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#DiadeDoar 2017 será no dia 28 de novembro

A SOS Amazônia participa, desde 2015, da campanha #diadedoar, criada com o objetivo de promover a cultura de doação no Brasil. A edição 2017 acontecerá no dia 28 de novembro e o Brasil inteiro vai se mobilizar.

Faça parte desse movimento você também! Todos por um país mais generoso e solidário! Junte-se a nós, doe qualquer valor para SOS Amazônia e torne pública a sua doação, a partir do uso da hashtag #diadedoar nas redes sociais.


O #DIADEDOAR

O #diadedoar é organizado pelo Movimento por uma Cultura de Doação, uma coalização de organizações e indivíduos que se mobilizam para termos um país mais generoso e solidário. Essa iniciativa começou em 2012, nos Estados Unidos, com o nome de #GivingTuesday, e hoje já alcança mais de 80 países. (Mais informações)


SOBRE A SOS AMAZÔNIA

Na década de 1980 houve um grande incentivo ao desmatamento na Amazônia e grandes áreas de florestas foram substituídas por pastagens. Naquela época, o movimento dos seringueiros unia forças para empatar a devastação da Amazônia. O cenário exigia muito apoio e dedicação à luta dos seringueiros para proteger a floresta. Movidos pela resistência dos guardiões da floresta, dia 30 de setembro de 1988, na cidade de Rio Branco, no Acre,  professores, estudantes universitários e representantes do movimento social, incluindo o ativista e seringueiro Chico Mendes, criaram a SOS Amazônia, que passou a promover essa causa,  tendo como objetivo principal proteger a Floresta Amazônica, apoiando as populações tradicionais.

ATUAÇÃO

A instituição atua no estado do Acre e Amazonas, além de áreas fronteiriças, com a participação de, aproximadamente, 5 mil famílias, por meio de sete projetos e duas campanhas. Essa área de atuação se dá, principalmente, em Unidades de Conservação, a exemplo do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá, atribuindo à SOS Amazônia um extenso e importante histórico de iniciativas para manutenção das florestas e melhores condições de vida aos povos que nelas habitam. Entre os projetos está o «Valores da Amazônia», que busca estruturar, fortalecer e integrar as cadeias de produtos florestais não madeireiros (borracha nativa, óleos vegetais e cacau silvestre) –  uma iniciativa que promove a geração de renda e mantém a floresta em pé (apoio: Fundo Amazônia); e o «Quelônios do Juruá: Eu protejo», que tem por objetivo garantir a conservação das espécies de tartarugas, tracajás e iaçás na região do Vale do Juruá.

#MelhoresOngs

Em 2017 foi reconhecida como uma das 100 “Melhores ONGs do Brasil”. O prêmio é uma iniciativa do Instituto Doar, em parceria com a Revista Época, que busca reconhecer boas práticas de gestão e transparência no terceiro setor, além de incentivar a cultura de doação no Brasil.

#façaflorescer #sosamazônia #diadedoar

 

SOS Amazônia é reconhecida como uma das 100 Melhores ONGs do Brasil

A Associação SOS Amazônia está entre as 100 organizações reconhecidas como as melhores ONGs do Brasil. Trata-se da primeira edição da premiação #MelhoresOngs – uma iniciativa do Instituto Doar e a Revista Época, com o objetivo de reconhecer boas práticas de gestão e transparência no terceiro setor e incentivar a cultura de doação no Brasil.

Com número considerável de inscrições, mais de 1500, a maioria das organizações faz um trabalho sério e estava na hora de reconhecê-lo, premiando a gestão e transparência das melhores.

Para o Instituto Doar, que valoriza os bons exemplos por meio de um Selo de Qualidade, chegou a hora de criar um estímulo para as ONGs e uma vitrine para os potenciais doadores se decidirem a doar.

“Queremos agradecer a oportunidade de nos conectar a milhares de pessoas interessadas a apoiar as causas ambientais e sociais. Isso pode nos ajudar muito a avançar e ter sucesso em nossos trabalhos, além da importância de promover a cultura de doação no Brasil”, destaca Miguel Scarcello, secretário geral da SOS Amazônia.

Sobre a SOS Amazônia

A Amazônia, mesmo sendo mais observada e divulgada, continua sofrendo com a destruição de extensas formações florestais, com a extinção de espécies vegetais e animais, muitas ainda desconhecidas, e também com grandes problemas ambientais causados pelo crescimento desordenado das cidades.  Quem colhe a consequência disso, somos nós. E as próximas gerações poderão enfrentar condições extremas.

