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SOS Amazônia: três décadas de iniciativas pela floresta amazônica, pelos povos e comunidades tradicionais

Foto destaque: André Dib

Nós queremos uma Floresta Amazônica e sua diversidade biológica conservadas, respeito aos povos e comunidades tradicionais e melhoria da qualidade de vida dessas populações.

Na década de 1980 grandes áreas de florestas foram substituídas por pastagens na Amazônia. Naquela época, o movimento dos seringueiros, no Acre, unia forças para empatar a devastação e garantir o direito de posse das suas colocações. Movidos pela resistência dos guardiões da floresta, no dia 30 de setembro de 1988, na cidade de Rio Branco, estado do Acre, professores, estudantes universitários e representantes do movimento social, incluindo o ativista e seringueiro Chico Mendes, criaram a Associação SOS Amazônia, tendo como objetivo principal defender a causa extrativista e proteger a Floresta Amazônica, apoiando as populações tradicionais.

Exposição sobre o desmatamento na década de 1980

Num cenário de conflitos por ocupação de terras, a entidade dedicou-se a expor, em praça pública, dados e fotos sobre o desmatamento na região, a fazer denúncias das ameaças sofridas pelos seringueiros, distribuir materiais informativos e a dialogar com as pessoas sobre o tema, visando mobilizar a sociedade e facilitar a compreensão sobre causas e consequências da destruição que estava acontecendo.

Diante do delicado momento que os extrativistas vivam, além das campanhas de conscientização, logo surgiu a necessidade da instituição, em desenvolver projetos, propor e implementar políticas públicas com foco na difusão de modelos e práticas para preservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável, iniciativas que pautam, cotidianamente, o dever de cumprir a missão da SOS Amazônia, que é “Promover a conservação da biodiversidade e o crescimento da consciência ambiental na Amazônia”.

Em três décadas de existência, a instituição atua no estado do Acre e Amazonas, além de áreas fronteiriças, com a participação de, aproximadamente, cinco mil famílias, por meio de projetos e campanhas. Essa área de atuação engloba, principalmente, Unidades de Conservação (UC), a exemplo do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá, atribuindo à SOS Amazônia um extenso e importante histórico de iniciativas para manutenção das florestas e melhores condições de vida aos povos que nelas habitam.

Ganhou experiência e capacidade para planejamento e gestão de UCs, tem expertise na promoção de assistência técnica e extensão rural a comunidades tradicionais, e também é referência no desenvolvimento da educação ambiental, no reaproveitamento de resíduos sólidos e na participação voluntária em conselhos e comitês para regulamentação de leis e gestão de programas públicos.

PRODUTOS DA SOCIOBIODIVERSIDADE

O projeto Valores da Amazônia (apoio financeiro do Fundo Amazônia) apoia três cadeias de valores de produtos florestais não madeireiros – Cacau Silvestre, Óleos Vegetais e Borracha Nativa

Pelo vínculo contínuo com UCs, promoção e apoio às políticas de incremento da economia florestal, mantendo a floresta em pé, a SOS Amazônia atraiu novos investimentos para a região e passou a fortalecer cadeias de negócios dos produtos florestais não madeireiros. Atualmente, realiza projeto de fortalecimento de 16 cooperativas, sendo duas no Amazonas e 14 no Acre, para estruturar e ampliar os negócios com borracha, cacau silvestre e óleos vegetais.

MOBILIZAÇÃO SOCIAL

A SOS Amazônia sempre priorizou e prioriza o trabalho representativo, atuando em três campos: Conselhos; Comitê de Gestão e Acompanhamento de Projetos; e Coletivos de Mobilização Social, na defesa de causas ambientais de interesse público.

Atuou por quatro mandatos no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), como representante das instituições do terceiro setor na Região Norte, e, atualmente, compõe os Conselhos estadual e municipal de meio ambiente do estado do Acre e do município de Rio Branco, respectivamente. Além de ser membro da Comissão da Produção Orgânica do Acre – CPOrg Acre, ocupando a coordenação da Comissão.

GESTÃO E TRANSPARÊNCIA | EIXOS ESTRATÉGICOS

A estrutura de gestão da Instituição conta com Conselhos Fiscal e Deliberativo atuantes. Desenvolve seus projetos seguindo um planejamento estratégico, tendo claro e atualizado sua missão e foco em três linhas estratégicas de atuação: Mitigação e adaptação às mudanças do clima; Preservação da biodiversidade; e Promoção de negócios sustentáveis na Amazônia.

