Famílias ribeirinhas e os quelônios do juruá: um caso de amor pela biodiversidade

#DiaMundialDoMeioAmbiente – Neste dia, 5 de junho, dedicado a incentivar pessoas do mundo todo a cuidar melhor do recursos naturais, nós temos a honra de homenagear os ribeirinhos que desde 2003, com apoio da SOS Amazônia, protegem voluntariamente desovas de quelônios (tartarugas, tracajás e iaçás) em praias do rio Juruá e afluentes, situadas na região do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá, duas das maiores Unidades de Conservação (UC) do estado do Acre e de grande importância, por serem áreas de alta concentração de diversidade biológica e, ambas, situadas na fronteira com o Peru.

As famílias ribeirinhas desempenham papel fundamental na proteção das praias e no monitoramento da desova, eclosão dos ovos e da soltura dos filhotes, e demonstram muito amor pela causa. As crianças acompanham os pais nessa atividade, o que as aproxima da prática de conservação dessas espécies. Eles registram o número de ninhos, o número de ovos e números de filhotes vivos e soltos nos rios. Essas informações são coletadas, registradas em ficha de campo e repassadas para a SOS Amazônia que analisa e monitora os resultados.

Por outro lado, e muito importante também, são as pessoas e empresas que, mesmo de longe, ajudam esse trabalho acontecer, fazendo doações no nosso site institucional, para que a SOS Amazônia consiga mobilizar mais famílias na proteção de quelônios, entregar kits de proteção das praias, fazer visitas técnicas a cada família, entregar os formulários de registro do nascimento de filhotes, fazer o mapeamento das praias e acompanhar o período de soltura dos filhotes no rio.

Ribeirinhos da Comunidade Carlota na soltura da Tartaruga da Amazônia – Rodrigues Alves-AC,  Foto: Andre Dib

O nosso sentimento por todos vocês é de muita gratidão!  Isso tudo é a prova de que juntos fazemos um mundo melhor. Nosso agradecimento especial também aos técnicos da SOS Amazônia e parceiros institucionais.

Todo nosso reconhecimento por esse serviço ambiental realizado por essas famílias ribeirinhas.

Eliana Castelo – Comunidade Porto Seguro, Marechal Thaumaturgo, Acre | Acervo SOS Amazônia


Aires Andriola – Comunidade Novo Horizonte,  Guajará, Amazonas | Acervo SOS Amazônia

Francisco souza – Comunidade Flora,  Marechal Thaumaturgo | Acervo SOS Amazônia


Seu Pedro – Comunidade Novo Horizonte, Porto Walter | Acervo SOS Amazônia

Francisco Afonso Nunes da Silva, (58), Comunidade Helena, mora na Resex Alto Juruá desde que nasceu. Seu Francisco se diz apaixonado pela atividade de proteger os quelônios. Ele e sua família fazem parte do projeto ‘Quelônios do Juruá: Eu Projeto’ desde seu início, em 2003.

Dona Auricélia Lima Gomes soltando Tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) no Rio Juruá, comunidade Nova Cintra – Rodrigues Alves-AC
Foto: Andre Dib


Monitores voluntários aprendendo a fazer o manejo dos ninhos (Acervo SOS Amazônia)

E você, conte pra gente o que faz para ajudar o planeta. Ou envolva-se agora mesmo numa causa. Há diversas maneiras de você se engajar:

1 – Dedicando tempo e trabalho em uma das nossas campanhas permanentes: proteção da desova de tracajás no rio Juruá e SOS Reciclagem realizando educação ambiental junto a população em Rio Branco (Seja Voluntário)

2 – Dedicando tempo e trabalho para captarmos recursos a serem aplicados nas campanhas e projetos (Fale Conosco);

3 – Doando recursos para serem aplicados nas campanhas e projetos (Doe agora)

4 – Tornando-se associado da SOS Amazônia, com a contribuição mínima de 25 reais mensal (Associe-se)

Você pode nos apoiar também a mobilizar mais mensageiros da floresta!

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Projeto Saúde das Florestas realiza oficina na Reserva Extrativista Chico Mendes

A SOS Amazônia e a Universidade Federal do Acre (UFAC), realizou no último dia 29 de julho na Reserva Extrativista Chico Mendes, Escola União, situada em Xapuri, Acre, a “Oficina Saúde das Florestas – Os comunitários como multiplicadores do conhecimento”.

