EDITAL DE CONVOCAÇÃO | ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

A Associação SOS AMAZÔNIA, entidade ambientalista, sem fins lucrativos, com sede a Rua Pará, 61, bairro Habitasa – CEP: 69.905-082, inscrita no CNPJ/MF sob nº 14.364.434/0001-85, Rio Branco, Acre, credenciada junto ao Ministério da Justiça como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, representada neste Edital pela Secretaria Executiva, convoca aos seus afiliados e a população em geral para a realização da ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, para apreciar as contas dos administradores relativas ao ano anterior e aprovar os planos e programas e outros assuntos, a ser realizada dia 11 de abril de 2019, às 12h, na sede da ASSOCIAÇÃO SOS AMAZÔNIA.

[Edital ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA]

Rio Branco, Acre –01 de abril de 2019

Assembleia Ambiental das Nações Unidas adota compromissos por um futuro mais sustentável

 No encontro ambiental mais importante do mundo, ministros acordaram um novo modelo para proteger os recursos degradados do planeta

·         Líderes concordaram em enfrentar a crise ambiental por meio de inovações e do consumo e produção sustentáveis

·         Delegados se comprometeram a reduzir de maneira significativa os plásticos descartáveis até 2030

·         A quarta Assembleia Ambiental da ONU aconteceu em uma atmosfera de luto após a queda de avião da Ethiopian Airlines com destino a Nairóbi 

Por Flora Pereira, ONU Meio Ambiente

O Mundo hoje preparou o terreno para uma mudança radical por um futuro mais sustentável, em que a inovação pode ser fomentada para enfrentar os desafios ambientais, o uso de plásticos descartável será significativamente reduzido e o desenvolvimento não irá mais custar tanto para o planeta.

Após cinco dias de conversas na Quarta Assembleia Ambiental das Nações Unidas, em Nairóbi, os ministros de mais de 170 países membros das Nações Unidas entregaram um plano audacioso por mudança, comunicando que o mundo precisa acelerar os movimentos para um novo modelo de desenvolvimento a fim de respeitar a visão estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030.

Preocupados pelas crescentes evidências de que o planeta está cada vez mais poluído, rapidamente se aquecendo e perigosamente esgotado, os ministros prometeram atender os desafios ambientais por meio do avanço de soluções inovadoras e da adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo.

Reafirmamos que a erradicação da pobreza, mudando aquilo que é insustentável, promovendo padrões sustentáveis de consumo e produção e protegendo a gestão dos recursos naturais que são base para o desenvolvimento social e econômico, são os objetivos fundamentais e as exigências essenciais para o desenvolvimento sustentável”, disseram os ministros em sua declaração final.

“Melhoraremos as estratégias de gestão de recursos naturais integrando perspectivas que englobem o ciclo completo da vida e análises que concretizem economias de baixo carbono e eficientes em relação aos seus recursos”.

Mais de 4.700 delegados, incluindo ministros do meio ambiente, cientistas, acadêmicos, líderes empresariais e representantes da sociedade civil estavam presentes na Assembleia: o corpo mais importante de meio ambiente a nível global, cuja decisão definirá a agenda das nações, antevendo a Cúpula de Ação Climática da ONU, em setembro.

O evento também resultou no comprometimento dos ministros em promover sistemas de alimentação encorajando práticas de agricultura resilientes, enfrentar a pobreza por meio da gestão sustentável de recursos naturais, promover o uso e compartilhamento de dados ambientais, e reduzir sensitivamente o uso de plásticos descartáveis.

Nós vamos endereçar o dano causado a nossos ecossistemas pelo uso insustentável de produtos plásticos, promovendo a redução significativa de produtos descartáveis de plástico até 2030, e trabalharemos com o setor privado para encontrar produtos ambientalmente amigáveis e financeiramente acessíveis”, disseram.

Para enfrentar as lacunas de conhecimento, ministros prometeram trabalhar para produzir dados ambientais internacionais comparáveis e ao mesmo tempo aprimorar os sistemas e tecnologias de monitoramento. Eles também expressaram apoio aos esforços da ONU Meio Ambiente para desenvolver uma estratégia global para dados ambientais até 2025.

O mundo está em uma encruzilhada, mas hoje escolhemos o caminho que seguiremos” disse Siim Kiisler, Presidente da Quarta Assembleia Ambiental da ONU e Ministro do Meio Ambiente da Estônia. “Decidimos fazer as coisas diferentemente. Desde reduzir nossa dependência dos plásticos de uso único a colocar a sustentabilidade no seio de todos os desenvolvimentos futuros, transformaremos a maneira que vivemos. Temos as soluções inovadoras que precisamos. Agora temos que adotar políticas que nos permitam suas implementações”.

A Assembleia começou em luto após o acidente de um voo da Ethiopian Airlines de Addis Ababa para Nairóbi, que custou a vida de todas as 157 pessoas a bordo, incluindo funcionários da ONU e outros delegados que estavam viajando para o encontro. Um minuto de silêncio foi realizado para as vítimas na cerimônia de abertura, onde as autoridades também prestaram homenagem ao trabalho de seus colegas.

No final da Assembleia, os delegados adotaram uma série de resoluções não vinculantes, rumo à mudança para um modelo de desenvolvimento diferente. Entre as resoluções, foi reconhecido que uma economia global mais circular, em que os bens podem ser reutilizados ou reaproveitados e mantidos em circulação pelo maior tempo possível, pode contribuir significativamente para o consumo e a produção sustentáveis.

