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SOS Amazônia abre edital para contratação de consultoria para Implantação de Compliance

A Associação SOS Amazônia, entidade da Sociedade Civil sem fins lucrativos, comunica aos interessados a abertura de Edital para contratação de serviços de consultoria de pessoa jurídica para Implantação do Compliance, atualizar e aperfeiçoar os instrumentos e ferramentas de gestão, visando dar suporte para o cumprimento de normas, de maneira que os regulamentos internos mantenham princípios e ações éticos. (Projeto “Melhorar a gestão para conservar mais” – Contrato Brazil Foundation).

Propostas podem ser enviadas até o dia 20 de junho de 2019 para o e-mail [email protected]

Acesse o edital.

Modelo Documento para envio das propostas.

Relatório de Atividades 2018

A SOS Amazônia disponibiliza o relatório de atividades do ano de 2018. O objetivo do conteúdo é informar a seus parceiros, doadores, colaboradores, voluntários e visitantes sobre a missão, história, projetos e campanhas desenvolvidos, além dos balanços administrativo e financeiro da instituição.

É parte da filosofia do SOS Amazônia prestar contas à sociedade de todo seu trabalho de conservação da natureza. Acesse AQUI e fique por dentro de todas as nossas ações de 2018.

Famílias ribeirinhas e os quelônios do juruá: um caso de amor pela biodiversidade

#DiaMundialDoMeioAmbiente – Neste dia, 5 de junho, dedicado a incentivar pessoas do mundo todo a cuidar melhor do recursos naturais, nós temos a honra de homenagear os ribeirinhos que desde 2003, com apoio da SOS Amazônia, protegem voluntariamente desovas de quelônios (tartarugas, tracajás e iaçás) em praias do rio Juruá e afluentes, situadas na região do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá, duas das maiores Unidades de Conservação (UC) do estado do Acre e de grande importância, por serem áreas de alta concentração de diversidade biológica e, ambas, situadas na fronteira com o Peru.

As famílias ribeirinhas desempenham papel fundamental na proteção das praias e no monitoramento da desova, eclosão dos ovos e da soltura dos filhotes, e demonstram muito amor pela causa. As crianças acompanham os pais nessa atividade, o que as aproxima da prática de conservação dessas espécies. Eles registram o número de ninhos, o número de ovos e números de filhotes vivos e soltos nos rios. Essas informações são coletadas, registradas em ficha de campo e repassadas para a SOS Amazônia que analisa e monitora os resultados.

Por outro lado, e muito importante também, são as pessoas e empresas que, mesmo de longe, ajudam esse trabalho acontecer, fazendo doações no nosso site institucional, para que a SOS Amazônia consiga mobilizar mais famílias na proteção de quelônios, entregar kits de proteção das praias, fazer visitas técnicas a cada família, entregar os formulários de registro do nascimento de filhotes, fazer o mapeamento das praias e acompanhar o período de soltura dos filhotes no rio.

Ribeirinhos da Comunidade Carlota na soltura da Tartaruga da Amazônia – Rodrigues Alves-AC,  Foto: Andre Dib

O nosso sentimento por todos vocês é de muita gratidão!  Isso tudo é a prova de que juntos fazemos um mundo melhor. Nosso agradecimento especial também aos técnicos da SOS Amazônia e parceiros institucionais.

Todo nosso reconhecimento por esse serviço ambiental realizado por essas famílias ribeirinhas.

Eliana Castelo – Comunidade Porto Seguro, Marechal Thaumaturgo, Acre | Acervo SOS Amazônia


Aires Andriola – Comunidade Novo Horizonte,  Guajará, Amazonas | Acervo SOS Amazônia

Francisco souza – Comunidade Flora,  Marechal Thaumaturgo | Acervo SOS Amazônia


Seu Pedro – Comunidade Novo Horizonte, Porto Walter | Acervo SOS Amazônia

Francisco Afonso Nunes da Silva, (58), Comunidade Helena, mora na Resex Alto Juruá desde que nasceu. Seu Francisco se diz apaixonado pela atividade de proteger os quelônios. Ele e sua família fazem parte do projeto ‘Quelônios do Juruá: Eu Projeto’ desde seu início, em 2003.

Dona Auricélia Lima Gomes soltando Tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) no Rio Juruá, comunidade Nova Cintra – Rodrigues Alves-AC
Foto: Andre Dib


Monitores voluntários aprendendo a fazer o manejo dos ninhos (Acervo SOS Amazônia)

E você, conte pra gente o que faz para ajudar o planeta. Ou envolva-se agora mesmo numa causa. Há diversas maneiras de você se engajar:

1 – Dedicando tempo e trabalho em uma das nossas campanhas permanentes: proteção da desova de tracajás no rio Juruá e SOS Reciclagem realizando educação ambiental junto a população em Rio Branco (Seja Voluntário)

2 – Dedicando tempo e trabalho para captarmos recursos a serem aplicados nas campanhas e projetos (Fale Conosco);

3 – Doando recursos para serem aplicados nas campanhas e projetos (Doe agora)

4 – Tornando-se associado da SOS Amazônia, com a contribuição mínima de 25 reais mensal (Associe-se)

Você pode nos apoiar também a mobilizar mais mensageiros da floresta!