Para diminuir a pressão humana sobre os recursos naturais, a SOS Amazônia vem há quase 29 anos persistindo com ações para mobilizar a sociedade a promover e a adotar a cultura de preservar a natureza e conservar o ambiente. A instituição atua diretamente com, aproximadamente, 5 mil famílias, por meio de 7 projetos e duas campanhas, nos estados do Acre e Amazonas.

Além de participação em Conselhos estadual e municipal de meio ambiente; Comitê de Gestão e Acompanhamento de Projetos; e em Coletivos de Mobilização Social. Sua área de atuação se dá, principalmente, em Unidades de Conservação, a exemplo do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá, atribuindo à SOS Amazônia um extenso e importante histórico de iniciativas para manutenção das florestas e melhores condições de vida aos povos que nelas habitam.

O que pensa o Instituto Doar sobre a premiação

Para o Instituto Doar, mais do que um prêmio e seus vencedores, há um ecossistema que se beneficia do processo todo. Um Oscar não premia somente os ganhadores da estatueta, mas põe para cima todo um setor, estimula uma competição saudável, não entre pessoas ou instituições, mas entre o que se é e o que se pretende ser. Uma ONG pode e deve ser estimulada a melhorar continuamente, assim como os diretores ou cenógrafos de um filme. Em todo o mundo há dados que confirmam que certificações, prêmios e reconhecimentos aumentam significativamente a confiança dos doadores e, consequentemente, aumenta o volume de doações. No Brasil, como em outros casos, há pouca pesquisa sobre isso. Podemos destacar uma experiência que foi descontinuada, mas que em seu curto tempo de vida gerou excelentes resultados.

Trata-se do Prêmio Beneficente, de Stephen Kannitz. Ele trouxe dados interessantes sobre a experiência:

  • As 50 instituições de caridade mais bem administradas do ano dobraram a sua renda de donativos nos três anos seguintes.
  • Em média receberam R$ 2.000.000,00 de donativos adicionais no triênio seguinte.
  • A maioria do dinheiro adicional veio de pessoas que nunca haviam doado antes.

O objetivo é que não só estas primeiras 100, mas o maior número possível de ONGs, entre as mais de 300 mil existentes neste país, possa por meio desta parceria do Instituto Doar com a Revista Época, estabelecer padrões para a melhoria contínua. Aumentam sua legitimidade e reputação e aumentam os recursos de doadores para elas.

Processos administrativos, contábeis, financeiros, de comunicação, são verificáveis. Recomenda-se que sejam públicos e transparentes, já que os recursos são provenientes de doações e patrocínios e se espera o melhor uso desse dinheiro. Metodologias, pedagogias e procedimentos de cada ONG com seus públicos não podem nem devem ser comparáveis nem muito menos ranqueados. Mas, a gestão e a transparência dos recursos, sim. É isso que o premio mediu e é assim pretende seguir fazendo: premiando ONGs cujos dados são mensuráveis e objetivos.

Melhores ONGs é, portanto, um guia que facilita para o doador na hora de escolher para quem doar.  É hora de valorizar o que é nosso e apoiar a SOS Amazônia.

DOE AGORA

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Iniciativas que fazem florescer #façaflorescer

Ser voluntário é doar um pouquinho do seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse ambiental e social, e com isso ajudar a construirmos um mundo melhor. E hoje vamos contar a ação das estudantes de administração e medicina da Unicamp, Beatriz Aoki e Isabela Cauzzo, que em julho fizeram uma imersão na floresta amazônica, com o objetivo de colaborar nas ações do projeto Valores da Amazônia. E a SOS Amazônia é muito grata por essa tão generosa iniciativa.

As voluntárias tiveram a oportunidade de participar da execução das atividades voltadas para o atendimento das famílias que residem na Aldeia Raimundo do Vale, Cooperativa Shawãdawa Pushuã, Terra Indígena do Igarapé Humaitá. Lá, elas fizeram visitas técnicas familiares e monitoramento da cadeia de oleaginosas (cocão) e da cadeia da borracha FDL (Folha de Defumação Líquida); acompanharam a instalação do sistema de energia solar do escritório da Pushuã; realizaram atividades recreativas com as crianças da Aldeia abordando temáticas da área ambiental e da saúde.

Além de colaborar nas iniciativas da SOS Amazônia, Isabela,  técnica em Enfermagem pelo Colégio Técnico da UNICAMP (Cotuca) e acadêmica do 3º ano de medicina, fez diálogo com as mulheres da aldeia sobre saúde preventiva, aferiu pressão e glicemia da comunidade local. Enquanto Beatriz (4º ano de administração) ensinou noções básicas de informática e atividades culturais com as crianças.