Com o objetivo de sensibilizar, compartilhar e ampliar os conhecimentos sobre suas florestas, foram desenvolvidas atividades definidas pelos próprios comunitários relativas a problemas enfrentados pela população local.

 “Esta oficina abordou temáticas extremamente relevantes para a comunidade, e trouxe inovação para os jovens atuantes da reserva serem multiplicadores do conhecimento”, diz Fiama Lima, articuladora comunitária do Projeto Saúde das Florestas.

Durante a oficina foram realizados trabalhos em grupo e discussões abertas. Os participantes foram incentivados a fazer contribuições quanto a sua percepção diante de temas relacionados às mudanças ocorridas dentro da Resex nos últimos anos. Assuntos como mudanças climáticas, mau uso do solo, desmatamento, alagações, defaunação, aumento na temperatura e desequilíbrios ambientais foram alguns dos principais problemas citados.

Além disso, os participantes puderam conhecer e compreender ferramentas utilizadas no monitoramento das espécies vegetais, com a finalidade de analisar o estado em que estas se encontram.

De acordo com Raimundo Mendes, um dos moradores mais conhecidos da Reserva Extrativista Chico Mendes – Xapuri, é muito importante que projetos voltados para o cuidado com a floresta existam, a fim de mitigar o avanço negativo de degradações que estão ocorrendo.

Sr. Raimundo Mendes

“Quero dizer que é uma satisfação parabenizar estas iniciativas, pois nos mostra que há uma preocupação muito grande com a Reserva Extrativista. E precisamos que este trabalho seja contínuo dentro da Resex ou o seu futuro será incerto. Somos poucos moradores aqui, mas já assimilamos bem o que foi trabalhado e isto é um ponto positivo” afirma Raimundo Mendes.

A oficina trouxe explicações valiosas para que os comunitários enxerguem a floresta como um organismo vivo, e que necessita de cuidados e atenção por parte daqueles que também dependem dela.


Sobre o Projeto

O Projeto Saúde das Florestas se propõe a aumentar o entendimento sobre a biodiversidade florestal e o estoque de carbono no sudoeste Amazônico.

É resultante de uma parceria entre os professores do PPG em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais (da Ufac), Sabina Cerruto Ribeiro (coordenadora do projeto / Engenharia Florestal), Fernando Augusto Schmidt (Ecologia) e Foster Brown (Parque Zoobotânico), com o professor Stephen Perz e a doutora Galia Selaya da Universidade da Flórida (UF).

Com duração de dois anos, esse projeto conta com a gestão financeira da SOS Amazônia. Grande parte das atividades é desenvolvida na Reserva Extrativista Chico Mendes. A expectativa da equipe é que os resultados do projeto sejam referência para o monitoramento da saúde das florestas no Acre bem como da sua conservação e uso sustentável para o século 21.

Essa iniciativa foi submetida e aprovada em um edital promovido pela U.S. National Academy of Sciences (NAS) em parceria com a United States Agency for International Development (USAID).

Por: Deylon Félix

Começa a funcionar site do Observatório da Governança das Águas

Está em funcionamento desde o dia 10 de julho a página do Observatório da Governança das Águas, um espaço criado para divulgar, discutir e debater temas ligados a gestão das águas no Brasil.

Lançado pelo Núcleo Executivo, o mecanismo contará com a participação das entidades que aderiram a este movimento. E busca seguir uma linha informativa demonstrando os compromissos, funcionamento e ferramenta para acompanhar e monitorar o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.

A SOS Amazônia e mais 84 instituições do norte e sul do país, incluindo universidades, Secretarias de Estado de Meio Ambiente, Comitês de Bacias Hidrográficas, instituições privadas e organizações não-governamentais e órgãos gestores participam deste programa.

Acompanhe o site do Observatório e ajude a divulgar esta iniciativa.

Por Deylon Félix

Lançamento do site Aliança pela restauração na Amazônia

A Aliança pela Restauração na Amazônia, uma iniciativa multi-institucional que tem como foco qualificar e ampliar a escala da restauração florestal na Amazônia brasileira, lançou nesta última terça-feira 11 de julho, as 18 horas, sua plataforma digital.