Ajude a divulgar e participe dos nossos canais de comunicação: f/sos.amazonia  | Twitter/sosamazonia | Canal SOS Amazônia no You Tube | Siga-nos no Instagram/sosamazonia

Saiba mais!

Borracha colorida –  uma alternativa para gerar transformações sociais e manter a floresta em pé

Com o olhar voltado para a geração de trabalho e renda, preservando a Floresta Amazônica, a designer Flávia Amadeu e equipe da SOS Amazônia promoveram, durante o período de 6 a 8 de maio, no Seringal Curralinho, distante três horas da zona urbana do município de Feijó, Acre, uma oficina de Melhoramento e Gestão da Produção da Borracha Folha Semi-Artefato (FSA).

Destinada a extrativistas dos seringais de Feijó e Tarauacá, a iniciativa teve por objetivo melhorar a gestão e a qualidade de produção da borracha FSA.  Cerca de 12 comunitários participaram das atividades. Lá, eles trocaram experiências sobre a cadeia produtiva, ampliaram seus conhecimentos sobre aplicação de cores, controle de qualidade, de como funciona o mercado, além de fecharem contrato de produção de FSA e FDL para este ano.

Extrativista Antônio Francisco, do Seringal Curralinho, produz as borrachas FSA e FDL

“Eu trabalho com a FDL e a borracha colorida. Isso é muito importante, pois preserva o meio ambiente. Eu não estou dizendo só pra mim, estou dizendo para que todos protejam a floresta, porque é muito bom ter a floresta em pé”, disse o extrativista Antônio Francisco de Souza cruz, do Seringal Curralinho, colocação Novo Lugar.

Durante a oficina, Flávia fez uma nova proposta de preço da FSA para os extrativistas. De R$ 22,00 passou para R$ 27,00 reais o quilo. Deste valor, com os impostos e o repasse para a cooperativa, o produtor fica com R$ 23,00. Antes, ficava com R$ 18,00. Novidade que deixou os seringueiros com mais interesse ainda pela produção de borracha.

Dona Branca do Seringal Curralinho é produtora das borracha FSA e FDL

“Sobre esse aumento do preço da borracha FSA, eu achei maravilhoso e agradeço muito porque a gente continua na luta”, comenta seu Antônio Francisco.

A dona Francisca Zenir, mais conhecida como Branca, e esposa de seu Antônio Francisco, também ficou animada com a notícia de mais uma valorização de preço.

“Depois que a gente começou a trabalhar com a borracha, nossa vida melhorou muito.  Sobre o aumento do preço, é muito bom saber disso, a gente trabalha com mais vontade”, ressalta.

A designer Flávia Amadeu tem a borracha colorida como sua matéria-prima principal há mais de 15 anos e fala sobre a transformação que esse trabalho gera nas comunidades.

“De fato eu tenho visto boas transformações, famílias inteiras trabalhando juntas. E esse interesse pela produção da borracha, pelas novas gerações, é muito empolgante. Aos poucos, os jovens estão percebendo que eles podem viver de forma sustentável dentro da floresta, com mais qualidade vida”, observa Flávia.

Ela também comentou a parceria com a SOS Amazônia para apoiar a cadeia de valor da borracha nativa.

“A SOS Amazônia tem um papel de grande relevância junto a comunidades ribeirinhas, trabalhando para o desenvolvimento das cadeias produtivas da floresta. Juntos, temos colaborado para promover tecnologia social da borracha nativa como forma eficaz de preservação da floresta”, conclui.

Antônio Carlos, presidente da Cooperativa Agroextrativista de Feijó (Cooperafe) falou da importância de gerar melhoria na qualidade da produção com o propósito de manter a floresta conservada. “O que a gente pretende é melhorar a cadeia produtiva da borracha, elevando a qualidade vida dos seringueiros para que a gente possa diminuir o desmatamento”, explica.

O coordenador de projetos da SOS Amazônia, Adair Duarte, alertou sobre a necessidade de investimentos na cadeia da borracha para garantir uma produção com qualidade e preço justo.

“Fortalecer os produtos florestais não madeireiros, como a borracha, promove a conservação da floresta, ampliando a geração de trabalho e renda das famílias. Com certeza, melhora a qualidade e o volume de produção, garantindo um mercado com preço justo”, avalia.

A FSA é uma manta colorida, podendo ser usada na fabricação de vários produtos artesanais e de design, como sapatos, acessórios de moda e joias

Flávia Amadeu

Parceira de longo tempo da SOS Amazônia, Flávia Amadeu é designer reconhecida internacionalmente por seu trabalho com a borracha nativa que desenvolve há quinze anos. Proprietária das marcas FLAVIA AMADEU Design Sustentável e AMADEU – Amazonian Materials & Design United, desenvolve diversos projetos de impacto socioambiental e representa as borrachas nativas mundo a fora. Acesse e conheça mais.