Outras resoluções disseram que os Estados Membros poderiam transformar suas economias por meio de compras públicas sustentáveis ​​e instaram os países a apoiar medidas para lidar com o desperdício de alimentos e para desenvolver e compartilhar as melhores práticas nas áreas de eficiência energética e de segurança para a cadeia de frio.

As resoluções também abordaram o uso de incentivos, incluindo medidas financeiras, para promover o consumo sustentável e acabar com incentivos para consumo e produção insustentáveis, quando apropriado.

Nosso planeta atingiu seus limites e precisamos agir agora. Estamos muito satisfeitos que o mundo tenha respondido, aqui em Nairóbi, com compromissos firmes para construir um futuro em que a sustentabilidade seja o objetivo final em tudo o que fizermos”, afirmou Joyce Msuya, Diretora Executiva Interina da ONU Meio Ambiente.

Se os países cumprirem tudo o que foi acordado aqui e implementar as resoluções acordadas, poderemos dar um grande passo em direção a uma nova ordem mundial, onde não cresceremos mais às custas da natureza, mas veremos as pessoas e o planeta prosperarem juntos.”

Um dos principais focos da Assembleia foi a necessidade de proteger oceanos e ecossistemas frágeis. Os ministros adotaram uma série de resoluções sobre lixo marinho plástico e microplásticos, incluindo o compromisso de estabelecer uma plataforma multissetorial dentro da ONU Meio Ambiente para tomar medidas imediatas para a eliminação a longo prazo de lixo e microplásticos.

Outra resolução instava os Estados-Membros e outros atores a endereçar o problema do lixo marinho por meio da análise do ciclo de vida completo dos produtos e do aumento da eficiência dos recursos.

Durante a cúpula, Antígua e Barbuda, Paraguai e Trinidad e Tobago aderiram à campanha Mares Limpos da ONU Meio Ambiente, elevando para 60 o número de países adeptos da maior aliança mundial de combate à poluição marinha por plásticos, incluindo 20 da América Latina e do Caribe.

A necessidade de agir rapidamente para enfrentar os desafios ambientais existenciais foi ressaltada pela publicação de uma série de relatórios durante a Assembleia.

Entre as mais devastadoras, está uma atualização sobre a mudança do Ártico, que explica que mesmo que o mundo cortasse as emissões em consonância com o Acordo de Paris, as temperaturas do inverno no Ártico subiriam entre 3 a 5 °C em 2050 e 5 a 9 °C até 2080, devastando a região e desencadeando o aumento do nível do mar em todo o mundo.

O relatório ‘Ligações Globais – Um olhar gráfico sobre a mudança do Ártico’ alertou que o rápido derretimento do permafrost poderia acelerar ainda mais a mudança climática e inviabilizar os esforços para cumprir o objetivo de longo prazo do Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura global a 2 °C.

Enquanto isso, o sexto Panorama Global Ambiental, visto como a avaliação mais abrangente e rigorosa do estado do planeta, alertou que milhões de pessoas poderão morrer prematuramente devido a poluição da água e do ar até 2050, a menos que medidas urgentes sejam tomadas.

Produzido por 250 cientistas e especialistas de mais de 70 países, o relatório mostra que o mundo tem a ciência, tecnologia e finanças necessárias para avançar em direção a um caminho de desenvolvimento mais sustentável, mas políticos, empresários e o público devem apoiar e incentivar essa mudança.

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, que participou da cúpula na quinta-feira, disse que uma atitude sobre o uso insustentável de recursos não é mais uma escolha, mas uma necessidade.

Como os Estados-Membros afirmaram durante os debates vibrantes, ao lado da sociedade civil, empresas, comunidade científica e outras partes interessadas, ainda é possível aumentar o nosso bem-estar e, ao mesmo tempo, manter o crescimento econômico por meio de uma mistura inteligente de mitigação do clima, eficiência nos recursos e políticas de proteção da biodiversidade”, disse ela.

Como evidência dos efeitos devastadores da atividade humana sobre a saúde do planeta, um clamor global por ações urgentes está aumentando. Enquanto os delegados se preparavam para deixar Nairóbi na sexta-feira, centenas de milhares de estudantes de cerca de 100 países tomaram as ruas como parte de um movimento de protesto global inspirado na estudante sueca Greta Thunberg.

Durante seu discurso na Assembleia Ambiental da ONU Meio Ambiente, na quinta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que os jovens estavam certos em protestar e que o mundo precisa dessa fúria para impulsionar uma ação mais rápida e mais intensa.

Acreditamos que o que precisamos, dada a situação em que vivemos, são leis reais, regras que são vinculantes e adotadas internacionalmente. Nossa biosfera enfrenta devastação total. A própria humanidade está ameaçada. Não podemos simplesmente responder com alguns princípios que soem bem, sem qualquer impacto real”, afirmou Macron.

O Presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta também disse que o mundo precisava agir imediatamente para enfrentar os níveis recordes de degradação ambiental, insegurança alimentar, pobreza e desemprego.

“As estatísticas globais atuais são bastante preocupantes e as projeções para as gerações futuras são terríveis e exigem ações urgentes de governos, comunidades, empresas e indivíduos”, disse ele.