No site será possível encontrar as ações realizadas por meio deste movimento, suas publicações, atuação e estrutura. A CI-Brasil será responsável por fazer a postagem nesta data e horário em seus meios de comunicação.

Mais de 40 organizações e instituições já se uniram pela restauração na Amazônia. Esta árvore está se multiplicando e vai se espalhar por toda a Amazônia. Conheça esta união tão importante para fortalecer e proteger a maior floresta tropical do mundo. A SOS Amazônia faz parte desta ação e acredita que juntos podemos fazer a diferença. #PrecisamosdaNatureza

Acompanhe o site da Aliança pela Restauração na Amazônia.

Por Deylon Félix

Produtores são beneficiados com oficinas e kits para coleta e extração do Açaí

Produtores Agroextrativista vem ganhando cada vez mais incentivos do projeto Valores da Amazônia. Com ações que buscam fortalecer, estruturar e capacitar comunidades e associações na produção extrativista, moradores do município de Cruzeiro do Sul recebem kits e participam de oficinas de boas práticas da coleta e extração do açaí.

Com participantes do Polo Agroflorestal e Comunidade Maloca, ligados à Cooperativa de Mâncio Lima, 16 agricultores foram instruídos a técnicas adequadas e sustentável para a retirada do açaí, visando a segurança do coletor, a troca de experiências, além da qualidade final do produto.

“Essa ação têm sido de grande contribuição para o desenvolvimento das atividades extrativistas, isso agrega valores e permite um aumento de renda para o coletor e para a cooperativa que pode vender um produto com mais qualidade,” afirma Thayna Sousa, engenheira florestal da SOS Amazônia.

Além desta prática, foram entregues à cooperativa Coopfrutos, 50 kits para a extração do açaí, sendo 25 de escalada e 25 de coleta de frutos.

“Entendemos que fortalecer a base é fundamental para manter forte os grupos de agroextrativistas. Esse é uma exercício que propõe melhoria na forma de manejo das espécies, com foco no açaí, que durante muito tempo foi utilizado um método destrutivo da planta. Além disso, levar técnicas de coleta com maior segurança e evidenciar a importância do uso de Equipamentos de Proteção Individual, faz parte do nosso objetivo com as comunidades,” explica Álisson Maranho, coordenador do projeto Valores da amazônia.

Conteúdo entregue:

Kit de Segurança de Escalada: 1 capacete; 20 metros de corda estática de 10,5 mm; 1 mosquetão de aço oval trava rosca; 1 par de luva; 1 descensor; 1 cadeirinha big wall; 1 talabarte em cordão com regulador, 1 par de botas e 1 par de espora.

Kit de Coleta: 1 par de luva de tecido com borracha; 1 capacete de segurança; 1 terçado de 20”; 1 balde preto com alça plástica; 32 sacos de fibras, 1 par de bota 7 léguas 1 lona 10 m x 3 m

Essas atividades relacionados às cadeias de valor de produtos da sociobiodiversidade fazem parte do projeto Valores, realizado pela SOS Amazônia e com apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES, que busca disseminar a produção econômica e sustentável que mantenham a floresta em pé nos estados do Acre e Amazonas.

Saiba mais sobre o projeto Valores da Amazônia

Por: Deylon Félix


 

Observatório do Clima lança carta pedindo proteção ambiental e dos direitos dos povos tradicionais

Observatório do Clima, reunido em assembleia em Atalanta (SC), lançou na noite de quarta-feira (12) uma carta em protesto contra o ataque coordenado pelo Congresso Nacional e pelo governo de Michel Temer à proteção ambiental e aos direitos dos povos tradicionais.

O documento lista a série de retrocessos promovidos pelo governo e por seus aliados parlamentares nos últimos meses, no que talvez seja a maior ofensiva antiambiental desde a Constituição de 1988. E alerta que o movimento põe em risco as metas climáticas do país, além da segurança de toda a sociedade.

“Após avanços significativos na redução da taxa de desmatamento e na demarcação de terras indígenas e criação de unidades de conservação na década passada – mantendo ao mesmo tempo forte crescimento econômico, safras recorde e geração de empregos –, o Brasil parece retroceder à década de 1980, quando era um pária internacional devido à destruição acelerada de seu patrimônio natural e à violência no campo”.