Assembleia Ambiental das Nações Unidas adota compromissos por um futuro mais sustentável

 No encontro ambiental mais importante do mundo, ministros acordaram um novo modelo para proteger os recursos degradados do planeta

·         Líderes concordaram em enfrentar a crise ambiental por meio de inovações e do consumo e produção sustentáveis

·         Delegados se comprometeram a reduzir de maneira significativa os plásticos descartáveis até 2030

·         A quarta Assembleia Ambiental da ONU aconteceu em uma atmosfera de luto após a queda de avião da Ethiopian Airlines com destino a Nairóbi 

Por Flora Pereira, ONU Meio Ambiente

O Mundo hoje preparou o terreno para uma mudança radical por um futuro mais sustentável, em que a inovação pode ser fomentada para enfrentar os desafios ambientais, o uso de plásticos descartável será significativamente reduzido e o desenvolvimento não irá mais custar tanto para o planeta.

Após cinco dias de conversas na Quarta Assembleia Ambiental das Nações Unidas, em Nairóbi, os ministros de mais de 170 países membros das Nações Unidas entregaram um plano audacioso por mudança, comunicando que o mundo precisa acelerar os movimentos para um novo modelo de desenvolvimento a fim de respeitar a visão estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030.

Preocupados pelas crescentes evidências de que o planeta está cada vez mais poluído, rapidamente se aquecendo e perigosamente esgotado, os ministros prometeram atender os desafios ambientais por meio do avanço de soluções inovadoras e da adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo.

Reafirmamos que a erradicação da pobreza, mudando aquilo que é insustentável, promovendo padrões sustentáveis de consumo e produção e protegendo a gestão dos recursos naturais que são base para o desenvolvimento social e econômico, são os objetivos fundamentais e as exigências essenciais para o desenvolvimento sustentável”, disseram os ministros em sua declaração final.

“Melhoraremos as estratégias de gestão de recursos naturais integrando perspectivas que englobem o ciclo completo da vida e análises que concretizem economias de baixo carbono e eficientes em relação aos seus recursos”.

Mais de 4.700 delegados, incluindo ministros do meio ambiente, cientistas, acadêmicos, líderes empresariais e representantes da sociedade civil estavam presentes na Assembleia: o corpo mais importante de meio ambiente a nível global, cuja decisão definirá a agenda das nações, antevendo a Cúpula de Ação Climática da ONU, em setembro.

O evento também resultou no comprometimento dos ministros em promover sistemas de alimentação encorajando práticas de agricultura resilientes, enfrentar a pobreza por meio da gestão sustentável de recursos naturais, promover o uso e compartilhamento de dados ambientais, e reduzir sensitivamente o uso de plásticos descartáveis.

Nós vamos endereçar o dano causado a nossos ecossistemas pelo uso insustentável de produtos plásticos, promovendo a redução significativa de produtos descartáveis de plástico até 2030, e trabalharemos com o setor privado para encontrar produtos ambientalmente amigáveis e financeiramente acessíveis”, disseram.

Para enfrentar as lacunas de conhecimento, ministros prometeram trabalhar para produzir dados ambientais internacionais comparáveis e ao mesmo tempo aprimorar os sistemas e tecnologias de monitoramento. Eles também expressaram apoio aos esforços da ONU Meio Ambiente para desenvolver uma estratégia global para dados ambientais até 2025.

O mundo está em uma encruzilhada, mas hoje escolhemos o caminho que seguiremos” disse Siim Kiisler, Presidente da Quarta Assembleia Ambiental da ONU e Ministro do Meio Ambiente da Estônia. “Decidimos fazer as coisas diferentemente. Desde reduzir nossa dependência dos plásticos de uso único a colocar a sustentabilidade no seio de todos os desenvolvimentos futuros, transformaremos a maneira que vivemos. Temos as soluções inovadoras que precisamos. Agora temos que adotar políticas que nos permitam suas implementações”.

A Assembleia começou em luto após o acidente de um voo da Ethiopian Airlines de Addis Ababa para Nairóbi, que custou a vida de todas as 157 pessoas a bordo, incluindo funcionários da ONU e outros delegados que estavam viajando para o encontro. Um minuto de silêncio foi realizado para as vítimas na cerimônia de abertura, onde as autoridades também prestaram homenagem ao trabalho de seus colegas.

No final da Assembleia, os delegados adotaram uma série de resoluções não vinculantes, rumo à mudança para um modelo de desenvolvimento diferente. Entre as resoluções, foi reconhecido que uma economia global mais circular, em que os bens podem ser reutilizados ou reaproveitados e mantidos em circulação pelo maior tempo possível, pode contribuir significativamente para o consumo e a produção sustentáveis.

Outras resoluções disseram que os Estados Membros poderiam transformar suas economias por meio de compras públicas sustentáveis ​​e instaram os países a apoiar medidas para lidar com o desperdício de alimentos e para desenvolver e compartilhar as melhores práticas nas áreas de eficiência energética e de segurança para a cadeia de frio.

As resoluções também abordaram o uso de incentivos, incluindo medidas financeiras, para promover o consumo sustentável e acabar com incentivos para consumo e produção insustentáveis, quando apropriado.