As crianças tomam conta do mundo

ELIANE BRUM
27 FEV 2019

Num planeta governado por adultos infantilizados como Trump e Bolsonaro, meninas de diferentes países lideram uma rebelião pelo clima e marcam uma greve global de estudantes para 15 de março

A luta contra o aquecimento global é hoje liderada por garotas de vários países do mundo. Estudantes secundaristas, a maioria. Mulheres muito jovens, carregando um novo espírito do tempo no mundo sem tempo, em que só há 12 anos para tentar impedir que o planeta aqueça mais do que 1,5 graus Celsius e o futuro logo ali seja uma vida muito ruim para todos, impossível para os mais pobres e os mais frágeis. Jovens mulheres com muito pânico porque os pais e avós ferraram o planeta em que vão viver e se comportam como gente mimada e egoísta que faz apenas o que quer sem se preocupar com as consequências nem mesmo para seus próprios filhos e netos. Uma parcela da espécie humana chegou a um nível de individualismo que nem mesmo protege a prole naquilo que é fundamental – e o presente se torna absoluto. De repente os mais jovens perceberam que a sobrevivência está comprovadamente ameaçada e os governantes estão brincando no Twitter.

Esse movimento de crianças e adolescentes é movido pela compreensão dos muito jovens de que os adultos não são adultos. É o que eles têm dito. “Como nossos líderes comportam-se como crianças, nós teremos que assumir a responsabilidade que eles deveriam ter assumido há muito tempo atrás”, afirmou a sueca Greta Thunberg em dezembro, durante a Cúpula do Clima, realizada na Polônia.

Ela tinha apenas 15 anos, em agosto de 2018, quando decidiu fazer um boicote às aulas todas as sextas-feiras e se postar diante do parlamento, em Estocolmo, para dar o seguinte recado: “Estou fazendo isso porque vocês, adultos, estão cagando para o meu futuro”. Desde então, Greta, uma menina de rosto redondo em que as tranças escoltam as bochechas, tornou-se uma referência internacional na luta contra o aquecimento global e tem inspirado movimentos de estudantes em vários países. Em 15 de março, planejam realizar uma greve global pelo clima.

A novíssima geração de humanos teve a extrema má sorte de nascer num momento histórico em que os pais não conseguem lidar com a questão do tempo. Os adultos atuais cresceram bombardeados pelo imperativo do consumo que prometia prazer imediato, reiniciado a cada ato de compra, num looping infinito. O tempo passou a ser um presente estendido. Tudo o que existe é o agora do qual é preciso arrancar o máximo. É este o mundo em que cidadãos foram convertidos em consumidores. É este o funcionamento dos adultos atuais num momento histórico em que o aquecimento global, comprovadamente causado por ação humana, se não for barrado, mudará a face do planeta.

Os adultos se revelam incapazes de enfrentar uma ideia de futuro que não seja determinada por renovações do ato de consumo

Quando os mais respeitados cientistas do clima alertam que há pouco mais de uma década para evitar que a Terra se torne um planeta hostil para a nossa espécie, que é preciso mudar os padrões de consumo já e, principalmente, pressionar os líderes para tomar as medidas mais do que urgentes, a reação parece ser a de seguir mantendo o presente ativo, incapazes de enfrentar uma ideia de futuro que não seja determinada por renovações do ato de consumo no pacto capitalista do presente contínuo.

Os muito jovens perceberam que a época em que as crianças fazem só o que querem por conta de pais com problemas para educar e dar limites começa a dar lugar a época em que as crianças percebem que os pais fazem só o que eles querem porque são incapazes de aceitar que seja necessário ter limites. Mesmo limites bem pequenos, como, por exemplo, reduzir o consumo de carne a apenas uma vez por semana, já que a pecuária é uma das principais causas do aquecimento global. Ou deixar o carro em casa e usar transporte público ou bicicletas. Ou reciclar as roupas. Há quem tenha preguiça até mesmo de se responsabilizar pelo lixo que produz.

“Todos acreditam que podemos resolver a crise (climática) sem esforço nem sacrifício”, diz Greta Thunberg

“Todos acreditam que podemos resolver a crise (climática) sem esforço nem sacrifício”, escreveu Greta Thunberg em um de seus artigos. Hoje com 16 anos, ela demonstra a lucidez que falta na maior parte dos líderes mundiais. Este é um ponto importante do movimento dos estudantes pelo clima. Apesar de apontar a dificuldade dos adultos para mudar a vida cotidiana, assim como suas escolhas e a relação fundamental com o tempo, as crianças e adolescentes sabem que esta transformação não pode ser reduzida apenas a decisão de cada indivíduo. Os estudantes têm concentrado sua pressão sobre as autoridades públicas de cada país. São essas as lideranças que têm poder para barrar as grandes corporações, taxar os poluidores, determinar políticas capazes de interromper a escalada de destruição.

Não faltam estudos mostrando o que é preciso ser feito para evitar que o aquecimento global ultrapasse o 1,5 graus Celsius, condenando centenas de milhões de pessoas à fome e à miséria e varrendo do planeta maravilhas vivas como os corais. O que falta é fazer o que precisa ser feito, assim como cumprir os acordos já existentes. Se os avanços em escala global já eram difíceis antes, a recente ascensão de líderes de extrema direita em países estratégicos, como Donald Trump e Jair Bolsonaro, tornaram a situação desesperadora.

