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Assembleia Ambiental das Nações Unidas adota compromissos por um futuro mais sustentável

 No encontro ambiental mais importante do mundo, ministros acordaram um novo modelo para proteger os recursos degradados do planeta

·         Líderes concordaram em enfrentar a crise ambiental por meio de inovações e do consumo e produção sustentáveis

·         Delegados se comprometeram a reduzir de maneira significativa os plásticos descartáveis até 2030

·         A quarta Assembleia Ambiental da ONU aconteceu em uma atmosfera de luto após a queda de avião da Ethiopian Airlines com destino a Nairóbi 

Por Flora Pereira, ONU Meio Ambiente

O Mundo hoje preparou o terreno para uma mudança radical por um futuro mais sustentável, em que a inovação pode ser fomentada para enfrentar os desafios ambientais, o uso de plásticos descartável será significativamente reduzido e o desenvolvimento não irá mais custar tanto para o planeta.

Após cinco dias de conversas na Quarta Assembleia Ambiental das Nações Unidas, em Nairóbi, os ministros de mais de 170 países membros das Nações Unidas entregaram um plano audacioso por mudança, comunicando que o mundo precisa acelerar os movimentos para um novo modelo de desenvolvimento a fim de respeitar a visão estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030.

Preocupados pelas crescentes evidências de que o planeta está cada vez mais poluído, rapidamente se aquecendo e perigosamente esgotado, os ministros prometeram atender os desafios ambientais por meio do avanço de soluções inovadoras e da adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo.

Reafirmamos que a erradicação da pobreza, mudando aquilo que é insustentável, promovendo padrões sustentáveis de consumo e produção e protegendo a gestão dos recursos naturais que são base para o desenvolvimento social e econômico, são os objetivos fundamentais e as exigências essenciais para o desenvolvimento sustentável”, disseram os ministros em sua declaração final.

“Melhoraremos as estratégias de gestão de recursos naturais integrando perspectivas que englobem o ciclo completo da vida e análises que concretizem economias de baixo carbono e eficientes em relação aos seus recursos”.

Mais de 4.700 delegados, incluindo ministros do meio ambiente, cientistas, acadêmicos, líderes empresariais e representantes da sociedade civil estavam presentes na Assembleia: o corpo mais importante de meio ambiente a nível global, cuja decisão definirá a agenda das nações, antevendo a Cúpula de Ação Climática da ONU, em setembro.

O evento também resultou no comprometimento dos ministros em promover sistemas de alimentação encorajando práticas de agricultura resilientes, enfrentar a pobreza por meio da gestão sustentável de recursos naturais, promover o uso e compartilhamento de dados ambientais, e reduzir sensitivamente o uso de plásticos descartáveis.

Nós vamos endereçar o dano causado a nossos ecossistemas pelo uso insustentável de produtos plásticos, promovendo a redução significativa de produtos descartáveis de plástico até 2030, e trabalharemos com o setor privado para encontrar produtos ambientalmente amigáveis e financeiramente acessíveis”, disseram.

Para enfrentar as lacunas de conhecimento, ministros prometeram trabalhar para produzir dados ambientais internacionais comparáveis e ao mesmo tempo aprimorar os sistemas e tecnologias de monitoramento. Eles também expressaram apoio aos esforços da ONU Meio Ambiente para desenvolver uma estratégia global para dados ambientais até 2025.

O mundo está em uma encruzilhada, mas hoje escolhemos o caminho que seguiremos” disse Siim Kiisler, Presidente da Quarta Assembleia Ambiental da ONU e Ministro do Meio Ambiente da Estônia. “Decidimos fazer as coisas diferentemente. Desde reduzir nossa dependência dos plásticos de uso único a colocar a sustentabilidade no seio de todos os desenvolvimentos futuros, transformaremos a maneira que vivemos. Temos as soluções inovadoras que precisamos. Agora temos que adotar políticas que nos permitam suas implementações”.

A Assembleia começou em luto após o acidente de um voo da Ethiopian Airlines de Addis Ababa para Nairóbi, que custou a vida de todas as 157 pessoas a bordo, incluindo funcionários da ONU e outros delegados que estavam viajando para o encontro. Um minuto de silêncio foi realizado para as vítimas na cerimônia de abertura, onde as autoridades também prestaram homenagem ao trabalho de seus colegas.