Adotou desde 2003 um modelo de gestão contábil-financeiro, informatizado, com auditoria externa de suas contas, elaborou e segue seu Manual de Procedimentos para orientar e regulamentar procedimentos da rotina interna de gestão administrativa, contábil e financeira, como também tem seu Plano de Cargos e Salários e seu Código de Ética.

Um dos fundadores e atual secretário geral da SOS Amazônia, Miguel Scarcello, recebendo o ‘Prêmio Bem Eficiente’ de gestão institucional, concedido pela Kanitz & Associados em 2004, às 50 entidades sem fins lucrativos que melhor administram seus recursos no país, com transparência e seriedade

Tal conduta garantiu à SOS Amazônia o ‘Prêmio Bem Eficiente’ de gestão institucional, concedido pela Kanitz & Associados em 2004, às 50 entidades sem fins lucrativos que melhor administram seus recursos no país, com transparência e seriedade.

Prêmio Melhores Ongs do Brasil

E em 2017 foi reconhecida como uma das 100 ‘Melhores ONGs do Brasil’. Este prêmio é uma iniciativa do Instituto Doar, em parceria com a Revista Época, que busca reconhecer boas práticas de gestão e transparência no terceiro setor, além de incentivar a cultura de doação no Brasil.

JUNTE-SE A NÓS

São muitos os desafios para manter a floresta preservada, mas juntos podemos fazer mais ainda pela Floresta Amazônica e seus povos. Gratidão aos parceiros, colaboradores, voluntários e a todas as pessoas que se conectam com a causa ambiental e com a causa dos povos e comunidades tradicionais.

A SOS Amazônia entende que promover iniciativas para a conservação da Amazônia é a melhor forma de valorizar o mundo. E você pode ajudar a proteger as nossas florestas de diversas formas.

Nos acompanhe nas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) e divulgue nossos trabalhos. Colabore com doações únicas ou mensais. 

DEPOIMENTOS

“Eu vejo a SOS Amazônia como aquela instituição dos sonhos onde todos da área da conservação querem e devem trabalhar. Sinto que todos aqui trabalham com amor, em prol da floresta e de tudo o que tem nela. E isso é o diferencial da instituição. Ver as famílias tendo retorno de algo que a gente promove tem um valor inestimável. Poder mostrar que a floresta é uma fonte inesgotável de recursos e que sim pode ser utilizada de forma racional, é o bem maior que temos. Daqui 10 anos, espero que a gente tenha chegado a muito mais famílias, levado esse amor e esse respeito que temos pelo que a floresta e seus recursos são em prol daquilo que ela pode nos dar. Espero que tenhamos alcançado muito mais lugares. Conquistado mais espaço, reflorestado,  recuperado e aprendido ainda mais com as populações tradicionais que tanto tem a nos ensinar também. Temos que aproveitar esse olhar que está cada vez mais crescente para a proteção da Amazônia para realmente alavancar o seu valor e seu potencial, sem agredir a floresta, e que as gerações futuras tenham ainda mais respeito e cuidado com esse bem tão precioso que temos” (Thaina Souza, engenheira florestal)

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“Em 2012 fui selecionada pela SOS Amazônia para trabalhar e foi uma grande oportunidade profissional para mim, pois eu não tinha nenhuma experiência na área. Acho muito interessante trabalhar com as famílias ribeirinhas, levando alternativas sustentáveis, promovendo a cultura. A SOS Amazônia é apaixonante porque cada dia que saímos para a atividade de campo é uma nova experiência, um novo aprendizado, pois você leva seu conhecimento, mas traz uma bagagem imensa também, que você adquire com os produtores rurais. Agradeço por fazer parte dessa equipe maravilhosa, quero continuar por muitos e muitos anos na SOS Amazônia” (Francisca de Souza Lima, técnica em ecologia, formada na Escola da Floresta)

