Acredito que temos muito a aprender com eles.

Sumaúma (Ceiba pentandra)

floresta

Isabela e o indiozinho Kuba Takara

A sumaúma tem muita beleza, nunca vi uma árvore tão grande assim. É muito bom estar aqui embaixo e ver a sua grandiosidade, a força e a importância que essa árvore tem para a população indígena. Novamente, estou muito grata por conhecer a rainha da floresta.

Conexão com a causa

Após essa experiência percebi que é importante não esquecermos daquilo que move a gente, daquilo que faz a gente viver e conseguir sobreviver. A floresta é a nossa base, apesar de não estarmos em constante contato, temos que lembrar que ela é tudo que temos e por isso, temos que preservá-la. Eu penso que as pessoas devem procurar ajudar mais através de pequenos atos. Não digo que todos precisam vir e conhecer, mas existem pequenas ações que podemos fazer na nossa vida que podem conservar e preservar a floresta. Então, acho muito importante ajudar ONGs como a SOS Amazônia. Eu não conhecia direito o trabalho deles, mas quando entrei em contato, adorei. Foi lindo ver a grandiosidade que essa ONG tem quando chegamos no Acre e perceber que as ações ambientais e sociais que ela realiza são de extrema importância para o povo indígena e para a população ribeirinha. Acredito que poder auxiliar esses povos para que eles possam sobreviver nesse mundo atual é uma missão nobre e que deve ser expandida.>> (Isabela Cauzzo – Medicina Unicamp)


Há várias formas de você colaborar com a Amazônia. Divulgar nossas ações, trabalhos voluntários  ou fazer doações são algumas delas.

#FaçaFlorescer! Junte-se a nós!