Nosso planeta atingiu seus limites e precisamos agir agora. Estamos muito satisfeitos que o mundo tenha respondido, aqui em Nairóbi, com compromissos firmes para construir um futuro em que a sustentabilidade seja o objetivo final em tudo o que fizermos”, afirmou Joyce Msuya, Diretora Executiva Interina da ONU Meio Ambiente.

Se os países cumprirem tudo o que foi acordado aqui e implementar as resoluções acordadas, poderemos dar um grande passo em direção a uma nova ordem mundial, onde não cresceremos mais às custas da natureza, mas veremos as pessoas e o planeta prosperarem juntos.”

Um dos principais focos da Assembleia foi a necessidade de proteger oceanos e ecossistemas frágeis. Os ministros adotaram uma série de resoluções sobre lixo marinho plástico e microplásticos, incluindo o compromisso de estabelecer uma plataforma multissetorial dentro da ONU Meio Ambiente para tomar medidas imediatas para a eliminação a longo prazo de lixo e microplásticos.

Outra resolução instava os Estados-Membros e outros atores a endereçar o problema do lixo marinho por meio da análise do ciclo de vida completo dos produtos e do aumento da eficiência dos recursos.

Durante a cúpula, Antígua e Barbuda, Paraguai e Trinidad e Tobago aderiram à campanha Mares Limpos da ONU Meio Ambiente, elevando para 60 o número de países adeptos da maior aliança mundial de combate à poluição marinha por plásticos, incluindo 20 da América Latina e do Caribe.

A necessidade de agir rapidamente para enfrentar os desafios ambientais existenciais foi ressaltada pela publicação de uma série de relatórios durante a Assembleia.

Entre as mais devastadoras, está uma atualização sobre a mudança do Ártico, que explica que mesmo que o mundo cortasse as emissões em consonância com o Acordo de Paris, as temperaturas do inverno no Ártico subiriam entre 3 a 5 °C em 2050 e 5 a 9 °C até 2080, devastando a região e desencadeando o aumento do nível do mar em todo o mundo.

O relatório ‘Ligações Globais – Um olhar gráfico sobre a mudança do Ártico’ alertou que o rápido derretimento do permafrost poderia acelerar ainda mais a mudança climática e inviabilizar os esforços para cumprir o objetivo de longo prazo do Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura global a 2 °C.

Enquanto isso, o sexto Panorama Global Ambiental, visto como a avaliação mais abrangente e rigorosa do estado do planeta, alertou que milhões de pessoas poderão morrer prematuramente devido a poluição da água e do ar até 2050, a menos que medidas urgentes sejam tomadas.

Produzido por 250 cientistas e especialistas de mais de 70 países, o relatório mostra que o mundo tem a ciência, tecnologia e finanças necessárias para avançar em direção a um caminho de desenvolvimento mais sustentável, mas políticos, empresários e o público devem apoiar e incentivar essa mudança.

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, que participou da cúpula na quinta-feira, disse que uma atitude sobre o uso insustentável de recursos não é mais uma escolha, mas uma necessidade.

Como os Estados-Membros afirmaram durante os debates vibrantes, ao lado da sociedade civil, empresas, comunidade científica e outras partes interessadas, ainda é possível aumentar o nosso bem-estar e, ao mesmo tempo, manter o crescimento econômico por meio de uma mistura inteligente de mitigação do clima, eficiência nos recursos e políticas de proteção da biodiversidade”, disse ela.

Como evidência dos efeitos devastadores da atividade humana sobre a saúde do planeta, um clamor global por ações urgentes está aumentando. Enquanto os delegados se preparavam para deixar Nairóbi na sexta-feira, centenas de milhares de estudantes de cerca de 100 países tomaram as ruas como parte de um movimento de protesto global inspirado na estudante sueca Greta Thunberg.

Durante seu discurso na Assembleia Ambiental da ONU Meio Ambiente, na quinta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que os jovens estavam certos em protestar e que o mundo precisa dessa fúria para impulsionar uma ação mais rápida e mais intensa.

Acreditamos que o que precisamos, dada a situação em que vivemos, são leis reais, regras que são vinculantes e adotadas internacionalmente. Nossa biosfera enfrenta devastação total. A própria humanidade está ameaçada. Não podemos simplesmente responder com alguns princípios que soem bem, sem qualquer impacto real”, afirmou Macron.

O Presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta também disse que o mundo precisava agir imediatamente para enfrentar os níveis recordes de degradação ambiental, insegurança alimentar, pobreza e desemprego.

“As estatísticas globais atuais são bastante preocupantes e as projeções para as gerações futuras são terríveis e exigem ações urgentes de governos, comunidades, empresas e indivíduos”, disse ele.

SOS Amazônia: três décadas de iniciativas pela floresta amazônica, pelos povos e comunidades tradicionais

Foto destaque: André Dib

Nós queremos uma Floresta Amazônica e sua diversidade biológica conservadas, respeito aos povos e comunidades tradicionais e melhoria da qualidade de vida dessas populações.