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“Esse momento representa os 30 anos de tantas lutas e conquistas de ações voltadas a cumprir a missão da SOS Amazônia. Temos muito o que comemorar diante de tantos desafios superados e retomar fôlego para superar os que estão por vir. Fazer parte desse grupo é um privilégio, estar nesse ambiente de tanta verdade no que se propõe a realizar é o mais encantador. E o que dá forças para continuar. Viva a nossa Amazônia. Viva mais 30 anos de SOS Amazônia” (Àlisson Maranho, secretário técnico da SOS Amazônia)

Mais sobre a história da SOS Amazônia

Sócios fundadores:

  • Abrahim Farhat
  • Amine Carvalho Santana
  • Anna Rosa Fioreta
  • Anselmo Alfredo Forneck
  • Arnóbio Marques de Almeida Júnior
  • Carlos Edegard de Deus
  • Cândido Arieira de Carvalho
  • Cleto Batista Barbosa
  • Denise Regine Garrafiel
  • Elga Buttignol
  • Francisco Alves Mendes Filho (Chico Mendes)
  • Genéseio F. de Natividade
  • Jandira Keppi
  • João Azevedo do Nascimento
  • José Antônio Scarcello
  • José Jocilem Crisostomo Gomes
  • Josélia da Silva Alves
  • Júlia Feitoza da Silva
  • Maria do Carmo Ferreira da Cunha
  • Mauro Luiz Aldrigue
  • Miguel Scarcello
  • Nazaré de Lima Soares
  • Nelson Deicke
  • Ruscelino Araújo Barboza

Ficha de Inscrição do seringueiro e líder de movimento em favor da floresta, Chico Mendes

Estrutura Organizacional em 1988

  • Diretor-presidente: Miguel Scarcello
  • Diretora-técnica: Bárbara Angélica Guimarães de Deus
  • Diretor Administrativo Financeiro: Abrahim Farhat Neto
  • Diretor de Assuntos Interinstitucionais: José Antônio Scarcello

Conselho Deliberativo 

  • Cleto Batista Barbosa (1º conselheiro)
  • Mauro Luiz Aldrigues (2º conselheiro)
  • Guilherme Theodoro Fredrich (3º conselheiro)

Estrutura Organizacional em 2018

  • Secretário geral: Miguel Scarcello
  • Secretário técnico: Àlisson Maranho
  • Secretária Administrativa: Gabriela de Souza

Conselho Deliberativo 

  • Presidente – Maria Luiza Pinedo Ochôa
  • Vice-presidente – Verônica Telma Da Rocha Passos

Membros Titulares

  • Ruscelino Araujo Barboza, Júlio Eduardo Gomes Pereira e  Cleilton Pessoa Amaral

Membros Suplentes

  • Francisca Cristina Moura de Lima Boaventura e Andréa Alechandre Da Rocha

Conselho Fiscal 

Membros Titulares  |  Evandro José Linhares Ferreira, Silvia Helena Costa Brilhante e Arthur Cezar Pinheiro Leite

Membros Suplentes  |  Moisés Barbosa De Souza e Maria Do Carmo Ferreira Da Cunha

Organizações comunitárias participam de workshop sobre gestão e sustentabilidade

Representantes de 16 organizações comunitárias da região do Juruá, Tarauacá e Feijó participaram, nesta quinta-feira, 28, em Rio Branco, de Workshop do projeto Gestão & Sustentabilidade.

A iniciativa, promovida pela SOS Amazônia, governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Acre (PDSA II), teve por objetivo avaliar os resultados e desafios do projeto.

De acordo com Miguel Scarcello, secretário geral da SOS Amazônia, o encontro serviu para analisar todas as atividades realizadas, relembrar cada avanço impulsionado pelos gestores e comunitários.

“Fizemos uma revisão detalhada das atividades no prazo que foram executadas e com isso podemos perceber que conseguimos atingir os objetivos básicos a qual procuramos desde o início. O projeto fortaleceu as cooperativas e associações no aspecto de fazer a gestão da instituição, em cada pessoa entender melhor os seus papéis e de poderem fazer exercícios de planejamento, no processo relacionado a produção não madeireira”, conta.

Com o levantamento das ações desenvolvidas durante um ano de projeto, a programação apresentou os impactos e benefícios alcançados e os desafios futuros para as organizações apoiadas.

