Centenas de pilhas deixam de poluir áreas da Resex Alto Juruá

Ícone de relógio set 06, 2016

 

A SOS Amazônia preocupa-se muito em oferecer um serviço de assessoria técnica diferenciada por meio de seus projetos. Os técnicos em trabalho de campo fazem orientação quanto ao destino adequado dos resíduos gerados na zona rural.  Um exemplo dessa iniciativa é a coleta de pilhas, onde as famílias são convidadas a entregar suas pilhas usadas aos profissionais da SOS Amazônia.

Em três meses de campanha foram recolhidos, na Reserva Extrativista Alto Juruá, por meio do projeto ATES Resex Alto Juruá, 416 quilos de pilhas. Isso significa que os rios Juruá e Tejo ficaram livres da possibilidade de receber esses resíduos altamente prejudiciais à saúde da natureza e das pessoas.

Miguel Scarcello, secretário geral da SOS Amazônia, explicou a importância de ações como essa para promover hábitos ambientais nas comunidades. “Nosso foco principal é trabalhar com as famílias da Resex Alto Juruá a terem cuidado com o descarte desses materiais. Ao fazermos essa educação ambiental, estamos evitando não apenas os danos ambientais, mas também, diminuindo os possíveis problemas a saúde dessas pessoas”, diz.

Como lembrou Miguel, o ambiente e as pessoas são os mais afetados pelo descarte irregular de pilhas na natureza, pois são encontrados diversos metais tóxicos em sua composição, como por exemplo, mercúrio, zinco e chumbo. Essas substâncias, em contato com a umidade, água e calor podem contaminar solos e lençóis freáticos atingindo a flora e a fauna da região, da mesma forma, trazem complicações ao sistema nervoso central, figado e pulmão, além de anemia e paralisia aos seres humanos.

A possibilidade de diminuir todos esses problemas é fator substancial para aqueles que, de alguma forma, fazem algo para melhorar o ambiente em que vivemos. É o caso da bióloga da SOS Amazônia, Fiama Ricardo, empenhada na destinação correta desses resíduos nocivos. “Temos que fazer nossa parte, não é porque seu vizinho ou amigo não se importa que você não precise se importar”, declara.

As dificuldades da coleta e triagem de pilhas

As pilhas coletadas na Resex, por estarem, na sua maioria, em estado avançado de degradação, exigiu uma preocupação maior tanto na hora da coleta por parte das famílias e equipe técnica, quanto na triagem realizada na sede da SOS Amazônia. Essas precauções geram custos em virtude da aquisição de materiais como sacos de estopa, máscaras, luvas e sacos plásticos. Além da difícil logística, entre a saída dos resíduos da Resex Alto Juruá, no município de Marechal Thaumaturgo, até a chegada em Rio Branco, e o envio para São Paulo.

A empresa GM&C Log, com sede na cidade de São José dos Campos – SP, é a responsável por fazer a coleta dos materiais na sede da SOS Amazônia e distribuir aos respectivos fabricantes. Para entrar em contato com a GM&C Log acesse http://www.gmclog.com.br/site/.

Notícia relacionada:

ONG realiza campanha sobre a correta destinação dos resíduos sólidos.


Próximos posts

Ícone de folha de árvore Seja Voluntário SOS Amazônia

Tem sede de ajudar a mudar o mundo a sua volta?
Seja um voluntário SOS Amazônia, inscreva-se e em breve entraremos em contato

Ícone de folha de árvore Associe-se a SOS Amazônia

O seu apoio é fundamental para continuarmos a trabalhar pelo futuro da nossa floresta, rios, animais e da humanidade.
Afilie-se agora!

Ícone de folha de árvore Faça parte da equipe SOS Amazônia

Tem interesse em trabalhar na SOS Amazônia?
Nos envie seu currículo e faça parte da nossa base exclusiva de currículos


Ícone de folha de árvore Seja Parceiro SOS Amazônia

Tem sede de ajudar a mudar o mundo a sua volta?
Seja um voluntário SOS Amazônia, inscreva-se e em breve entraremos em contato