Entre as vítimas estão as unidades de conservação – comissões especiais do Congresso reduziram a proteção de 1,1 milhão de hectares em apenas dois dias, votando propostas enviadas pelo próprio Palácio do Planalto na forma de Medidas Provisórias; as terras indígenas, com a nomeação de Osmar Serraglio (PMDB-PR), um radical da bancada ruralista, para o cargo de ministro da Justiça; as terras públicas, com a proposta da MP 759; e o licenciamento ambiental.

Clique Aqui para ler a carta na íntegra.

Por Deylon Félix

Famílias agricultoras são beneficiadas com Sistemas Agroflorestais

Como parte das ações do projeto Valores da Amazônia, realizado pela SOS Amazônia e com apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES, várias famílias estão sendo beneficiadas pela adoção de Sistemas Agroflorestais (SAFs).

Com objetivo de implantar, desenvolver e melhorar as condições de vida dos produtores rurais pelo uso de modelo viável de produção alternativa e sustentável, foram entregues em Juruá, nas comunidades do Polo Agroflorestal, Bahia, Alto Pentecoste, Maloca e no Ramal do Batuque, diversos Kits de SAFS.

De acordo com informações da Técnica em Agroecologia, Francisca Lima, foram iniciadas nessas localidades e já em fase de conclusão, 19 áreas produtivas e com a previsão de mais duas até abril. Além da entrega de 2089 mudas, entre nativas e frutíferas (cacau, açaí, buriti, patoá, ingá, andiroba e cupuaçu).

“Além de visitas técnicas para orientação do controle e prevenção de pragas e doenças, e capacitações para as famílias beneficiárias, temos a missão de acompanhar todo o desenvolvimento e gestão da cooperativa de forma a garantir um bom crescimento desses produtos, gerando emprego e renda às famílias cooperadas e coletoras, ” afirma.

Comunitários já usufruem dos resultados dessas atividades. No município de Rodrigues Alves, por exemplo, foi constatado juntos as cooperativas Coopercintra e Amuralha, o avanço de áreas consideradas como locais de referência para outras comunidades.

“A implantação de SAFs em muitas dessas comunidades já estão 90% concluídas, e em outras áreas já é possível encontrar o dobro do que foi estipulado. Na amuralha, por exemplo, na propriedade da Dona Alzirete foi encontrado áreas com 80 plantas jovens de cacau, 10 de laranjas, 50 de bananas e 06 de Mogno. Esta beneficiária pretende ainda produzir 200 mudas de açaí, 105 de seringueira e 50 de cupuaçu, e implantará mais 30 mudas de banana e 20 de cacau, ” informa o Técnico Florestal, Renato Pereira.

Thauanna Xavier, Executiva Ambientalista da SOS Amazônia, explica que essas atividades foram realizadas em parceria com o projeto ATER Agroecologia.

“Houve uma colaboração do projeto ATER na realização dessas atividades, onde, além dos técnicos ajudarem na produção e distribuição de mudas, construção e limpeza dos viveiros e implantação dos SAFs, participamos também da realização de um torneiro de futebol, na qual a inscrição era a doação de mudas,” esclarece a Engenheira Florestal.

Por: Deylon Félix

Projeto Ater Agroecologia realiza atividades no Vale do Juruá

A SOS Amazônia, por meio do projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER Agroecologia), que tem apoio financeiro da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), realizou várias atividades em comunidades ao longo do Rio Juruá.

Técnicos e famílias beneficiárias estiveram envolvidos durante todo o mês de janeiro e início de fevereiro em ações de desenvolvimento social e ambiental, que vão desde cursos de alimentação alternativa à soltura de tracajás.

Confira as atividades

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Curso de Alimentação Alternativa

Curso de Capacitação em Reaproveitamento de Alimentos Alternativos

Com o intuito de levar estratégias que evitam o desperdício de alimentos, foi realizado, durante os dias 18 e 19 de Janeiro, na comunidade Cachoeira do Açaí, curso de alimentação alternativa, onde mais de 15 receitas com técnicas de reaproveitamento foram feitas.

Utilizando alimentos como a casca da banana, folhas de assa-peixe, casca de melancia, jerimum, entre outras opções, o curso dimensionou também aos participantes a riqueza dos alimentos alternativos, levando uma maior conscientização sobre o desperdício, produtos vitais para a saúde, a diversidade de proteínas e nutrientes presentes nos vegetais, verduras e frutas, além de dicas de higienização e riscos de uma ingestão abusiva.