No final da Assembleia, os delegados adotaram uma série de resoluções não vinculantes, rumo à mudança para um modelo de desenvolvimento diferente. Entre as resoluções, foi reconhecido que uma economia global mais circular, em que os bens podem ser reutilizados ou reaproveitados e mantidos em circulação pelo maior tempo possível, pode contribuir significativamente para o consumo e a produção sustentáveis.

Outras resoluções disseram que os Estados Membros poderiam transformar suas economias por meio de compras públicas sustentáveis ​​e instaram os países a apoiar medidas para lidar com o desperdício de alimentos e para desenvolver e compartilhar as melhores práticas nas áreas de eficiência energética e de segurança para a cadeia de frio.

As resoluções também abordaram o uso de incentivos, incluindo medidas financeiras, para promover o consumo sustentável e acabar com incentivos para consumo e produção insustentáveis, quando apropriado.

Nosso planeta atingiu seus limites e precisamos agir agora. Estamos muito satisfeitos que o mundo tenha respondido, aqui em Nairóbi, com compromissos firmes para construir um futuro em que a sustentabilidade seja o objetivo final em tudo o que fizermos”, afirmou Joyce Msuya, Diretora Executiva Interina da ONU Meio Ambiente.

Se os países cumprirem tudo o que foi acordado aqui e implementar as resoluções acordadas, poderemos dar um grande passo em direção a uma nova ordem mundial, onde não cresceremos mais às custas da natureza, mas veremos as pessoas e o planeta prosperarem juntos.”

Um dos principais focos da Assembleia foi a necessidade de proteger oceanos e ecossistemas frágeis. Os ministros adotaram uma série de resoluções sobre lixo marinho plástico e microplásticos, incluindo o compromisso de estabelecer uma plataforma multissetorial dentro da ONU Meio Ambiente para tomar medidas imediatas para a eliminação a longo prazo de lixo e microplásticos.

Outra resolução instava os Estados-Membros e outros atores a endereçar o problema do lixo marinho por meio da análise do ciclo de vida completo dos produtos e do aumento da eficiência dos recursos.

Durante a cúpula, Antígua e Barbuda, Paraguai e Trinidad e Tobago aderiram à campanha Mares Limpos da ONU Meio Ambiente, elevando para 60 o número de países adeptos da maior aliança mundial de combate à poluição marinha por plásticos, incluindo 20 da América Latina e do Caribe.

A necessidade de agir rapidamente para enfrentar os desafios ambientais existenciais foi ressaltada pela publicação de uma série de relatórios durante a Assembleia.

Entre as mais devastadoras, está uma atualização sobre a mudança do Ártico, que explica que mesmo que o mundo cortasse as emissões em consonância com o Acordo de Paris, as temperaturas do inverno no Ártico subiriam entre 3 a 5 °C em 2050 e 5 a 9 °C até 2080, devastando a região e desencadeando o aumento do nível do mar em todo o mundo.

O relatório ‘Ligações Globais – Um olhar gráfico sobre a mudança do Ártico’ alertou que o rápido derretimento do permafrost poderia acelerar ainda mais a mudança climática e inviabilizar os esforços para cumprir o objetivo de longo prazo do Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura global a 2 °C.

Enquanto isso, o sexto Panorama Global Ambiental, visto como a avaliação mais abrangente e rigorosa do estado do planeta, alertou que milhões de pessoas poderão morrer prematuramente devido a poluição da água e do ar até 2050, a menos que medidas urgentes sejam tomadas.

Produzido por 250 cientistas e especialistas de mais de 70 países, o relatório mostra que o mundo tem a ciência, tecnologia e finanças necessárias para avançar em direção a um caminho de desenvolvimento mais sustentável, mas políticos, empresários e o público devem apoiar e incentivar essa mudança.

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, que participou da cúpula na quinta-feira, disse que uma atitude sobre o uso insustentável de recursos não é mais uma escolha, mas uma necessidade.

Como os Estados-Membros afirmaram durante os debates vibrantes, ao lado da sociedade civil, empresas, comunidade científica e outras partes interessadas, ainda é possível aumentar o nosso bem-estar e, ao mesmo tempo, manter o crescimento econômico por meio de uma mistura inteligente de mitigação do clima, eficiência nos recursos e políticas de proteção da biodiversidade”, disse ela.