“O encontro foi extremamente importante por que depois de tanto trabalho de sensibilização e capacitação em diferentes comunidades, com centenas de beneficiários, esse é um momento para apresentar os resultados e saber quais os pontos positivos que nós conseguimos e onde é que devemos melhorar”, afirma Carlos Edegard, secretário de Meio Ambiente do Acre (Sema).

A presidente da AMURALHA, Nataires Ferreira, falou da oportunidade de trocar experiências e dos avanços que o projeto já proporcionou.

Presidente da Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais Unidas por Liberdade, Humanidade e Amor  – AMURALHA, Nataires Ferreira

“Pela linha do tempo percebemos o que melhoramos, obtendo novos conhecimentos, trocando experiências e também vendo onde precisamos melhorar. Antes nossas atividades eram executas sem planejamento, e por causa disso, tudo dava errado. O projeto chegou e nos ajudou em tudo, a planejar primeiro, ver o tanto que iremos gastar, o que precisa e assim chegar ao sucesso”, explica Nataires.

Bia Saldanha, coordenadora da cadeia produtiva da borracha/Veja Fairtrade, situa a iniciativa como ponto de relevância para corrigir e entender as necessidades, com o propósito de avançar cada vez mais e contribuir com a melhoria da vida no campo.

“A gestão de sustentabilidade dos recursos não madeireiros do Acre é um ponto central do desenvolvimento sustentável dessas comunidades, então eu faço votos que seja proveitoso que a gente consiga cada vez mais aproximar os gestores que estão pensando as políticas públicas daqueles que estão de fato na floresta fazendo as coisas acontecer”, declara.

O evento contou também com a participação do senador do estado do Acre, Jorge Viana. “O desafio de vocês (comunitários) é muito grande, então, tudo isso que está sendo feito é fantástico, com esse trabalho o Acre se torna uma base de esperança para toda a Amazônia”, disse o senador.

Deylon Félix

Cooperativas vão participar de Workshop sobre Gestão e Sustentabilidade

Representantes de 16 organizações comunitárias da região do Juruá, Tarauacá e Feijó vão participar, no dia 28 de junho, em Rio Branco, de Workshop do projeto Gestão & Sustentabilidade.

A iniciativa, promovida pela SOS Amazônia, governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Acre (PDSA II), tem por objetivo de avaliar os resultados e desafios do projeto.

“Os negócios florestais é mais uma estratégia para o desenvolvimento da Região Amazônica e de suas populações tradicionais, que utilizam dos benefícios proporcionados pelas florestas. E avaliar ações do projeto, de forma participativa, é muito importante para o fortalecimento dessa iniciativa na região”, afirma Álisson Maranho, secretário técnico da SOS Amazônia.

PROGRAMAÇÃO

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O Projeto Gestão & Sustentabilidade tem por objetivo promover serviços técnicos especializados visando assessorar e capacitar 16 organizações comunitárias que participam de iniciativas de manejo florestal comunitário não madeireiro, com foco na organização social e gestão desses empreendimentos, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre – PDSA II.

Mais de 40 comunidades são beneficiadas com ATER Agroecologia no Juruá

A SOS Amazônia, em parceria com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), realiza, desde 2012,  no Alto Juruá, Acre, o Projeto ATER Agroecologia. O objetivo é promover a Agricultura Familiar Sustentável.

A iniciativa tem o desafio de trabalhar a produção agroecológica e orgânica nas Unidades de Produção Familiar (UPF) e destacar a necessidade de alternativas que visem a melhoria da produção rural, de olho no uso sustentável dos recursos naturais.

Mais de 40 comunidades são beneficiadas com o projeto, alcançando cerca de 800 famílias, nos municípios de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

Com o esforço e a experiência da equipe técnica da SOS Amazônia, que navega os diversos rios e igarapés da  região, para levar novas alternativas de produção, sem desmatamento, sem uso do fogo e sem veneno, já se registram muitos resultados importantes.

Um exemplo é a propriedade do seu Raimundo Nonato Ferreira, mais conhecido como Leandro, que conta com orgulho que não desmata mais e nem usa veneno em sua área rural. Atualmente, seu Leandro usufrui do seu Sistema Agroflorestal (SAF).