Na década de 1980 grandes áreas de florestas foram substituídas por pastagens na Amazônia. Naquela época, o movimento dos seringueiros, no Acre, unia forças para empatar a devastação e garantir o direito de posse das suas colocações. Movidos pela resistência dos guardiões da floresta, no dia 30 de setembro de 1988, na cidade de Rio Branco, estado do Acre, professores, estudantes universitários e representantes do movimento social, incluindo o ativista e seringueiro Chico Mendes, criaram a Associação SOS Amazônia, tendo como objetivo principal defender a causa extrativista e proteger a Floresta Amazônica, apoiando as populações tradicionais.

Exposição sobre o desmatamento na década de 1980

Num cenário de conflitos por ocupação de terras, a entidade dedicou-se a expor, em praça pública, dados e fotos sobre o desmatamento na região, a fazer denúncias das ameaças sofridas pelos seringueiros, distribuir materiais informativos e a dialogar com as pessoas sobre o tema, visando mobilizar a sociedade e facilitar a compreensão sobre causas e consequências da destruição que estava acontecendo.

Diante do delicado momento que os extrativistas vivam, além das campanhas de conscientização, logo surgiu a necessidade da instituição, em desenvolver projetos, propor e implementar políticas públicas com foco na difusão de modelos e práticas para preservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável, iniciativas que pautam, cotidianamente, o dever de cumprir a missão da SOS Amazônia, que é “Promover a conservação da biodiversidade e o crescimento da consciência ambiental na Amazônia”.

Em três décadas de existência, a instituição atua no estado do Acre e Amazonas, além de áreas fronteiriças, com a participação de, aproximadamente, cinco mil famílias, por meio de projetos e campanhas. Essa área de atuação engloba, principalmente, Unidades de Conservação (UC), a exemplo do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá, atribuindo à SOS Amazônia um extenso e importante histórico de iniciativas para manutenção das florestas e melhores condições de vida aos povos que nelas habitam.

Ganhou experiência e capacidade para planejamento e gestão de UCs, tem expertise na promoção de assistência técnica e extensão rural a comunidades tradicionais, e também é referência no desenvolvimento da educação ambiental, no reaproveitamento de resíduos sólidos e na participação voluntária em conselhos e comitês para regulamentação de leis e gestão de programas públicos.

PRODUTOS DA SOCIOBIODIVERSIDADE

O projeto Valores da Amazônia (apoio financeiro do Fundo Amazônia) apoia três cadeias de valores de produtos florestais não madeireiros – Cacau Silvestre, Óleos Vegetais e Borracha Nativa

Pelo vínculo contínuo com UCs, promoção e apoio às políticas de incremento da economia florestal, mantendo a floresta em pé, a SOS Amazônia atraiu novos investimentos para a região e passou a fortalecer cadeias de negócios dos produtos florestais não madeireiros. Atualmente, realiza projeto de fortalecimento de 16 cooperativas, sendo duas no Amazonas e 14 no Acre, para estruturar e ampliar os negócios com borracha, cacau silvestre e óleos vegetais.

MOBILIZAÇÃO SOCIAL

A SOS Amazônia sempre priorizou e prioriza o trabalho representativo, atuando em três campos: Conselhos; Comitê de Gestão e Acompanhamento de Projetos; e Coletivos de Mobilização Social, na defesa de causas ambientais de interesse público.

Atuou por quatro mandatos no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), como representante das instituições do terceiro setor na Região Norte, e, atualmente, compõe os Conselhos estadual e municipal de meio ambiente do estado do Acre e do município de Rio Branco, respectivamente. Além de ser membro da Comissão da Produção Orgânica do Acre – CPOrg Acre, ocupando a coordenação da Comissão.

GESTÃO E TRANSPARÊNCIA | EIXOS ESTRATÉGICOS

A estrutura de gestão da Instituição conta com Conselhos Fiscal e Deliberativo atuantes. Desenvolve seus projetos seguindo um planejamento estratégico, tendo claro e atualizado sua missão e foco em três linhas estratégicas de atuação: Mitigação e adaptação às mudanças do clima; Preservação da biodiversidade; e Promoção de negócios sustentáveis na Amazônia.

Adotou desde 2003 um modelo de gestão contábil-financeiro, informatizado, com auditoria externa de suas contas, elaborou e segue seu Manual de Procedimentos para orientar e regulamentar procedimentos da rotina interna de gestão administrativa, contábil e financeira, como também tem seu Plano de Cargos e Salários e seu Código de Ética.

Um dos fundadores e atual secretário geral da SOS Amazônia, Miguel Scarcello, recebendo o ‘Prêmio Bem Eficiente’ de gestão institucional, concedido pela Kanitz & Associados em 2004, às 50 entidades sem fins lucrativos que melhor administram seus recursos no país, com transparência e seriedade

Tal conduta garantiu à SOS Amazônia o ‘Prêmio Bem Eficiente’ de gestão institucional, concedido pela Kanitz & Associados em 2004, às 50 entidades sem fins lucrativos que melhor administram seus recursos no país, com transparência e seriedade.