Esta também é uma característica da novíssima geração que está indo às ruas pelo clima. São crianças e adolescentes – e não são ingênuos. Em janeiro, no Fórum de Davos, na Suíça, Greta também não mediu palavras ao falar à plateia composta pela elite econômica global: “Algumas pessoas, algumas empresas, alguns tomadores de decisão em particular, sabem exatamente que valores inestimáveis têm sacrificado para continuar a ganhar quantias inimagináveis de dinheiro. E eu acho que muitos de vocês aqui hoje pertencem a esse grupo de pessoas”.

O que as crianças e adolescentes deste movimento crescente dizem é que, se quiserem ter onde viver, vão precisam tomar conta do mundo. Para contar. Já que os adultos que destroem o planeta não as contam.

Nunca houve nada parecido na história. Em nenhuma história. Os filhotes tentam salvar o mundo que os espécimes adultos destroem sistematicamente. Para além dos efeitos concretos sobre o futuro da humanidade, serão necessários muitos anos de estudos para compreender os efeitos desta inversão sobre a forma de compreender o mundo e seu lugar no mundo daqueles que serão adultos amanhã. Mas, para isso, é preciso antes ter amanhã.

Nunca houve nada parecido na história: os filhotes tentam salvar o mundo que os espécimes adultos destroem

O Brasil é o país mais biodiverso do planeta. Tem no seu território a maior porção da maior floresta tropical do mundo. Deveria estar na vanguarda do combate ao aquecimento global e à perda avassaladora de biodiversidade. Deveria ocupar seu lugar estratégico e se colocar na vanguarda de todos os movimentos pelo clima. Deveria. Mas não está. Acesse matéria completa.

Sua colaboração ajuda a espalhar boas sementes na floresta #Relatório2018

O projeto “Quelônios do Juruá: Eu Protejo” é uma iniciativa da SOS Amazônia que desde 2003 atua com o objetivo de garantir a conservação das espécies de tartarugas, tracajás e iaçás na região.

Famílias ribeirinhas protegem, voluntariamente, desovas de quelônios em praias do rio Juruá, situadas na região do Parque Nacional da Serra do Divisor (PNSD) e da Reserva Extrativista Alto Juruá (REAJ), duas das maiores Unidades de Conservação (UC) do estado do Acre e de grande importância, por serem áreas de alta concentração de diversidade biológica e, ambas, situadas na fronteira com o Peru.

Técnicos da SOS Amazônia fizeram, entre os meses de abril e dezembro de 2018, visitas e acompanhamento as áreas de proteção nas comunidades ribeirinhas. A ação consistiu em identificar e supervisionar regiões de desovas de quelônios mediante a inserção de faixas de sinalização nas praias, além de conscientizar os comunitários sobre a importância desses animais para a manutenção do ambiente na região.

SUA COLABORAÇÃO AJUDOU ESPALHAR BOAS SEMENTES NA FLORESTA

Em 2018 foram 1.580 ninhos monitorados por 35 famílias voluntárias. Foram realizadas 105 visitas técnicas sobre manejo e conservação dos quelônios e sinalizadas 38 praias na Resex e no PNSD. A SOS Amazônia registrou a postura de 6.752 ovos de quelônios, sendo que 68% dos filhotes permaneceram vivos, ou seja, não foram predados ou os ovos não estavam gorados. Ao total, 3.687 filhotes de quelônios foram soltos na bacia do rio Juruá, a partir do mês de novembro.

A SOS Amazônia recebeu em doações, no período de dezembro 2017 a novembro de 2018, R$ 5.965,04, por meio da plataforma do site da instituição. O recurso foi investido nas atividades de monitoramento, que tiveram um total de R$ 25.275,78 de despesas em 2018.

Além de contar com parceiros institucionais: ICMBIO/AC, IMAC, Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul, Prefeituras de Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Rodrigues Alves. Aqui você tem acesso a um relatório dos investimentos, doações recebidas e resultados de manejo e conservação dos quelônios 2018. (Acesse)

AMEAÇA DE EXTINÇÃO

Importante alertar que a tartaruga da Amazônia é a espécie mais ameaçada dentre os quelônios. Por isso, a importância de fortalecer as iniciativas de manejo e conservação desses animais.

O projeto, mesmo com a falta de apoio financeiro permanente, continua firme em proteger esses animais, com o intuito de diminuir a pressão humana sobre a fauna da região. E você pode ajudar a salvar os quelônios do Juruá. Ajude-nos a espalhar boas sementes na floresta, adote uma tartaruga! Doe Agora.

Aqui você tem acesso a um relatório dos investimentos, doações recebidas e resultados de manejo e conservação dos quelônios 2018. (Acesse)

QUER AJUDAR A PROTEGER AS TARTARUGAS DA AMAZÔNIA?

Mais sobre essa iniciativa

COMO FUNCIONA O TRABALHO

O período de desova de quelônios no rio Juruá ocorre na época de vazante do rio, quando se formam as praias, geralmente entre abril e maio. A soltura dos filhotes ocorre a partir de novembro, quando os rios já estão cheios novamente.

A cada ano, a SOS Amazônia mobiliza as famílias voluntárias na proteção de quelônios do rio Juruá e  entrega kit de proteção das praias. Realiza pelo menos três visitas técnicas a cada família, entrega os formulários de registro do nascimento de filhotes, faz o mapeamento das praias e acompanha o período de soltura dos filhotes no rio.