Como evidência dos efeitos devastadores da atividade humana sobre a saúde do planeta, um clamor global por ações urgentes está aumentando. Enquanto os delegados se preparavam para deixar Nairóbi na sexta-feira, centenas de milhares de estudantes de cerca de 100 países tomaram as ruas como parte de um movimento de protesto global inspirado na estudante sueca Greta Thunberg.

Durante seu discurso na Assembleia Ambiental da ONU Meio Ambiente, na quinta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que os jovens estavam certos em protestar e que o mundo precisa dessa fúria para impulsionar uma ação mais rápida e mais intensa.

Acreditamos que o que precisamos, dada a situação em que vivemos, são leis reais, regras que são vinculantes e adotadas internacionalmente. Nossa biosfera enfrenta devastação total. A própria humanidade está ameaçada. Não podemos simplesmente responder com alguns princípios que soem bem, sem qualquer impacto real”, afirmou Macron.

O Presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta também disse que o mundo precisava agir imediatamente para enfrentar os níveis recordes de degradação ambiental, insegurança alimentar, pobreza e desemprego.

“As estatísticas globais atuais são bastante preocupantes e as projeções para as gerações futuras são terríveis e exigem ações urgentes de governos, comunidades, empresas e indivíduos”, disse ele.

Boas práticas para coleta e beneficiamento de murmuru

SOS Amazônia publica cartilha sobre coleta e beneficiamento de murmuru.

As cadeias de valor de espécies oleaginosas, como murmuru, buriti, cocão, açaí, patauá, breu, cumaru, tucumã, dentre outras, são operadas por comunidades rurais em vários lugares da Amazônia. São muitos os problemas a serem enfrentados em cada elo das cadeias, necessitando de forte apoio para a superação desses desafios. O objetivo deste material foi relatar as etapas de produção da cadeia do murmuru e como isso se insere no contexto de conservação florestal. [Projeto Valores da Amazônia/Fundo Amazônia]

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Organizações comunitárias participam de workshop sobre gestão e sustentabilidade

Representantes de 16 organizações comunitárias da região do Juruá, Tarauacá e Feijó participaram, nesta quinta-feira, 28, em Rio Branco, de Workshop do projeto Gestão & Sustentabilidade.

A iniciativa, promovida pela SOS Amazônia, governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Acre (PDSA II), teve por objetivo avaliar os resultados e desafios do projeto.

De acordo com Miguel Scarcello, secretário geral da SOS Amazônia, o encontro serviu para analisar todas as atividades realizadas, relembrar cada avanço impulsionado pelos gestores e comunitários.

“Fizemos uma revisão detalhada das atividades no prazo que foram executadas e com isso podemos perceber que conseguimos atingir os objetivos básicos a qual procuramos desde o início. O projeto fortaleceu as cooperativas e associações no aspecto de fazer a gestão da instituição, em cada pessoa entender melhor os seus papéis e de poderem fazer exercícios de planejamento, no processo relacionado a produção não madeireira”, conta.

Com o levantamento das ações desenvolvidas durante um ano de projeto, a programação apresentou os impactos e benefícios alcançados e os desafios futuros para as organizações apoiadas.

“O encontro foi extremamente importante por que depois de tanto trabalho de sensibilização e capacitação em diferentes comunidades, com centenas de beneficiários, esse é um momento para apresentar os resultados e saber quais os pontos positivos que nós conseguimos e onde é que devemos melhorar”, afirma Carlos Edegard, secretário de Meio Ambiente do Acre (Sema).

A presidente da AMURALHA, Nataires Ferreira, falou da oportunidade de trocar experiências e dos avanços que o projeto já proporcionou.

Presidente da Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais Unidas por Liberdade, Humanidade e Amor  – AMURALHA, Nataires Ferreira

“Pela linha do tempo percebemos o que melhoramos, obtendo novos conhecimentos, trocando experiências e também vendo onde precisamos melhorar. Antes nossas atividades eram executas sem planejamento, e por causa disso, tudo dava errado. O projeto chegou e nos ajudou em tudo, a planejar primeiro, ver o tanto que iremos gastar, o que precisa e assim chegar ao sucesso”, explica Nataires.

Bia Saldanha, coordenadora da cadeia produtiva da borracha/Veja Fairtrade, situa a iniciativa como ponto de relevância para corrigir e entender as necessidades, com o propósito de avançar cada vez mais e contribuir com a melhoria da vida no campo.