Prêmio Melhores Ongs do Brasil

E em 2017 foi reconhecida como uma das 100 ‘Melhores ONGs do Brasil’. Este prêmio é uma iniciativa do Instituto Doar, em parceria com a Revista Época, que busca reconhecer boas práticas de gestão e transparência no terceiro setor, além de incentivar a cultura de doação no Brasil.

JUNTE-SE A NÓS

São muitos os desafios para manter a floresta preservada, mas juntos podemos fazer mais ainda pela Floresta Amazônica e seus povos. Gratidão aos parceiros, colaboradores, voluntários e a todas as pessoas que se conectam com a causa ambiental e com a causa dos povos e comunidades tradicionais.

A SOS Amazônia entende que promover iniciativas para a conservação da Amazônia é a melhor forma de valorizar o mundo. E você pode ajudar a proteger as nossas florestas de diversas formas.

Nos acompanhe nas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) e divulgue nossos trabalhos. Colabore com doações únicas ou mensais. 

DEPOIMENTOS

“Eu vejo a SOS Amazônia como aquela instituição dos sonhos onde todos da área da conservação querem e devem trabalhar. Sinto que todos aqui trabalham com amor, em prol da floresta e de tudo o que tem nela. E isso é o diferencial da instituição. Ver as famílias tendo retorno de algo que a gente promove tem um valor inestimável. Poder mostrar que a floresta é uma fonte inesgotável de recursos e que sim pode ser utilizada de forma racional, é o bem maior que temos. Daqui 10 anos, espero que a gente tenha chegado a muito mais famílias, levado esse amor e esse respeito que temos pelo que a floresta e seus recursos são em prol daquilo que ela pode nos dar. Espero que tenhamos alcançado muito mais lugares. Conquistado mais espaço, reflorestado,  recuperado e aprendido ainda mais com as populações tradicionais que tanto tem a nos ensinar também. Temos que aproveitar esse olhar que está cada vez mais crescente para a proteção da Amazônia para realmente alavancar o seu valor e seu potencial, sem agredir a floresta, e que as gerações futuras tenham ainda mais respeito e cuidado com esse bem tão precioso que temos” (Thaina Souza, engenheira florestal)

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“Em 2012 fui selecionada pela SOS Amazônia para trabalhar e foi uma grande oportunidade profissional para mim, pois eu não tinha nenhuma experiência na área. Acho muito interessante trabalhar com as famílias ribeirinhas, levando alternativas sustentáveis, promovendo a cultura. A SOS Amazônia é apaixonante porque cada dia que saímos para a atividade de campo é uma nova experiência, um novo aprendizado, pois você leva seu conhecimento, mas traz uma bagagem imensa também, que você adquire com os produtores rurais. Agradeço por fazer parte dessa equipe maravilhosa, quero continuar por muitos e muitos anos na SOS Amazônia” (Francisca de Souza Lima, técnica em ecologia, formada na Escola da Floresta)

….

“Esse momento representa os 30 anos de tantas lutas e conquistas de ações voltadas a cumprir a missão da SOS Amazônia. Temos muito o que comemorar diante de tantos desafios superados e retomar fôlego para superar os que estão por vir. Fazer parte desse grupo é um privilégio, estar nesse ambiente de tanta verdade no que se propõe a realizar é o mais encantador. E o que dá forças para continuar. Viva a nossa Amazônia. Viva mais 30 anos de SOS Amazônia” (Àlisson Maranho, secretário técnico da SOS Amazônia)

Mais sobre a história da SOS Amazônia

Sócios fundadores:

  • Abrahim Farhat
  • Amine Carvalho Santana
  • Anna Rosa Fioreta
  • Anselmo Alfredo Forneck
  • Arnóbio Marques de Almeida Júnior
  • Carlos Edegard de Deus
  • Cândido Arieira de Carvalho
  • Cleto Batista Barbosa
  • Denise Regine Garrafiel
  • Elga Buttignol
  • Francisco Alves Mendes Filho (Chico Mendes)
  • Genéseio F. de Natividade
  • Jandira Keppi
  • João Azevedo do Nascimento
  • José Antônio Scarcello
  • José Jocilem Crisostomo Gomes
  • Josélia da Silva Alves
  • Júlia Feitoza da Silva
  • Maria do Carmo Ferreira da Cunha
  • Mauro Luiz Aldrigue
  • Miguel Scarcello
  • Nazaré de Lima Soares
  • Nelson Deicke
  • Ruscelino Araújo Barboza

Ficha de Inscrição do seringueiro e líder de movimento em favor da floresta, Chico Mendes

Estrutura Organizacional em 1988

  • Diretor-presidente: Miguel Scarcello
  • Diretora-técnica: Bárbara Angélica Guimarães de Deus
  • Diretor Administrativo Financeiro: Abrahim Farhat Neto
  • Diretor de Assuntos Interinstitucionais: José Antônio Scarcello

Conselho Deliberativo 

  • Cleto Batista Barbosa (1º conselheiro)
  • Mauro Luiz Aldrigues (2º conselheiro)
  • Guilherme Theodoro Fredrich (3º conselheiro)