As famílias ribeirinhas desempenham papel fundamental na proteção das praias e no monitoramento da desova, eclosão dos ovos e da soltura dos filhotes. As crianças acompanham os pais nessa atividade, o que as aproxima da prática de conservação dessas espécies. Eles registram o número de ninhos, o número de ovos e números de filhotes vivos e soltos nos rios. Essas informações são coletadas, registradas em ficha de campo e repassadas para a SOS Amazônia que analisa e monitora os resultados.

Fotos: André Dib

SOS Amazônia apresenta resultados de projetos realizados na região do Juruá

A SOS Amazônia realizou nesta quinta-feira, 29, em Cruzeiro do Sul, Acre, um encontro com representantes da sociedade civil, para apresentar os resultados e impactos de seus projetos realizados nos últimos cinco anos na região do Vale do Juruá.

O objetivo, de acordo com o secretário geral da SOS Amazônia, Miguel Scarcello, é promover a transparência das ações e mostrar as transformações sociais e ambientais que os projetos geram nas comunidades.

Uma das iniciativas apresentadas foi o Valores da Amazônia, que tem impulsionado a produção extrativista de oito cooperativas e de uma associação, mostrando que é possível ampliar a renda dos comunitários mantendo a floresta em pé.

Para Damiana Maciel, gerente de educação ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Cruzeiro do Sul, a presença da SOS Amazônia, no Vale do Juruá, é fundamental para promover a autonomia das comunidades, conciliando a conservação da natureza.

“O trabalho da SOS Amazônia não se restringe à produção e conservação, vai muito além. A ação de educação ambiental sobre a coleta de pilhas junto aos ribeirinhos, por exemplo, é muito interessante, pois há um cuidado com as pilhas não somente dentro do contexto ambiental, mas voltada também para evitar danos à saúde pública. É uma gama de ações que a SOS Amazônia desenvolve, e hoje a gente teve a oportunidade de conhecer um pouco do trabalho que eles vêm fazendo na regional do Juruá. É um benefício para comunidade que ganha em nível de autonomia e tem também a parte de conservação do meio ambiente que influencia diretamente na qualidade de vida da população como um todo”, disse.

Assista Resultados e impactos do projeto Valores da Amazônia.

Valores da Amazônia

A SOS amazônia apresenta investimentos, resultados e impactos do Valores da Amazônia – um projeto que tem como objetivo estruturar, fortalecer e integrar cadeias de valor de produtos florestais não madeireiros (Borracha Nativa, Cacau Silvestre e Óleos Vegetais), com foco na geração de trabalho e renda, e no desenvolvimento sustentável da região.

Financiado pelo Fundo Amazônia, esse projeto apoia oito cooperativas (sendo uma indígena) e uma associação de mulheres, localizadas nos estados do Acre e Amazonas, com ações de estruturação de empreendimentos produtivos solidários, capacitação, assistência técnica e tecnológica, manejo florestal sustentável, certificação de produtos e apoio à comercialização.

Assista

SOS Amazônia: três décadas de iniciativas pela floresta amazônica, pelos povos e comunidades tradicionais

Foto destaque: André Dib

Nós queremos uma Floresta Amazônica e sua diversidade biológica conservadas, respeito aos povos e comunidades tradicionais e melhoria da qualidade de vida dessas populações.

Na década de 1980 grandes áreas de florestas foram substituídas por pastagens na Amazônia. Naquela época, o movimento dos seringueiros, no Acre, unia forças para empatar a devastação e garantir o direito de posse das suas colocações. Movidos pela resistência dos guardiões da floresta, no dia 30 de setembro de 1988, na cidade de Rio Branco, estado do Acre, professores, estudantes universitários e representantes do movimento social, incluindo o ativista e seringueiro Chico Mendes, criaram a Associação SOS Amazônia, tendo como objetivo principal defender a causa extrativista e proteger a Floresta Amazônica, apoiando as populações tradicionais.

Exposição sobre o desmatamento na década de 1980

Num cenário de conflitos por ocupação de terras, a entidade dedicou-se a expor, em praça pública, dados e fotos sobre o desmatamento na região, a fazer denúncias das ameaças sofridas pelos seringueiros, distribuir materiais informativos e a dialogar com as pessoas sobre o tema, visando mobilizar a sociedade e facilitar a compreensão sobre causas e consequências da destruição que estava acontecendo.

Diante do delicado momento que os extrativistas vivam, além das campanhas de conscientização, logo surgiu a necessidade da instituição, em desenvolver projetos, propor e implementar políticas públicas com foco na difusão de modelos e práticas para preservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável, iniciativas que pautam, cotidianamente, o dever de cumprir a missão da SOS Amazônia, que é “Promover a conservação da biodiversidade e o crescimento da consciência ambiental na Amazônia”.

Em três décadas de existência, a instituição atua no estado do Acre e Amazonas, além de áreas fronteiriças, com a participação de, aproximadamente, cinco mil famílias, por meio de projetos e campanhas. Essa área de atuação engloba, principalmente, Unidades de Conservação (UC), a exemplo do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá, atribuindo à SOS Amazônia um extenso e importante histórico de iniciativas para manutenção das florestas e melhores condições de vida aos povos que nelas habitam.