“A gestão de sustentabilidade dos recursos não madeireiros do Acre é um ponto central do desenvolvimento sustentável dessas comunidades, então eu faço votos que seja proveitoso que a gente consiga cada vez mais aproximar os gestores que estão pensando as políticas públicas daqueles que estão de fato na floresta fazendo as coisas acontecer”, declara.

O evento contou também com a participação do senador do estado do Acre, Jorge Viana. “O desafio de vocês (comunitários) é muito grande, então, tudo isso que está sendo feito é fantástico, com esse trabalho o Acre se torna uma base de esperança para toda a Amazônia”, disse o senador.

Deylon Félix

Cooperativas vão participar de Workshop sobre Gestão e Sustentabilidade

Representantes de 16 organizações comunitárias da região do Juruá, Tarauacá e Feijó vão participar, no dia 28 de junho, em Rio Branco, de Workshop do projeto Gestão & Sustentabilidade.

A iniciativa, promovida pela SOS Amazônia, governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Acre (PDSA II), tem por objetivo de avaliar os resultados e desafios do projeto.

“Os negócios florestais é mais uma estratégia para o desenvolvimento da Região Amazônica e de suas populações tradicionais, que utilizam dos benefícios proporcionados pelas florestas. E avaliar ações do projeto, de forma participativa, é muito importante para o fortalecimento dessa iniciativa na região”, afirma Álisson Maranho, secretário técnico da SOS Amazônia.

PROGRAMAÇÃO

Download (PDF, 2.73MB)

O Projeto Gestão & Sustentabilidade tem por objetivo promover serviços técnicos especializados visando assessorar e capacitar 16 organizações comunitárias que participam de iniciativas de manejo florestal comunitário não madeireiro, com foco na organização social e gestão desses empreendimentos, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre – PDSA II.

Seminário vai debater os resultados e impactos do projeto Valores da Amazônia

SOS Amazônia realiza nos dias 26 e 27 de junho, em Rio Branco, o IV Seminário de avaliação do projeto Valores da Amazônia. Com representantes das nove organizações apoiadas, do Acre e Amazonas, o encontro irá debater os Resultados e Impactos quanto a conservação dos recursos naturais e a geração de renda para comunidades extrativistas da Amazônia.

“Esse seminário busca analisar o quanto cada organização apoiada evoluiu com o projeto e como cada uma vem contribuindo para a conservação da natureza, além de avaliar a melhoria da qualidade de vida das comunidades dos dois estados”, explica Álisson Maranho, secretário técnico da SOS Amazônia.

Na ocasião, será realizada também a primeira comemoração do aniversário de 30 anos da SOS Amazônia.

Quando: 26 e 27 de junho

Horário: 8 – 17h

Onde: Villa Rio Branco Hotel Concept
Rua Cunha Matos, 393
Seis de Agosto, Rio Branco – AC
(na Gameleira)

PROGRAMAÇÃO

Download (PDF, 5.3MB)

[O projeto Valores da Amazônia é uma iniciativa da SOS Amazônia, com apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES. Tem por objetivo disseminar e apoiar iniciativas empreendedoras em nove instituições aglutinadas, com foco na geração de trabalho e renda, e no desenvolvimento sustentável da região. Empreendimentos apoiados: Coopfrutos, Cooperafe, Caet, Shawãdawa Pushuã, Coapex, Cooperar, Amuralha, Coopercintra e Copronat]. Saiba mais aqui.

Conecte-se.

Conecte-se com a Amazônia! Apoie o projeto Faça Florescer. 

É de uma grandeza extraordinária o quanto a Amazônia faz diferença na vida das pessoas, tanto para quem vive nela quanto para quem mora em outras regiões. Um dos exemplos é que “a floresta amazônica bombeia um imenso fluxo de água pelos ares, chamado de rios voadores. Essa umidade enviada para a atmosfera se transforma em chuva, beneficiando outras regiões do Brasil”.

Para retribuir a Amazônia uma pequena parcela dos benefícios que recebemos dela, a SOS Amazônia lançou um desafio às pessoas que querem se unir pela preservação da Amazônia: Reflorestar áreas de nascentes, restabelecendo importantes corredores de biodiversidade, por meio do projeto Faça Florescer.

O Faça Florescer se propõe a construir e manter um viveiro de mudas, por meio de ajuda coletiva, para a restauração florestal de nascentes. Uma ótima oportunidade para gerar conteúdo que motiva a reflexão sobre os problemas na Amazônia.

