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Seminário vai debater os resultados e impactos do projeto Valores da Amazônia

SOS Amazônia realiza nos dias 26 e 27 de junho, em Rio Branco, o IV Seminário de avaliação do projeto Valores da Amazônia. Com representantes das nove organizações apoiadas, do Acre e Amazonas, o encontro irá debater os Resultados e Impactos quanto a conservação dos recursos naturais e a geração de renda para comunidades extrativistas da Amazônia.

“Esse seminário busca analisar o quanto cada organização apoiada evoluiu com o projeto e como cada uma vem contribuindo para a conservação da natureza, além de avaliar a melhoria da qualidade de vida das comunidades dos dois estados”, explica Álisson Maranho, secretário técnico da SOS Amazônia.

Na ocasião, será realizada também a primeira comemoração do aniversário de 30 anos da SOS Amazônia.

Quando: 26 e 27 de junho

Horário: 8 – 17h

Onde: Villa Rio Branco Hotel Concept
Rua Cunha Matos, 393
Seis de Agosto, Rio Branco – AC
(na Gameleira)

PROGRAMAÇÃO

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[O projeto Valores da Amazônia é uma iniciativa da SOS Amazônia, com apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES. Tem por objetivo disseminar e apoiar iniciativas empreendedoras em nove instituições aglutinadas, com foco na geração de trabalho e renda, e no desenvolvimento sustentável da região. Empreendimentos apoiados: Coopfrutos, Cooperafe, Caet, Shawãdawa Pushuã, Coapex, Cooperar, Amuralha, Coopercintra e Copronat]. Saiba mais aqui.

Portfólio Produtos Florestais não madeireiros

Catálogo de produtos das Cadeias de Valor da Borracha Nativa, Óleos Vegetais e Cacau Silvestre,  destinado a pesquisa de mercados nacionais e internacionais. Investimento do projeto Valores da Amazônia. Acesse!

PROJETO VALORES DA AMAZÔNIA

O projeto Valores da Amazônia foi selecionado no âmbito da Chamada Pública de Projetos Produtivos Sustentáveis do Fundo Amazônia/BNDES para Estruturação, Fortalecimento e Integração das cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros nos estados do Acre e Amazonas.

Objetivo: Disseminar e apoiar iniciativas empreendedoras em nove instituições aglutinadas, com foco na geração de trabalho e renda, e no desenvolvimento sustentável da região.

Cadeias de valor apoaidas: Cacau Silvestre, Borracha (Cernambi Virgem Prensado – CVP e Folha de Defumação Líquida – FDL) e Óleos Vegetais (Buriti, Murmuru, Cocão, Andiroba).

Abrangência:

 Acre: Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Porto Walter. Amazonas: Boca do Acre, Pauini, Lábrea e Silves

Avanços e Desafios do Projeto Valores Da Amazônia – Como Construir Novos Caminhos #semináriovalores

“Avanços e Desafios  – Como Construir Novos Caminhos” foi o tema do 3º seminário de avaliação do projeto Valores da Amazônia, realizado entre os dias 29 e 31 de agosto, em Cruzeiro do Sul, Acre.

O evento foi mediado pelo consultor em Gestão de Processos Socioambientais, Fragoso Júnior, e teve por objetivo discutir e ampliar ações realizadas e previstas para o fortalecimento das cadeias de valor dos óleos vegetais, borracha e cacau silvestre nos estados do Acre e Amazonas. Representantes das nove organizações apoiadas participaram das atividades.

“Esse projeto visa fortalecer as cooperativas que desenvolvem a produção de origem extrativista. Já se passaram dois anos e estamos avaliando junto aos empreendimento os avanços e desafios dessa iniciativa. A nossa proposta é fazer com que as famílias tenham mais ganhos com essa produção extrativista, e assim, evitar a pressão sobre as florestas, mostrar que a floresta em pé pode render muito dinheiro”, explica Miguel Scarcello, secretário geral da SOS Amazônia.

Uma das metodologias usadas para avaliar as ações foi o Café com Valores. Durante o café, os participantes debateram o seguinte cardápio: Avaliação das estratégias e resultados – Quais os avanços dos 2 anos de execução do projeto? Organização social – Como estão as relações sociais após 2 anos de projeto? Gestão – Como vai a gestão, produtiva, administrativa, comercial, financeira? Cadeias de Valor e Negócios Sustentáveis – Como esses produtos da floresta ajudam a melhorar o meu empreendimento?  [As metodologias usadas foram idealizadas por Fragoso Júnior].