Ganhou experiência e capacidade para planejamento e gestão de UCs, tem expertise na promoção de assistência técnica e extensão rural a comunidades tradicionais, e também é referência no desenvolvimento da educação ambiental, no reaproveitamento de resíduos sólidos e na participação voluntária em conselhos e comitês para regulamentação de leis e gestão de programas públicos.

PRODUTOS DA SOCIOBIODIVERSIDADE

O projeto Valores da Amazônia (apoio financeiro do Fundo Amazônia) apoia três cadeias de valores de produtos florestais não madeireiros – Cacau Silvestre, Óleos Vegetais e Borracha Nativa

Pelo vínculo contínuo com UCs, promoção e apoio às políticas de incremento da economia florestal, mantendo a floresta em pé, a SOS Amazônia atraiu novos investimentos para a região e passou a fortalecer cadeias de negócios dos produtos florestais não madeireiros. Atualmente, realiza projeto de fortalecimento de 16 cooperativas, sendo duas no Amazonas e 14 no Acre, para estruturar e ampliar os negócios com borracha, cacau silvestre e óleos vegetais.

MOBILIZAÇÃO SOCIAL

A SOS Amazônia sempre priorizou e prioriza o trabalho representativo, atuando em três campos: Conselhos; Comitê de Gestão e Acompanhamento de Projetos; e Coletivos de Mobilização Social, na defesa de causas ambientais de interesse público.

Atuou por quatro mandatos no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), como representante das instituições do terceiro setor na Região Norte, e, atualmente, compõe os Conselhos estadual e municipal de meio ambiente do estado do Acre e do município de Rio Branco, respectivamente. Além de ser membro da Comissão da Produção Orgânica do Acre – CPOrg Acre, ocupando a coordenação da Comissão.

GESTÃO E TRANSPARÊNCIA | EIXOS ESTRATÉGICOS

A estrutura de gestão da Instituição conta com Conselhos Fiscal e Deliberativo atuantes. Desenvolve seus projetos seguindo um planejamento estratégico, tendo claro e atualizado sua missão e foco em três linhas estratégicas de atuação: Mitigação e adaptação às mudanças do clima; Preservação da biodiversidade; e Promoção de negócios sustentáveis na Amazônia.

Adotou desde 2003 um modelo de gestão contábil-financeiro, informatizado, com auditoria externa de suas contas, elaborou e segue seu Manual de Procedimentos para orientar e regulamentar procedimentos da rotina interna de gestão administrativa, contábil e financeira, como também tem seu Plano de Cargos e Salários e seu Código de Ética.

Um dos fundadores e atual secretário geral da SOS Amazônia, Miguel Scarcello, recebendo o ‘Prêmio Bem Eficiente’ de gestão institucional, concedido pela Kanitz & Associados em 2004, às 50 entidades sem fins lucrativos que melhor administram seus recursos no país, com transparência e seriedade

Tal conduta garantiu à SOS Amazônia o ‘Prêmio Bem Eficiente’ de gestão institucional, concedido pela Kanitz & Associados em 2004, às 50 entidades sem fins lucrativos que melhor administram seus recursos no país, com transparência e seriedade.

Prêmio Melhores Ongs do Brasil

E em 2017 foi reconhecida como uma das 100 ‘Melhores ONGs do Brasil’. Este prêmio é uma iniciativa do Instituto Doar, em parceria com a Revista Época, que busca reconhecer boas práticas de gestão e transparência no terceiro setor, além de incentivar a cultura de doação no Brasil.

JUNTE-SE A NÓS

São muitos os desafios para manter a floresta preservada, mas juntos podemos fazer mais ainda pela Floresta Amazônica e seus povos. Gratidão aos parceiros, colaboradores, voluntários e a todas as pessoas que se conectam com a causa ambiental e com a causa dos povos e comunidades tradicionais.

A SOS Amazônia entende que promover iniciativas para a conservação da Amazônia é a melhor forma de valorizar o mundo. E você pode ajudar a proteger as nossas florestas de diversas formas.

Nos acompanhe nas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) e divulgue nossos trabalhos. Colabore com doações únicas ou mensais. 

DEPOIMENTOS

“Eu vejo a SOS Amazônia como aquela instituição dos sonhos onde todos da área da conservação querem e devem trabalhar. Sinto que todos aqui trabalham com amor, em prol da floresta e de tudo o que tem nela. E isso é o diferencial da instituição. Ver as famílias tendo retorno de algo que a gente promove tem um valor inestimável. Poder mostrar que a floresta é uma fonte inesgotável de recursos e que sim pode ser utilizada de forma racional, é o bem maior que temos. Daqui 10 anos, espero que a gente tenha chegado a muito mais famílias, levado esse amor e esse respeito que temos pelo que a floresta e seus recursos são em prol daquilo que ela pode nos dar. Espero que tenhamos alcançado muito mais lugares. Conquistado mais espaço, reflorestado,  recuperado e aprendido ainda mais com as populações tradicionais que tanto tem a nos ensinar também. Temos que aproveitar esse olhar que está cada vez mais crescente para a proteção da Amazônia para realmente alavancar o seu valor e seu potencial, sem agredir a floresta, e que as gerações futuras tenham ainda mais respeito e cuidado com esse bem tão precioso que temos” (Thaina Souza, engenheira florestal)

…..