“Já estou colhendo os frutos, tenho mamão papaia, abacate, tangerina, laranja, abacaxi, graviola, cupuaçu, cacau, acerola, banana e a roça. A gente faz a roça sem uso do fogo e eu não uso veneno. Aqueles agricultores que trabalham ainda com queima, além deles estarem agredindo o meio ambiente estão explorando a terra deles. Um agricultor que trabalha lá no Riozinho reclamou que plantava muito longe. Eu perguntei: por que você não traz o roçado para a beira de casa? Ele respondeu:  não, porque a terra de lá não dá. Eu disse: é porque você trabalha de maneira irresponsável, porque para trabalhar de maneira sustentável é preciso você ter consciência do que está fazendo, se eu broco uma terra dessa aí e meto fogo vou tirar todos os nutrientes dela”, explica seu Leandro.

Além da prática de Roçados Sustentáveis, o ATER Agroecologia promove atividades abordando várias temáticas: reaproveitamento de alimentos alternativos, conservação dos recursos naturais, controle sanitário ao redor das casas, igarapés e rios, educação ambiental acerca dos resíduos sólidos, violência doméstica.

Miguel Scarcello, secretário geral da SOS Amazônia, explica que o projeto ATER Agroecologia termina no final de maio. No entanto, há grande possibilidade de estender o prazo por mais seis meses, já que existem atividades que não foram realizadas por conta de atrasos de empenhos financeiros.

“Sem dúvida, é fundamental que essa iniciativa continue apoiando as famílias do Juruá, gerando trabalho e renda, com o uso sustentável dos recursos naturais da região”, destaca Miguel.

Saiba mais sobre o Projeto ATER Agroecologia

Organizações lançam campanha contra o uso de Agrotóxicos

A SOS Amazônia realiza por meio de seus projetos, como o ATER Agroecologia, ações que visam fortalecer a agricultura familiar com foco no uso sustentável dos recursos naturais. Defendemos e promovemos a produção rural sem uso de veneno. E, junto a organizações e pessoas que querem alimentos saudáveis na mesa dos brasileiros, convidamos a sociedade a se mobilizar para barrar o Projeto de Lei 6.922/2002 que facilita uso de agrotóxicos no país.

Para apoiar o movimento contra os agrotóxicos, foi lançada na quinta-feira, 16, a plataforma #ChegaDeAgrotóxicos, uma Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. O objetivo da campanha é sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam, e a partir daí tomar medidas para frear seu uso no Brasil. Além de promover a agroecologia como modelo de produção de alimentos que coloca a vida em primeiro lugar.

Na página é possível ainda acompanhar informações sobre o porquê de apoiar esta ação, como riscos à saúde dos consumidores, contaminação do solo e cursos d’água, reservatórios e aquíferos.

Vem com a gente, assine a Petição #ChegaDeAgrotóxicos

Projetos estimulam o reflorestamento e a segurança alimentar em comunidades rurais

 

 

Mesmo com objetivos específicos diferentes, o ATER Agroecologia, ATES Alto Juruá e o Valores da Amazônia, projetos desenvolvidos pela SOS Amazônia em diversas comunidades dos estados do Acre e Amazonas, têm em comum a busca por uma melhor sinergia entre as comunidades apoiadas e a floresta.

Alguns dos exemplos sustentáveis, que ajuda a melhorar essa relação homem-floresta, é a implantação de viveiros e estufas comunitárias, onde as famílias são capacitadas na prevenção e controle de pragas sem utilizar agrotóxicos. Além disso, ajuda na segurança alimentar e nutricional dessas pessoas.

Da mesma forma, as famílias são apresentadas ao cultivo dos roçados sustentáveis, que consiste no plantio de leguminosas (mucuna-preta / Stizolobium aterrimum  e puerária /phaseoloides), detentoras de grande potencial na recuperação dos solos improdutivos, deixando de lado processos de cultivo que degradam o ambiente, como por exemplo, a broca e o fogo.

“Fico extremamente feliz em ver que os resultados do nosso trabalho só tendem a aumentar e melhorar a vida dessas famílias, pois as crianças e seus pais estão consumindo um alimento saudável, livre de qualquer tipo de agrotóxico, e o mais interessante, estão sendo produzidos por elas mesmas”, destaca Bismark Pinheiro, executivo ambientalista da SOS Amazônia.