Estrutura Organizacional em 2018

  • Secretário geral: Miguel Scarcello
  • Secretário técnico: Àlisson Maranho
  • Secretária Administrativa: Gabriela de Souza

Conselho Deliberativo 

  • Presidente – Maria Luiza Pinedo Ochôa
  • Vice-presidente – Verônica Telma Da Rocha Passos

Membros Titulares

  • Ruscelino Araujo Barboza, Júlio Eduardo Gomes Pereira e  Cleilton Pessoa Amaral

Membros Suplentes

  • Francisca Cristina Moura de Lima Boaventura e Andréa Alechandre Da Rocha

Conselho Fiscal 

Membros Titulares  |  Evandro José Linhares Ferreira, Silvia Helena Costa Brilhante e Arthur Cezar Pinheiro Leite

Membros Suplentes  |  Moisés Barbosa De Souza e Maria Do Carmo Ferreira Da Cunha

Mais de 40 comunidades são beneficiadas com ATER Agroecologia no Juruá

A SOS Amazônia, em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), realiza, desde 2012,  no Alto Juruá, Acre, o Projeto ATER Agroecologia. O objetivo é promover a Agricultura Familiar Sustentável.

A iniciativa tem o desafio de trabalhar a produção agroecológica e orgânica nas Unidades de Produção Familiar (UPF) e destacar a necessidade de alternativas que visem a melhoria da produção rural, de olho no uso sustentável dos recursos naturais.

Mais de 40 comunidades são beneficiadas com o projeto, alcançando cerca de 800 famílias, nos municípios de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

Com o esforço e a experiência da equipe técnica da SOS Amazônia, que navega os diversos rios e igarapés da  região, para levar novas alternativas de produção, sem desmatamento, sem uso do fogo e sem veneno, já se registram muitos resultados importantes.

Um exemplo é a propriedade do seu Raimundo Nonato Ferreira, mais conhecido como Leandro, que conta com orgulho que não desmata mais e nem usa veneno em sua área rural. Atualmente, seu Leandro usufrui do seu Sistema Agroflorestal (SAF).

“Já estou colhendo os frutos, tenho mamão papaia, abacate, tangerina, laranja, abacaxi, graviola, cupuaçu, cacau, acerola, banana e a roça. A gente faz a roça sem uso do fogo e eu não uso veneno. Aqueles agricultores que trabalham ainda com queima, além deles estarem agredindo o meio ambiente estão explorando a terra deles. Um agricultor que trabalha lá no Riozinho reclamou que plantava muito longe. Eu perguntei: por que você não traz o roçado para a beira de casa? Ele respondeu:  não, porque a terra de lá não dá. Eu disse: é porque você trabalha de maneira irresponsável, porque para trabalhar de maneira sustentável é preciso você ter consciência do que está fazendo, se eu broco uma terra dessa aí e meto fogo vou tirar todos os nutrientes dela”, explica seu Leandro.

Além da prática de Roçados Sustentáveis, o ATER Agroecologia promove atividades abordando várias temáticas: reaproveitamento de alimentos alternativos, conservação dos recursos naturais, controle sanitário ao redor das casas, igarapés e rios, educação ambiental acerca dos resíduos sólidos, violência doméstica.

Miguel Scarcello, secretário geral da SOS Amazônia, explica que o projeto ATER Agroecologia termina no final de maio. No entanto, há grande possibilidade de estender o prazo por mais seis meses, já que existem atividades que não foram realizadas por conta de atrasos de empenhos financeiros.

“Sem dúvida, é fundamental que essa iniciativa continue apoiando as famílias do Juruá, gerando trabalho e renda, com o uso sustentável dos recursos naturais da região”, destaca Miguel.

Saiba mais sobre o Projeto ATER Agroecologia

Conecte-se.

Conecte-se com a Amazônia! Apoie o projeto Faça Florescer. 

É de uma grandeza extraordinária o quanto a Amazônia faz diferença na vida das pessoas, tanto para quem vive nela quanto para quem mora em outras regiões. Um dos exemplos é que “a floresta amazônica bombeia um imenso fluxo de água pelos ares, chamado de rios voadores. Essa umidade enviada para a atmosfera se transforma em chuva, beneficiando outras regiões do Brasil”.

Para retribuir a Amazônia uma pequena parcela dos benefícios que recebemos dela, a SOS Amazônia lançou um desafio às pessoas que querem se unir pela preservação da Amazônia: Reflorestar áreas de nascentes, restabelecendo importantes corredores de biodiversidade, por meio do projeto Faça Florescer.

O Faça Florescer se propõe a construir e manter um viveiro de mudas, por meio de ajuda coletiva, para a restauração florestal de nascentes. Uma ótima oportunidade para gerar conteúdo que motiva a reflexão sobre os problemas na Amazônia.

Cada contribuição voluntária é muito importante para que esse objetivo seja alcançado. Junte-se a nós, doe qualquer valor e torne pública a sua doação, a partir do uso da hashtag #VemReflorestar, #FaçaFlorescer e #sosamazônia nas redes sociais.

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SOS Amazônia presente no Lush Summit 2018

Evento promove o debate sobre assuntos como mudanças climáticas, proteção de florestas, direitos animais, caça ilegal, igualdade de gênero e direitos indígenas.