“Em 2012 fui selecionada pela SOS Amazônia para trabalhar e foi uma grande oportunidade profissional para mim, pois eu não tinha nenhuma experiência na área. Acho muito interessante trabalhar com as famílias ribeirinhas, levando alternativas sustentáveis, promovendo a cultura. A SOS Amazônia é apaixonante porque cada dia que saímos para a atividade de campo é uma nova experiência, um novo aprendizado, pois você leva seu conhecimento, mas traz uma bagagem imensa também, que você adquire com os produtores rurais. Agradeço por fazer parte dessa equipe maravilhosa, quero continuar por muitos e muitos anos na SOS Amazônia” (Francisca de Souza Lima, técnica em ecologia, formada na Escola da Floresta)

….

“Esse momento representa os 30 anos de tantas lutas e conquistas de ações voltadas a cumprir a missão da SOS Amazônia. Temos muito o que comemorar diante de tantos desafios superados e retomar fôlego para superar os que estão por vir. Fazer parte desse grupo é um privilégio, estar nesse ambiente de tanta verdade no que se propõe a realizar é o mais encantador. E o que dá forças para continuar. Viva a nossa Amazônia. Viva mais 30 anos de SOS Amazônia” (Àlisson Maranho, secretário técnico da SOS Amazônia)

Mais sobre a história da SOS Amazônia

Sócios fundadores:

  • Abrahim Farhat
  • Amine Carvalho Santana
  • Anna Rosa Fioreta
  • Anselmo Alfredo Forneck
  • Arnóbio Marques de Almeida Júnior
  • Carlos Edegard de Deus
  • Cândido Arieira de Carvalho
  • Cleto Batista Barbosa
  • Denise Regine Garrafiel
  • Elga Buttignol
  • Francisco Alves Mendes Filho (Chico Mendes)
  • Genéseio F. de Natividade
  • Jandira Keppi
  • João Azevedo do Nascimento
  • José Antônio Scarcello
  • José Jocilem Crisostomo Gomes
  • Josélia da Silva Alves
  • Júlia Feitoza da Silva
  • Maria do Carmo Ferreira da Cunha
  • Mauro Luiz Aldrigue
  • Miguel Scarcello
  • Nazaré de Lima Soares
  • Nelson Deicke
  • Ruscelino Araújo Barboza

Ficha de Inscrição do seringueiro e líder de movimento em favor da floresta, Chico Mendes

Estrutura Organizacional em 1988

  • Diretor-presidente: Miguel Scarcello
  • Diretora-técnica: Bárbara Angélica Guimarães de Deus
  • Diretor Administrativo Financeiro: Abrahim Farhat Neto
  • Diretor de Assuntos Interinstitucionais: José Antônio Scarcello

Conselho Deliberativo 

  • Cleto Batista Barbosa (1º conselheiro)
  • Mauro Luiz Aldrigues (2º conselheiro)
  • Guilherme Theodoro Fredrich (3º conselheiro)

Estrutura Organizacional em 2018

  • Secretário geral: Miguel Scarcello
  • Secretário técnico: Àlisson Maranho
  • Secretária Administrativa: Gabriela de Souza

Conselho Deliberativo 

  • Presidente – Maria Luiza Pinedo Ochôa
  • Vice-presidente – Verônica Telma Da Rocha Passos

Membros Titulares

  • Ruscelino Araujo Barboza, Júlio Eduardo Gomes Pereira e  Cleilton Pessoa Amaral

Membros Suplentes

  • Francisca Cristina Moura de Lima Boaventura e Andréa Alechandre Da Rocha

Conselho Fiscal 

Membros Titulares  |  Evandro José Linhares Ferreira, Silvia Helena Costa Brilhante e Arthur Cezar Pinheiro Leite

Membros Suplentes  |  Moisés Barbosa De Souza e Maria Do Carmo Ferreira Da Cunha

SOS Amazônia vai realizar debate sobre reservas extrativistas

A SOS Amazônia vai realizar, nesta sexta-feira, 21, às 14h, durante a XII Semana Florestal, na Universidade Federal do Acre (Ufac), mesa redonda com o tema: “Reservas Extrativistas – Economia e Natureza”.

Nesse painel, serão apresentados o retrato socioambiental, modo de vida e potencialidades das Reservas Extrativistas no Acre. Confira a programação.

PROGRAMAÇÃO SOS AMAZÔNIA

21 de setembro

Painel: Reservas Extrativistas – Economia e Natureza

Retrato socioambiental, modo de vida e potencialidades

Coordenação do painel: Álisson S. Maranho, Engenheiro Florestal, Msc. Ecologia e Manejo de Recursos Naturais | Secretário Técnico da SOS Amazônia

14h00 – 14h30 —> Trinta anos de atuação da ONG SOS Amazônia no Acre

Miguel Scarcello – Fundador e Secretário Geral da SOS Amazônia

Contexto: no próximo dia 30 de setembro, a Associação SOS Amazônia completa 30 anos de existência e atuação. Uma ONG acreana que teve como seu fundador o líder ambientalista Chico Mendes. Nessa semana, a instituição vai apresentar o seu histórico de atuação, a relação com a causa defendida por Chico Mendes e os principais projetos executados e impactos causados.

Apresentação do Filme Valores da Amazônia 9’

14h30– 14h45 —> A visão da Gestão sobre as potencialidades produtivas na RESEX

Cristina Silva – Chefe da Reserva Extrativista Chico Mendes | ICMBio

14h45– 15h00 – VERT (no Brasil) e VEJA (na França) é uma empresa de calçados que utiliza borracha nativa do Acre.