Cada contribuição voluntária é muito importante para que esse objetivo seja alcançado. Junte-se a nós, doe qualquer valor e torne pública a sua doação, a partir do uso da hashtag #VemReflorestar, #FaçaFlorescer e #sosamazônia nas redes sociais.

Colabore aqui e faça florescer um mundo melhor! 

SOS Amazônia e cooperativas participam da BIOFACH 2018 – Feira Internacional de Alimentos Orgânicos

A SOS Amazônia e cooperativas apoiadas pelo Projeto Valores da Amazônia estão participando da Feira Internacional de Alimentos Orgânicos, realizada em Nuremberg – Alemanha, entre os dias 14 e 17 de fevereiro.

Um dos serviços do Valores, projeto realizado com apoio financeiro do Fundo Amazônia, é possibilitar a participação desses empreendimentos amazônicos em feiras internacionais – Uma boa oportunidade de posicionamento dos produtos de base florestal no mercado internacional.

Produtos expostos pelas cooperativas apoiadas pelo Valores da Amazônia e produtos da Guayapi (parceria feita para exposição dos produtos)

As cooperativas estão expondo produtos de duas cadeias de valor apoiadas pelo projeto: Óleos vegetais (tucumã, andiroba, buriti, patauá, açaí) para uso cosmético e alimentício; copaíba, breu, pau rosa e manteiga de murmuru para uso cosmético; Amêndoas de Cacau Silvestre (alimentício) e manteiga de cacau silvestre (uso cosmético).

“Trata-se de uma grande oportunidade para a Coopfrutos ter acesso ao mercado europeu, é o início de uma nova etapa, ainda estamos nos adequando, mas podemos agregar valor com a certificação dos nossos produtos e todos os envolvidos no processo produtivo podem sair ganhando”, destaca a representante da Coopfrutos, Elizana Araújo.

A Feira tem como uma de suas propostas, promover o uso responsável dos recursos naturais. 2.950 expositores e mais de 50.000 visitantes do setor orgânico nacional e internacional são esperados no BIOFACH 2018.

“Sem dúvida, é a maior feira de orgânico do mundo, com a participação de pessoas e empresas que querem conhecer produtos novos e diferentes, com responsabilidade social e ambiental. É uma oportunidade imensa para divulgar o trabalho que essas cooperativas fazem para gerar renda e manter a floresta em pé, que podem, futuramente, terem seus óleos vegetais e amêndoas de cacau inseridos no mercado europeu, cumprindo todas as exigências que esse mercado requer. Percebemos que há muito interesse das pessoas quando vêm visitar nosso estande, elas querem conhecer mais sobre os óleos, saber como são produzidos, suas finalidades. Então, isso que o projeto Valores está possibilitando a esses empreendimentos, com certeza, pode garantir, no futuro, acordos importantes para a comercialização desses produtos de base florestal”, observa Alisson Maranho, coordenador geral do projeto Valores da Amazônia.

[Foto em destaque mostra representantes da SOS Amazônia, Cooperativas e da Guayapi]

Saiba mais sobre o Valores da Amazônia.

 

SOS Amazônia comemora 29 anos de iniciativas pela proteção da Amazônia

No sábado (30), a SOS Amazônia comemora 29 anos de iniciativas pela proteção da Amazônia. Desde sua criação, a organização desenvolve projetos, propõe e implementa políticas públicas com foco na difusão de modelos e práticas para a conservação da biodiversidade e crescimento da consciência ambiental.

O início de um importante legado pela proteção da Floresta Amazônica

Na década de 1980, houve um grande incentivo ao desmatamento na Amazônia e grandes áreas de florestas foram substituídas por pastagens. Naquela época, o movimento dos seringueiros unia forças para empatar a devastação da Amazônia. O cenário exigia muito apoio e dedicação à luta dos seringueiros para proteger a floresta. Movidos pela resistência dos guardiões da floresta, dia 30 de setembro de 1988, na cidade de Rio Branco, no Acre, professores, estudantes universitários e representantes do movimento social, incluindo o ativista e seringueiro Chico Mendes, criaram a SOS Amazônia, que passou a promover essa causa, tendo como objetivo principal proteger a Floresta Amazônica, apoiando as populações tradicionais.

A instituição atua no estado do Acre e Amazonas, além de áreas fronteiriças, com a participação de, aproximadamente, 5 mil famílias, por meio de sete projetos e duas campanhas. Essa área de atuação se dá, principalmente, em Unidades de Conservação, a exemplo do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá, atribuindo à SOS Amazônia um extenso e importante histórico de iniciativas para manutenção das florestas e melhores condições de vida aos povos que nelas habitam.