Nos dias 14 e 15 de fevereiro de 2018 acontece em Londres, o Lush Summit – edição 2018 – um espaço aberto para debates e ativismo, com a participação de ativistas e organizações do mundo todo. Esta é a segunda edição do evento.

Realizada pela Lush Fresh Handmade Cosmetics, a iniciativa aborda temas sobre direitos humanos, direitos dos animais e proteção ao ambiente, com a exploração de assuntos como mudanças climáticas, proteção de florestas, caça ilegal, igualdade de gênero e direitos indígenas.

A SOS Amazônia, representada pelo seu secretário geral, Miguel Scarcello e pela coordenadora administrativa de projetos, Gabriela Souza, é uma das organizações participantes.

Como organização convidada, a instituição tem a oportunidade de debater as estratégias utilizadas para a conservação da floresta amazônica, problemas enfrentados e como conectar as pessoas para ter um olhar mais preocupado com a Amazônia.

“O Lush Summit é um convite para a mudança, de incentivar as pessoas a enxergarem o mundo de um jeito diferente e especial, onde fazer sua parte tem grande importância para o planeta. O  evento tem a presença de muitos jovens, é um momento de conscientização, para que tenham mais clareza do baixo impacto que os produtos causam, do respeito social que a Lush tem. Somos muito gratos à Lush pela oportunidade de participarmos dessa iniciativa tão especial, e o que SOS Amazônia deseja é isso, que as ações das pessoas por mundo melhor sejam mais frequentes”, destaca Miguel.

SOS Amazônia comemora 29 anos de iniciativas pela proteção da Amazônia

No sábado (30), a SOS Amazônia comemora 29 anos de iniciativas pela proteção da Amazônia. Desde sua criação, a organização desenvolve projetos, propõe e implementa políticas públicas com foco na difusão de modelos e práticas para a conservação da biodiversidade e crescimento da consciência ambiental.

O início de um importante legado pela proteção da Floresta Amazônica

Na década de 1980, houve um grande incentivo ao desmatamento na Amazônia e grandes áreas de florestas foram substituídas por pastagens. Naquela época, o movimento dos seringueiros unia forças para empatar a devastação da Amazônia. O cenário exigia muito apoio e dedicação à luta dos seringueiros para proteger a floresta. Movidos pela resistência dos guardiões da floresta, dia 30 de setembro de 1988, na cidade de Rio Branco, no Acre, professores, estudantes universitários e representantes do movimento social, incluindo o ativista e seringueiro Chico Mendes, criaram a SOS Amazônia, que passou a promover essa causa, tendo como objetivo principal proteger a Floresta Amazônica, apoiando as populações tradicionais.

A instituição atua no estado do Acre e Amazonas, além de áreas fronteiriças, com a participação de, aproximadamente, 5 mil famílias, por meio de sete projetos e duas campanhas. Essa área de atuação se dá, principalmente, em Unidades de Conservação, a exemplo do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá, atribuindo à SOS Amazônia um extenso e importante histórico de iniciativas para manutenção das florestas e melhores condições de vida aos povos que nelas habitam.

Entre os projetos está o Valores da Amazônia, que busca estruturar, fortalecer e integrar as cadeias de produtos florestais não madeireiros (borracha nativa, óleos vegetais e cacau silvestre) –  uma iniciativa que promove a geração de renda e mantém a floresta em pé; o ATER Agroecologia, que visa consolidar e ampliar exemplos de agroecologia existentes, para a promoção do desenvolvimento territorial e de seus processos organizativos; e o ATES Resex Alto Juruá, que promove a melhoria da qualidade de vida das famílias que vivem na Reserva, com foco na conservação dos recursos naturais, envolvendo três eixos fundamentais: organização social, fomento do extrativismo e produção sustentável, e comercialização.

A história da SOS Amazônia se entrelaça pelos caminhos a qual buscou Chico Mendes, que a Floresta em pé tem mais valor, promovendo iniciativas para que as comunidades tenham mais ganhos com o extrativismo, e assim, diminuir a pressão sobre as florestas.

#Melhores ONGs

No ano em que completamos 29 anos de existência, a SOS Amazônia recebeu o título Melhores ONGs do Brasil. O prêmio é uma iniciativa do Instituto Doar, em parceria com a Revista Época, que busca reconhecer boas práticas de gestão e transparência no terceiro setor, além de incentivar a cultura de doação no Brasil. Oferecemos esse prêmio a todos vocês que fazem uma SOS Amazônia melhor, a todos que lutam por um ambiente saudável para as atuais e futuras gerações.

São muitos os desafios existentes para manter a floresta preservada, mas juntos podemos fazer mais ainda pela Amazônia. Gratidão aos parceiros, colaboradores, voluntários e a todas as pessoas que se conectam com a causa ambiental.

JUNTE-SE A NÓS!

Crianças indígenas Shawãdawa |TI Arara do igarapé Humaitá, Acre | Área de atuação do projeto Valores da Amazônia |

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Fotos: Eliz Tessinari