Com carga horária de 16 horas, estiveram presentes técnicos da SOS Amazônia  e 16 produtores rurais, destes, nove mulheres.

Curso de Capacitação sobre Roçado Sustentável

Roçados Sustentáveis

Curso Roçados Sustentáveis

Com duração de 16 horas, foi produzido na comunidade Prainha I, nos dias 21 e 22 de Janeiro, curso de Capacitação sobre Roçado Sustentável.

Com ênfase na produção agroecológica a técnicas produtivas e ambientais, foi apresentado aos produtores os impactos causados pela agricultura convencional, que tem por principal efeito o desmatamento, além de consequências como a diminuição da fauna e flora local, o aumento da camada de erosão no solo, assoreamento dos rios e perda da fertilidade natural dos solos devido ao deslocamento de matéria orgânica.

Encorajando os produtores a seguirem uma nova forma de produção, foi passado também à importância da adubação verde para pequena propriedade familiar. Esta prática que acontece ao adicionar plantas da família das leguminosas nos solos, com intenção de enriquecê-los com nutrientes, funciona como uma excelente alternativa de recuperação de áreas improdutivas.

Reunião Temática voltada para questão social com o tema: Violência Doméstica

Reunião Temática: Violência Doméstica

Reunião Temática: Violência Doméstica

Sobre a temática violência doméstica, aconteceram nos dias 17 de Janeiro, na comunidade Cachoeira do Açaí, e 1 de Fevereiro, na comunidade Vista Alegre, reuniões para debater  este problema.

 Com a participação de mais de 20 produtores, sendo 11 na primeira comunidade e 10 na segunda, o encontro procurou capacitar e sensibilizar sobre as principais formas de violência contra as mulheres e retratação de como as mulheres eram vistas na sociedade e Legislação.

Durante a reunião social foi enfatizado aos produtores sobre as cinco formas de manifestação da Violência Doméstica e intrafamiliar, consideradas, segundo a Lei Maria da Penha como: Violência Psicológica, Violência Física, Violência Moral, Violência Patrimonial e Violência Sexual.

Para ressaltar o tema, foi feito uma atividade de encenação teatral retratando as formas de violências sofridas pelas mulheres.

Reunião Temática de Educação Ambiental

Vinte e quatro produtores rurais participaram da reunião temática sobre Educação Ambiental que aconteceu na comunidade Prainha, em Cruzeiro do Sul. Com o propósito de capacitar os participantes sobre preservação ambiental e conservação dos recursos naturais, técnicos da SOS Amazônia realizaram atividades práticas voltadas a este contexto. Foram passados aspectos técnicos para uma vida mais saudável, o controle sanitário ao redor das casas e igarapés e um torneio de futebol, na qual a inscrição era feita  por meio da coleta dos resíduos ao redor do campo e recolhimento de pilhas usadas.

Saiba mais sobre o Projeto ATER Agroecologia

Por: Deylon Félix

Monitores comunitários recebem capacitação para analisar dados de parcelas permanentes na Resex Chico Mendes

A SOS Amazônia e a Universidade Federal do Acre (Ufac), realizou em dezembro, por meio do projeto de capacitação para o monitoramento participativo de florestas em mudanças em áreas de uso sustentável no sudoeste da Amazônia Brasileira, a sexta oficina de capacitação de monitores para aplicação do Protocolo da Rede Amazônica de Inventários Florestais – Rainfor.

Destinada aos comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, a oficina teve por objetivo analisar dados das parcelas permanentes instalados na Resex. Durante o encontro, os comunitários realizaram a análise dos dados que foram coletados ainda no curso anterior e instalaram parcelas de acordo com o protocolo Rainfor, na comunidade Cumarú, município de Assis Brasil.

Os participantes foram instruídos sobre manipulação e aplicações de planilhas eletrônicas na atualidade, organização de dados, e elaboração de gráficos. Fizeram ainda digitação e controle de qualidade dos dados coletados, verificando se houve erro durante todo o processo.

Após a análise das informações, foi iniciado o processo de manipulação com rotinas básicas de planilhas eletrônicas e em seguida, elaborado gráficos e tabelas, que são ferramentas para ilustrar os resultados, amplamente utilizadas para gerar discussões sobre o tema em questão. Com estas práticas, houve uma apresentação e debate das respostas encontradas, como por exemplo, a influência negativa do bambu sobre a floresta do leste do Acre.