 Beatriz Saldanha – Articuladora da cadeia da borracha para a empresa VERT Fair Trade

15h15– 15h30 – Projetos de Monitoramento Participativo da Biodiversidade na RESEX Cazumbá-Iracema

Ilnaiara Sousa – Bióloga, Mestre em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais; Pesquisadora e consultora do Instituto de Pesquisas Ecológicas – IPÊ

15h30– 15h45

Thiago Cabral  – From Amazônia

Convocação | Assembleia Geral Extraordinária – SOS Amazônia

A Associação SOS Amazônia, entidade ambientalista sem fins lucrativos, credenciada junto ao Ministério da Justiça como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, conforme estabelece o Art. 18º e o item IV do Art. 21º do Estatuto Social da entidade, CONVOCA seus associados e a população em geral para participar da Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 31 de agosto de 2018, às 12h, na sede da Associação, Rua Pará 61, Bairro Habitasa, Rio Branco, Acre. A pauta a ser tratada será: Eleição e posse de 1 (um) membro do Conselho Deliberativo, e 1 (um) membro do Conselho Fiscal, sendo 1 (um) titular e 1 (um) suplente, com fito na finalização do mando em curso da chapa eleita para o período de 06/04/2017 a 06/04/2021, face a vacância dos cargos elencados, e, ainda serão analisadas questões atinentes a associação de novos membros para compor a organização, bem como assuntos de interesse geral relevantes ao funcionamento da SOS Amazônia.

Edital Assembleia Geral Extraordinária

ATENÇÃO | Qualidade do ar ameaçada

A sociedade precisa ficar em alerta e exigir que o Ministério do Meio Ambiente interceda no CONAMA para não colocar em risco a boa qualidade do ar no Brasil.

Há uma minuta de resolução tramitando no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de autoria do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (PROAM) para rever os padrões de qualidade do ar no Brasil, que estão defasados em 28 anos. Os governos estaduais e o setor econômico propuseram alterações na minuta que são danosas à saúde pública, visando continuar em sua zona de conforto e omissão. O Ministério de Meio Ambiente, durante o processo de discussão, não se manifestou a respeito.

Segundo a OMS morrem 51.000 brasileiros por ano em função da poluição, em sua maioria crianças, idosos e a população mais carente. Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP  afirmam que o custo em mortes precoces e para a saúde pública atinge a assustadora cifra de US$ 1,7 bilhão nas 29 regiões metropolitanas do Brasil.

Há uma intensa luta em curso para reverter este quadro. A sociedade precisa agir contra a intenção dos governos estaduais e do setor econômico de propor alterações na minuta que afetam a saúde pública.

Preocupada com a aprovação das alterações na minuta, a SOS Amazônia convida as organizações da área da saúde, movimento de ciclistas, arquitetos, grupos afins para que enviem mensagem ao Ministério do Meio Ambiente pedindo que interceda no CONAMA e não deixe que a alteração da norma cause esse retrocesso anunciado pelo PROAM. (Aqui o formulário para a mensagem)

Apresentamentos três documentos, visando expor a situação atual do Brasil com relação à poluição atmosférica, assim como o relato dos esforços da sociedade civil e do Ministério Público para defender o direito fundamental da população ao ar limpo.

O primeiro é o Relatório da Audiência Pública promovida pelo MPF em São Paulo. Em linguagem clara e com fundamentação técnica e jurídica, os Procuradores da República José Leonidas Bellem de Lima e Fátima de Souza Borghi trazem conclusões com abordagens sobre o contexto atual da tramitação no Conama sobre a minuta de revisão da resolução 03/90, que trata da atualização dos valores indicadores para a qualidade do ar no Brasil. http://www.mpf.mp.br/regiao3/atos-e-publicacoes/editais/audiencia-publica-avaliacao-da-proposta-de-minuta-do-conama-sobre-padroes-de-qualidade-do-ar-para-o-brasil-e-suas-consequencias-para-o-meio-ambiente-e-a-saude-revisao-da-resolucao-03-90

O segundo é o parecer do PROAM  sobre a minuta em tramitação no Conama, que destaca as irregularidades e incongluências da proposta. Foi protocolado como relatório do pedido de vista na Câmara Técnica de Assuntos Jurídicos do Conama. Pode ser acessado em: http://www.mma.gov.br/port/conama/processos/C1CB3034/Relatorio_PedidoVista_Resol03_90.pdf

O terceiro texto é o artigo de Carlos Bocuhy, presidente do PROAM, para a Página 22 da Fundação Getúlio Vargas, que estabelece a relação entre o ar limpo e o desenvolvimento no Brasil, com foco nas recomendações dos padrões de qualidade do ar da Organização Mundial da Saúde. O link é

http://pagina22.com.br/2018/07/02/o-falso-dilema-entre-o-ar-limpo-e-o-crescimento-economico/

A minuta está pronta para envio ao plenário no mês de agosto. Se for aprovada como está, lançará o Brasil em décadas de atraso no controle da poluição.

Esperamos que estes documentos possam contribuir para a compreensão da luta pela boa qualidade do ar no Brasil, retratando as forças envolvidas, as omissões – e os atores que atuam à favor e contra a saúde pública. Faz-se necessária uma ampla mobilização social para enfrentar este desafio que coloca em risco a saudável qualidade de vida, garantida a todos pela Constituição Federal.