Entre os projetos está o Valores da Amazônia, que busca estruturar, fortalecer e integrar as cadeias de produtos florestais não madeireiros (borracha nativa, óleos vegetais e cacau silvestre) –  uma iniciativa que promove a geração de renda e mantém a floresta em pé; o ATER Agroecologia, que visa consolidar e ampliar exemplos de agroecologia existentes, para a promoção do desenvolvimento territorial e de seus processos organizativos; e o ATES Resex Alto Juruá, que promove a melhoria da qualidade de vida das famílias que vivem na Reserva, com foco na conservação dos recursos naturais, envolvendo três eixos fundamentais: organização social, fomento do extrativismo e produção sustentável, e comercialização.

A história da SOS Amazônia se entrelaça pelos caminhos a qual buscou Chico Mendes, que a Floresta em pé tem mais valor, promovendo iniciativas para que as comunidades tenham mais ganhos com o extrativismo, e assim, diminuir a pressão sobre as florestas.

#Melhores ONGs

No ano em que completamos 29 anos de existência, a SOS Amazônia recebeu o título Melhores ONGs do Brasil. O prêmio é uma iniciativa do Instituto Doar, em parceria com a Revista Época, que busca reconhecer boas práticas de gestão e transparência no terceiro setor, além de incentivar a cultura de doação no Brasil. Oferecemos esse prêmio a todos vocês que fazem uma SOS Amazônia melhor, a todos que lutam por um ambiente saudável para as atuais e futuras gerações.

São muitos os desafios existentes para manter a floresta preservada, mas juntos podemos fazer mais ainda pela Amazônia. Gratidão aos parceiros, colaboradores, voluntários e a todas as pessoas que se conectam com a causa ambiental.

JUNTE-SE A NÓS!

Crianças indígenas Shawãdawa |TI Arara do igarapé Humaitá, Acre | Área de atuação do projeto Valores da Amazônia |

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Fotos: Eliz Tessinari

Produtores participam de oficinas de boas práticas da coleta de buriti e açaí

 O projeto Valores da Amazônia, que tem apoio financeiro do Fundo Amazônia, busca há mais de dois anos integrar, estruturar e fortalecer as cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros, como o cacau silvestre, os óleos vegetais e a borracha, em nove instituições do Acre e Amazonas.

Como parte desta iniciativa, foram realizadas entre os dias 11 a 15 nas comunidades Maloca e Pentecoste, em Mâncio Lima, Oficinas de boas práticas da coleta do buriti e açaí.

O açaí e o Buriti, frutos típicos da região norte do Brasil, possuem importância social e econômica que servem como fonte de renda para famílias beneficiárias participantes do projeto, e são espécies que fazem parte da luta de preservação que busca manter a floresta em pé.

Com auxílio dos técnicos da instituição, mais de 50 famílias participaram de atividades experimentais com instruções sobre os cuidados e uso correto dos equipamentos de segurança, manejo e limpeza da área, localização, a forma correta de retirada das espécies e deslocamento.

De acordo com Francisca Lima, técnica em Agroecologia da SOS Amazônia, a produção dessas ações servem como incremento e incentivo na vida dos moradores da região.

“O principal objetivo destas atividades foram capacitar os cooperados e coletores a utilizar as ferramentas de coleta para retirada dos frutos de forma correta sem agredir o ambiente e sem a necessidade de fazer a derrubada das espécies, prática antes realizada por eles,” afirma Francisca.

Além de ser uma das etapas imprescindíveis para o andamento dos trabalhos dentro das cooperativas, a capacitação serviu também como um importante meio para o desenvolvimento das fases que ainda serão realizadas.

“Por meio destas ações foi possível ter uma troca de conhecimentos com as comunidades, além de poder apresentar alternativas quanto ao procedimento correto de coleta baseado na boa gestão dos recursos naturais,” diz Elizana Araujo, engenheira Florestal.

Ao final da oficina, os colaboradores que tiveram explicações sobre a importância destes produtos da sociobiodiversidade e do uso correto de EPI’s, receberam três kits de extração e escalada em cada comunidade, formando grupos de trabalho, além de terem firmados acordos de entrega para a cooperativa.

Por Deylon Félix