Para Elizana Araújo, sócia da Coopfrutos, o Valores proporcionou resultados significativos na cooperativa. “Esse apoio veio de encontro as necessidades da Coopfrutos. No decorrer desses dois anos, a cooperativa teve oportunidade de se capacitar na parte de gestão, manejo e boas práticas dos produtos que trabalhamos, açaí, patauá, andiroba e o nosso principal produto, o buriti. Em relação a infraestrutura, ganhamos um caminhão e isso contribuiu bastante para o avanço da produção. Além do acompanhamento técnico das etapas do projeto. Estamos aqui hoje discutindo os desafios que temos pela frente, em que podemos avançar. Mas, de modo geral, conseguimos bons resultados”, afirma.

O Valores da Amazônia é uma iniciativa da SOS Amazônia, com apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES. Tem por objetivo disseminar e apoiar iniciativas empreendedoras em nove instituições aglutinadas, com foco na geração de trabalho e renda, e no desenvolvimento sustentável da região. Empreendimentos apoiados: Coopfrutos, Cooperafe, Caet, Shawãdawa Pushuã, Coapex, Cooperar, Amuralha, Coopercintra e Copronat.

“Trata-se de um apoio em todos os elos das cadeias de produtos da sociobiodiversidade que essas cooperativas operam. Isso vai desde a formação para melhoria da gestão dessas organizações sociais a investimentos em infraestruturas e transportes. Então, tem uma série de ações para estruturar essas cadeias nos Estados do Acre e Amazonas”, explica Álisson Maranho, coordenador geral do projeto.

FOTOS SEMINÁRIO VALORES

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Seminário vai debater os avanços e desafios do projeto Valores da Amazônia

Após dois anos de execução do projeto Valores da Amazônia, a SOS Amazônia realiza no período de 29 a 31 de agosto, em Cruzeiro do Sul, o III Seminário de avaliação com o tema: “Avanços e Desafios do Projeto Valores Da Amazônia – Como Construir Novos Caminhos”.

Com representantes das nove organizações apoiadas pelo Valores, o encontro irá discutir e ampliar ações realizadas e previstas para o fortalecimento das cadeias de óleos vegetais, borracha e cacau silvestre nos estados do Acre e Amazonas.

“Essa atividade busca potencializar e entender o que deu e o que não deu muito certo, para que assim possa ser melhorado nesse último ano de projeto. Além de colher elementos para a nova proposta que será elaborada para apresentar ao Fundo Amazônia até o final de 2017”, diz Álisson Maranho, coordenador geral do projeto.

[O projeto Valores da Amazônia é uma iniciativa da SOS Amazônia, com apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES. Tem por objetivo disseminar e apoiar iniciativas empreendedoras em nove instituições aglutinadas, com foco na geração de trabalho e renda, e no desenvolvimento sustentável da região. Empreendimentos apoiados: Coopfrutos, Cooperafe, Caet, Shawãdawa Pushuã, Coapex, Cooperar, Amuralha, Coopercintra e Copronat]. Saiba mais aqui.

PROGRAMAÇÃO

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Iniciativas que fazem florescer #façaflorescer

Ser voluntário é doar um pouquinho do seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse ambiental e social, e com isso ajudar a construirmos um mundo melhor. E hoje vamos contar a ação das estudantes de administração e medicina da Unicamp, Beatriz Aoki e Isabela Cauzzo, que em julho fizeram uma imersão na floresta amazônica, com o objetivo de colaborar nas ações do projeto Valores da Amazônia. E a SOS Amazônia é muito grata por essa tão generosa iniciativa.

As voluntárias tiveram a oportunidade de participar da execução das atividades voltadas para o atendimento das famílias que residem na Aldeia Raimundo do Vale, Cooperativa Shawãdawa Pushuã, Terra Indígena do Igarapé Humaitá. Lá, elas fizeram visitas técnicas familiares e monitoramento da cadeia de oleaginosas (cocão) e da cadeia da borracha FDL (Folha de Defumação Líquida); acompanharam a instalação do sistema de energia solar do escritório da Pushuã; realizaram atividades recreativas com as crianças da Aldeia abordando temáticas da área ambiental e da saúde.

Além de colaborar nas iniciativas da SOS Amazônia, Isabela,  técnica em Enfermagem pelo Colégio Técnico da UNICAMP (Cotuca) e acadêmica do 3º ano de medicina, fez diálogo com as mulheres da aldeia sobre saúde preventiva, aferiu pressão e glicemia da comunidade local. Enquanto Beatriz (4º ano de administração) ensinou noções básicas de informática e atividades culturais com as crianças.