RELATOS DA EXPERIÊNCIA NA AMAZÔNIA


Beatriz Aoki –  Administração Unicamp

Beatriz ensinando noções básicas de informática ao Tuku Udi, presidente da Pushuã


<<É difícil colocar em palavras tudo o que vivi nessas últimas semanas. Só vivendo. Cada gentileza, cada pessoa boa em meu caminho. Cada olhar, cheiro, som. Sensações das mais diversas. Viver alguns dias no meio da floresta foi… incrível. Confesso que fiquei receosa para o banho no igarapé, mas foi impossível não se contagiar com a energia das crianças para esse momento tão bom. Conquistá-los não foi uma tarefa fácil, mas quando menos percebi já estavam grudadinhos – e cantando ‘batata quente’ por todos os cantos.

Faz a diferença

O projeto Valores da Amazônia o qual fiz parte tem uma proposta linda: estruturar, fortalecer e integrar cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros. Aprender a fazer a veia da seringueira, ajudar na retirada da amêndoa do cocão, fazer recreação com as crianças, ensinar nativo a usar o computador para manutenção da cooperativa, enfim, acompanhar de pertinho a rotina das atividades na Pushuã foi muito enriquecedor. E a Floresta Amazônica tem uma riqueza inigualável.

Caminhos difíceis, mas que transformam

Quanto às dores, coceiras, diarreias, cansaço, suor, ah…Se conseguisse descrever cada minuto da viagem, certamente entenderia que as dificuldades foram fundamentais para torná-la tão inesquecível. Sou eternamente grata à SOS Amazônia por ter nos proporcionado experiência tão maravilhosa. No mais, não consigo parar de pensar em tudo o que vivemos, em ideias para projetos futuros. O contato com projetos de causa ambiental proporciona um crescimento pessoal e profissional, é uma maneira de conscientização de problemas que nos afetam diretamente e muitas vezes são deixados de lado. Espero que todos possam viver dias assim!>> (Beatriz Aoki – Administração Unicamp)



Isabela Cauzzo – Medicina Unicamp

<<A palavra que define essa experiência é gratidão. Foi muito gratificante ser bem recebida pelos Shawãs e conhecer toda essa beleza que é a Pushuã, no Acre através do Projeto Valores da Amazônia. Estou muito feliz pela troca de experiências que aconteceu.

Como estudante de medicina, eu penso muito em, quando me formar, trabalhar em áreas com povos indígenas e população ribeirinha. Contudo, percebi que não preciso esperar isso acontecer para poder ajudar e poder conhecer melhor esses povos. Então, aproveitei minhas férias e fui com minha amiga conhecer algo que eu sempre tive curiosidade, que tem uma cultura extremamente interessante e bonita.

Chegar na aldeia e poder conhecer um pouco da vida e dos hábitos indígenas e entrar em contato com a natureza foi um prazer imenso.  É muito recompensante conseguir enxergar toda beleza e importância que a floresta tem na vida dos índios, conseguir sentir toda energia que eles têm e que a floresta nos transmite. Além disso, é importante que nós possamos conhecer um pouco mais sobre como eles utilizam a floresta, quais são seus hábitos, como conseguem utilizar os recursos da natureza e ao mesmo tempo preservar. Acredito que temos muito a aprender com eles.

Sumaúma (Ceiba pentandra)

floresta

Isabela e o indiozinho Kuba Takara

A sumaúma tem muita beleza, nunca vi uma árvore tão grande assim. É muito bom estar aqui embaixo e ver a sua grandiosidade, a força e a importância que essa árvore tem para a população indígena. Novamente, estou muito grata por conhecer a rainha da floresta.

Conexão com a causa

Após essa experiência percebi que é importante não esquecermos daquilo que move a gente, daquilo que faz a gente viver e conseguir sobreviver. A floresta é a nossa base, apesar de não estarmos em constante contato, temos que lembrar que ela é tudo que temos e por isso, temos que preservá-la. Eu penso que as pessoas devem procurar ajudar mais através de pequenos atos. Não digo que todos precisam vir e conhecer, mas existem pequenas ações que podemos fazer na nossa vida que podem conservar e preservar a floresta. Então, acho muito importante ajudar ONGs como a SOS Amazônia. Eu não conhecia direito o trabalho deles, mas quando entrei em contato, adorei. Foi lindo ver a grandiosidade que essa ONG tem quando chegamos no Acre e perceber que as ações ambientais e sociais que ela realiza são de extrema importância para o povo indígena e para a população ribeirinha. Acredito que poder auxiliar esses povos para que eles possam sobreviver nesse mundo atual é uma missão nobre e que deve ser expandida.>> (Isabela Cauzzo – Medicina Unicamp)


Há várias formas de você colaborar com a Amazônia. Divulgar nossas ações, trabalhos voluntários  ou fazer doações são algumas delas.

#FaçaFlorescer! Junte-se a nós!