“Essa forma de treinamento que possui ajuda de conhecimentos científicos é importantíssima, pois possibilita aos comunitários a oportunidade de uso de tecnologias que normalmente são utilizadas por alunos de graduação ou pós-graduação”, explica o assistente de pesquisa do projeto, Richarlly Costa.

Participaram da atividade a coordenadora Sabina Ribeiro, o assistente de pesquisa Richarlly Costa, a articuladora comunitária Fiama Lima, o pesquisador e colaborador Foster Brown, e as estudantes de pós-graduação Natália Vicente e Gabriela Souza.


Sobre o Projeto

O projeto Capacitação para o monitoramento participativo de florestas em mudanças em áreas de uso sustentável no sudoeste da Amazônia Brasileira se propõe a aumentar o entendimento sobre a biodiversidade florestal e o estoque de carbono no sudoeste Amazônico.

É resultante de uma parceria entre os professores do PPG em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais (da Ufac), Sabina Cerruto Ribeiro (coordenadora do projeto / Engenharia Florestal), Fernando Augusto Schmidt (Ecologia) e Foster Brown (Parque Zoobotânico), com o professor Stephen Perz e a doutora Galia Selaya da Universidade da Flórida (UF).

Com duração de dois anos, esse projeto conta com a gestão financeira da SOS Amazônia. Grande parte das atividades é desenvolvida na Reserva Extrativista Chico Mendes. A expectativa da equipe é que os resultados do projeto sejam referência para o monitoramento da saúde das florestas no Acre bem como da sua conservação e uso sustentável para o século 21.

Essa iniciativa foi submetida e aprovada em um edital promovido pela U.S. National Academy of Sciences (NAS) em parceria com a United States Agency for International Development (USAID).

Por: Deylon Félix

Projeto ATER Agroecologia apresenta ações 2016 e desafios para este ano

Realizado pela SOS Amazônia, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário – MDSA, o projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural que promove a agricultura Familiar sustentável, encerrou 2016 reconhecendo as ações que mais tiveram destaques ao longo do ano.

Com o objetivo de capacitar e melhorar a vida dos produtores rurais levando alternativas com a produção agroecológica e orgânica, mantendo a floresta em pé, o ATER Agroecologia realizou nas Unidades de Produção Familiar (UPF) cursos sobre Roçados Sustentáveis, boas práticas de Manejo na produção de Banana e de reaproveitamento de alimentos e de óleo comestível e vegetal para a Fabricação do Sabão Caseiro, além de Oficinas de artesanatos.

De acordo com Maria Gleiciane cruz, coordenadora do ATER Agroecologia, foram realizadas, aproximadamente, 155 visitas técnicas nas UPFs dos municípios de Rodrigues Alves, Porto Walter, Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul.

“Durante o ano de 2016 trabalhamos com a implantação de mais de 30 unidades demonstrativas de Roçados Sustentáveis nas comunidades de Porto Walter e nas comunidades de Rodrigues Alves e contamos com a previsão de mais 20 unidades para este ano de 2017”, afirma a coordenadora.

A coordenadora informa ainda que foram desenvolvidas com as famílias beneficiárias práticas no controle da broca da bananeira e de pragas nas hortaliças e feijão, como também a conscientização ambiental sobre os resíduos sólidos e organização social.

O ATER busca sempre fortalecer a sua atuação junto às comunidades. Em 2017, por exemplo, irá promover diversas atividades individuais e coletivas, que vão além de cursos sobre PNAE e PAA, como a criação de abelhas sem ferrão, oficinas de Sistemas Agroflorestais (SAFs), palestras sobre educação ambiental, assistência social, feiras e visitas nas UPFs.

A técnica em Agroecologia, Francisca de Souza Lima, fala sobre suas expectativas para 2017 referentes ao projeto.

“Espero que 2017 seja cheio de novas conquistas, que consigamos nos doar mais para que mais resultados surjam, que mais famílias sejam envolvidas e capacitadas. E também buscar fortalecer a consciência ambiental, com maior envolvimento das crianças e da juventude nas atividades desenvolvidas nas comunidades,” explica.

Saiba mais sobre o Projeto ATER Agroecologia. 

Por: Deylon Félix