RELATOS DA EXPERIÊNCIA NA AMAZÔNIA


Beatriz Aoki –  Administração Unicamp

Beatriz ensinando noções básicas de informática ao Tuku Udi, presidente da Pushuã


<<É difícil colocar em palavras tudo o que vivi nessas últimas semanas. Só vivendo. Cada gentileza, cada pessoa boa em meu caminho. Cada olhar, cheiro, som. Sensações das mais diversas. Viver alguns dias no meio da floresta foi… incrível. Confesso que fiquei receosa para o banho no igarapé, mas foi impossível não se contagiar com a energia das crianças para esse momento tão bom. Conquistá-los não foi uma tarefa fácil, mas quando menos percebi já estavam grudadinhos – e cantando ‘batata quente’ por todos os cantos.

Faz a diferença

O projeto Valores da Amazônia o qual fiz parte tem uma proposta linda: estruturar, fortalecer e integrar cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros. Aprender a fazer a veia da seringueira, ajudar na retirada da amêndoa do cocão, fazer recreação com as crianças, ensinar nativo a usar o computador para manutenção da cooperativa, enfim, acompanhar de pertinho a rotina das atividades na Pushuã foi muito enriquecedor. E a Floresta Amazônica tem uma riqueza inigualável.

Caminhos difíceis, mas que transformam

Quanto às dores, coceiras, diarreias, cansaço, suor, ah…Se conseguisse descrever cada minuto da viagem, certamente entenderia que as dificuldades foram fundamentais para torná-la tão inesquecível. Sou eternamente grata à SOS Amazônia por ter nos proporcionado experiência tão maravilhosa. No mais, não consigo parar de pensar em tudo o que vivemos, em ideias para projetos futuros. O contato com projetos de causa ambiental proporciona um crescimento pessoal e profissional, é uma maneira de conscientização de problemas que nos afetam diretamente e muitas vezes são deixados de lado. Espero que todos possam viver dias assim!>> (Beatriz Aoki – Administração Unicamp)



Isabela Cauzzo – Medicina Unicamp

<<A palavra que define essa experiência é gratidão. Foi muito gratificante ser bem recebida pelos Shawãs e conhecer toda essa beleza que é a Pushuã, no Acre através do Projeto Valores da Amazônia. Estou muito feliz pela troca de experiências que aconteceu.

Como estudante de medicina, eu penso muito em, quando me formar, trabalhar em áreas com povos indígenas e população ribeirinha. Contudo, percebi que não preciso esperar isso acontecer para poder ajudar e poder conhecer melhor esses povos. Então, aproveitei minhas férias e fui com minha amiga conhecer algo que eu sempre tive curiosidade, que tem uma cultura extremamente interessante e bonita.

Chegar na aldeia e poder conhecer um pouco da vida e dos hábitos indígenas e entrar em contato com a natureza foi um prazer imenso.  É muito recompensante conseguir enxergar toda beleza e importância que a floresta tem na vida dos índios, conseguir sentir toda energia que eles têm e que a floresta nos transmite. Além disso, é importante que nós possamos conhecer um pouco mais sobre como eles utilizam a floresta, quais são seus hábitos, como conseguem utilizar os recursos da natureza e ao mesmo tempo preservar. Acredito que temos muito a aprender com eles.

Sumaúma (Ceiba pentandra)

floresta

Isabela e o indiozinho Kuba Takara

A sumaúma tem muita beleza, nunca vi uma árvore tão grande assim. É muito bom estar aqui embaixo e ver a sua grandiosidade, a força e a importância que essa árvore tem para a população indígena. Novamente, estou muito grata por conhecer a rainha da floresta.

Conexão com a causa

Após essa experiência percebi que é importante não esquecermos daquilo que move a gente, daquilo que faz a gente viver e conseguir sobreviver. A floresta é a nossa base, apesar de não estarmos em constante contato, temos que lembrar que ela é tudo que temos e por isso, temos que preservá-la. Eu penso que as pessoas devem procurar ajudar mais através de pequenos atos. Não digo que todos precisam vir e conhecer, mas existem pequenas ações que podemos fazer na nossa vida que podem conservar e preservar a floresta. Então, acho muito importante ajudar ONGs como a SOS Amazônia. Eu não conhecia direito o trabalho deles, mas quando entrei em contato, adorei. Foi lindo ver a grandiosidade que essa ONG tem quando chegamos no Acre e perceber que as ações ambientais e sociais que ela realiza são de extrema importância para o povo indígena e para a população ribeirinha. Acredito que poder auxiliar esses povos para que eles possam sobreviver nesse mundo atual é uma missão nobre e que deve ser expandida.>> (Isabela Cauzzo – Medicina Unicamp)


Há várias formas de você colaborar com a Amazônia. Divulgar nossas ações, trabalhos voluntários  ou fazer doações são algumas delas.

#FaçaFlorescer! Junte-se a nós!