Com relação aos roçados sustentáveis, Aligia Alencar, técnica de agroecologia da SOS Amazônia, falou da importância da iniciativa para as comunidades. “O roçado sustentável é uma forma de recuperar áreas que antes tinham sido deixadas de lado por causa da improdutividade. É uma luz no fim do túnel para aquelas famílias que antes tinham desistido de suas áreas e precisavam desmatar novas áreas para fazer plantio”, diz.

 

 

 

ATER Agroecologia desperta a valorização da floresta em comunidades do Juruá

Foto: Artesanato e sabão produzidos nas comunidades beneficiadas com o projeto de ATER Agroecologia; construção de viveiros; separação da mucuna e acompanhamento dos Quelônios do Juruá.

 

Produzir sem agredir

A Amazônia, maior floresta tropical e onde encontramos também a mais vasta biodiversidade do planeta, cada vez mais sofre com a invasão da pecuária ou até mesmo do agronegócio. Esse progresso, travestido de gado e defensivos agrícolas, conhecido por agrotóxico, vem devastando intensamente a floresta.

De acordo com o Imazon, em junho de 2016, o SAD detectou 972 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. Isso representou um aumento de 97% em relação a junho de 2015 quando o desmatamento somou 494 quilômetros quadrados.

Porém, existem projetos como o de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER Agroecologia – uma parceria entre a SOS Amazônia e o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário – MDSA, que busca alternativas para manter de pé essa riqueza em mais de 40 comunidades espalhadas pelos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

Alguns exemplos dessas alternativas são: os Roçados Sustentáveis, que consiste no cultivo de leguminosas (mucuna-preta / Stizolobium aterrimum  e puerária /phaseoloides), detentoras de grande potencial na recuperação dos solos improdutivos, deixando de lado processos de cultivo que degradam o ambiente, como a broca, o desmate e o fogo, além de diminuir consideravelmente a mão de obra; a construção de viveiros comunitários e a proteção dos Quelônios do Juruá.

“O principal objetivo é fazer com que essas famílias utilizem os recursos naturais de forma sustentável, ou seja, reflorestando áreas antes degradadas pelo uso do desmatamento e do fogo. Que passem, acima de tudo, a valorizar a floresta”, destaca Maria Gleiciane Cruz, executiva ambiental da SOS Amazônia.


Iniciado em 2014, o projeto  de ATER Agroecologia trabalha a produção agroecológica e orgânica em Unidades de Produção Familiar – UPF com objetivo de melhorar a produção rural dessas comunidades, de olho no uso sustentável dos recursos naturais, ambientais, sociais e econômico.

 

 

 

 

 

 

 

Projetos com foco na recuperação de áreas degradadas

 

 

Manter a floresta em pé

A SOS Amazônia, por meio de projetos como o Valores da Amazônia, ATES Alto Juruá e ATER Agroecologia, além de promover assessoria técnica florestal de excelência e apoiar iniciativas empreendedoras em comunidades ribeirinhas nos Estados do Acre e Amazonas, busca, acima de tudo, o uso sustentável dos recursos da floresta, mantendo essa importante fonte de vida e riqueza em pé.

Uma das iniciativas que vem transformando o dia dia das famílias são as oficinas de produção de mudas e implantação de viveiros comunitários. Construídos pelos próprios moradores, esses viveiros têm capacidade de gerar 4 mil mudas, possibilitando o reflorestamento de áreas anteriormente destruídas pelo uso de técnicas não sustentáveis, como por exemplo, o desmatamento e o fogo.

O Valores da Amazônia é financiado pelo Fundo Amazônia/BNDES | ATES Alto Juruá pelo Incra | ATER Agroecologia pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário – MDSA.

SOS Amazônia promove cursos de artesanato em comunidades do Juruá

 

 

A parceria entre a SOS Amazônia e o Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA beneficia 800 famílias por meio do projeto ATER Agroecologia em comunidades dos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Rodrigues Alves. Uma das iniciativas é a realização dos cursos de sabão artesanal usando óleos vegetais (açaí, buriti, patuá e cupuaçu) e recicláveis, como por exemplo, óleo de cozinha.

Os cursos têm por objetivos diversificar a produção nas comunidades e capacitar os produtores para o uso correto dos recursos florestais, proporcionando com isso, uma melhoria de vida e renda extra às famílias beneficiadas com o projeto.