Depois de 25 anos, indígenas voltam a cortar seringa na Aldeia Raimundo do Vale

Transformar a vida das pessoas que vivem na floresta, levando alternativas de trabalho e renda, com foco na manutenção da floresta tem sido um desafio constante para o projeto Valores da Amazônia, realizado pela SOS Amazônia, com apoio financeiro do Fundo Amazônia.

Uma das metas do projeto é resgatar o extrativismo da borracha nativa e iniciar o trabalho com óleos vegetais na Aldeia Raimundo do Vale, em Porto Walter (Acre) por meio da Cooperativa Agroextrativista Shawãdawa Pushuã.

No dia 27 de abril, equipe da SOS Amazônia subiu o Igarapé Humaitá rumo a Aldeia, com a missão de realizar, durante três dias, uma oficina de Produção de Folha de Defumação Líquida (FDL*).

Cerca de 15 indígenas participaram da capacitação, que teve como objetivo ensinar a nova forma de produzir borracha e inspirar adeptos à prática.

Conduzida pelo coordenador do Conselho Nacional dos Seringueiros, no Acre, José Rodrigues de Araújo, a oficina mostrou todo o passo a passo da produção de FDL (coagem e diluição inicial; adição de preservante; preparo das bandejas, coagulação; retirando o coágulo; calandragem; secagem; enfardamento, armazenamento, embalagem e transporte), além de informações sobre preço e processo de comercialização da borracha.

“Seja para o indígena, extrativista ou para o assentado, a ideia é que a gente leve esse conhecimento de valorização da cadeia da borracha nativa a todos os municípios do Acre. E isso torna-se possível por meio de projetos como o Valores da Amazônia, um projeto que tem ido aos lugares mais distantes, onde nunca chegou esta política e é um incentivo de uso da floresta de forma correta, trazendo resultados positivos e financeiros que ajuda na organização social, que contribui para a preservação do ambiente e melhoria da qualidade de vida das famílias”, destaca De Araújo.

Alisson Maranho, coordenador geral do Valores da Amazônia, informa que a Pushuã vai receber nove Unidades de Produção e Secagem de Borracha FDL. Destas, até o momento foram instaladas duas unidades, com quatro seringueiros voltando a cortar seringa depois de 25 anos, quando pararam por causa da crise da borracha.

Pêvu Shawãdawa - sócio da Pushuã

Pêvu Shawãdawa – sócio da Pushuã

É o caso do indígena e agente Agroflorestal, José Maria Sabino da Costa (nome indígena Pêvu Shawãdawa), que se emocionou com a oportunidade de voltar às estradas de seringa. “Muitas vezes eu dormia pensando naquele trabalho que já tinha feito há 25 anos e sentia saudade porque eu achava bom. Muitas vezes eu sonhava cortando a seringa, e agora esse projeto chegou até nós aqui para eu continuar a cortar seringa que era o que eu mais pretendia na minha vida: realizar o sonho que eu mais sonhava”, conta, emocionado, Pêvu.

Seu Edimar Pereira (Wurúba) também lembra com nostalgia dos tempos dos seringais e comemora seu retorno à atividade. “É um sentimento muito bom voltar a cortar seringa, espero que mais pessoas trabalhem com a seringa para fortalecer a nossa Aldeia”, disse.

MERCADO

A demanda pela borracha FDL está acima do que é produzido hoje no Acre. A fabricante de tênis Vert e a Mercur, que desenvolve produtos com borracha natural para os segmentos de educação, saúde e revestimentos, por exemplo, precisam de uma demanda  de 42 toneladas de FDL, e até o momento, o Estado consegue atender apenas 26 toneladas. “Considerando esses dados, temos um deficit de produção de 16 toneladas só para atender essas duas empresas. O preço de mercado com a subvenção federal e subsídio estadual chega a 12 reais por quilo. Ou seja, o cenário está propício para a borracha e a proposta do projeto é envolver novas famílias a essa cadeia de valor”, destaca Adair Duarte, coordenador técnico do Valores.

KIT UNIDADE DE PRODUÇÃO

Cada Kit para as Unidades de Produção contém: uma calandra, 50 bandejas, uma bandeja de 20L, um balde 20L, um funil inox, uma jarra plástica medidora, uma proveta de medição, uma caixa d’água 500L e uma espátula.

KIT EXTRAÇÃO

Cada seringueiro ganha um kit contendo: 300 tigelas 600ml, 300 bicas galvanizadas, um cabo para faca de seringa, duas facas de seringa, um saco de napa, uma estopa de costas e um balde de zinco para a coleta do látex.

* Inovação tecnológica de produção da borracha beneficiada, desenvolvida pelo LATEQ da UnB, que permite maior agregação de valor ainda dentro da floresta. 

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