Segundo Davi Lemos, técnico em agroecologia da SOS Amazônia, o principal foco das capacitações é fazer com que essas famílias diminuam o descarte de óleo, principalmente o de cozinha, em locais não adequados, causando danos ao meio ambiente e à saúde humana.

Francisco Cavaco Silva, morador da comunidade Praia da Amizade, localizada no município de Rodrigues Alves, reitera que a capacitação gera melhorias para as famílias e para o meio ambiente. “Tudo isso é bom para a nossa comunidade, pois além de trazer uma renda extra com a produção de sabão, aprendemos a utilizar os recursos que a floresta nos dá e a reutilizar o óleo de cozinha que, na maioria das vezes, era jogado fora de maneira errada”, diz.

Oficinas de Artesanato

Com o mesmo objetivo de usar sustentavelmente os recursos da floresta, diversificar a produção das comunidades e proporcionar uma melhoria de vida e de renda para as famílias, a SOS Amazônia, também por meio do ATER Agroecologia, promove oficinas de artesanato para a confecção de cestas, utilizando cipó titica, biojoias (colares, brincos e pulseiras) aproveitando sementes de açaí, jarina, buriti, cocão, entre outros e a decoupagem de garrafas de vidro.

“Buscamos com essas oficinas conscientizar as famílias que é possível usufruir os recursos naturais de forma sustentável e ainda agregar valor a produtos que seriam descartados, como por exemplo, as garrafas de vidro”, destacou Marnilda Souza, técnica florestal da SOS Amazônia.


O ATER Agroecologia tem a finalidade de trabalhar a produção agroecológica e orgânica nas Unidades de Produção Familiar (UPF) e destacar a necessidade de alternativas que visem a melhoria da produção rural, de olho no uso sustentável dos recursos naturais, ambientais, sociais e econômico. Saiba mais

Por Marcio Souza.

 

 

 

 

 

Projeto implanta estufas de hortaliças em comunidades do Juruá

 

#agroecologia

A parceria entre a SOS Amazônia e o Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA vem proporcionando diversas ações na região do Juruá, como por exemplo, a capacitação em Horticultura Orgânica com implementação de Unidades Demostrativas (estufas). Essa iniciativa faz parte do projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER Agroecologia.

O objetivo do projeto é desenvolver a Agricultura Familiar Sustentável na região, trabalhando a produção agroecológica e orgânica nas Unidades de Produção Familiar (UPF), além de destacar a necessidade de alternativas que visem a melhoria da produção rural, de olho no uso sustentável dos recursos naturais, ambientais, sociais e econômicos.

Gleiciane Cruz, coordenadora regional da SOS Amazônia, explica que a iniciativa consolida e amplia exemplos de agroecologia existentes, para a promoção do desenvolvimento local e de seus processos organizativos, considerando as diretrizes da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO).

Dntre as ações podemos citar as visitas técnicas, oficinas, cursos, intercâmbios, dias de campos, sistematização de experiência, acesso às políticas públicas, entre outras.

Mais de 40 comunidades são beneficiadas com o projeto, alcançando cerca de 800 famílias, nos municípios de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. Dentre as comunidades contempladas estão as do rio Juruá Mirim (Prainha I, Bahia, Formigueiro e Vista Alegre); rio Juruá (Carlota, Mujú, Grajaú, Besouro, Praia da Amizade, Pucalpa II e Nova Cintra).

Até agora, oito comunidades já foram beneficiadas com a capacitação e implementação de estufas: Belo Monte e Alto Pentecostes (Mâncio Lima); Oriente e Triunfo (Marechal Thaumaturgo); Simpatia e Carlota (Cruzeiro do Sul); Campo Santana e Dois Portos (Porto Walter).

De acordo com Antônio Pereira Barbosa, da comunidade Carlota, distante 3 horas de barco da zona urbana de Cruzeiro do Sul ( subindo o rio Juruá), a comunidade já era organizada e com o conhecimento técnico, recebido por meio das capacitações, melhorou ainda mais a produção da Carlota, o que é bom para todos, principalmente, para as crianças.

Para Mariana Gomes do Nascimento, também da comunidade Carlota, não existe coisa melhor do que colher o que plantou. “Eu amo plantar, organizar minha produção de forma correta, acredito que esses cursos possam melhorar ainda mais o cultivo na nossa comunidade”, disse.

 

 

 

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