SOS Amazônia apresenta resultados do projeto ATES Resex Alto Juruá em reportagem especial

Ícone de relógio abr 14, 2016

Resultados ATES Resex Alto Juruá

Em dois anos de atuação na Reserva Extrativista Alto Juruá, com o grande desafio de promover a organização social, fomento do extrativismo, produção sustentável e comercialização, envolvendo cerca de 1200 famílias, a SOS Amazônia apresenta diversos resultados muito significativos do projeto de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES), que tem o apoio financeiro do Incra e institucional do ICMBio.

Um dos principais resultados foi a adesão de 528 produtores na prática dos roçados sustentáveis, com a recuperação de 285 hectares de áreas alteradas e incorporadas ao sistema produtivo da Unidade de Produção Familiar (UPF), com uso de leguminosas (mucuna-preta / Stizolobium aterrimum  e puerária / phaseoloides). Isso significa uma importante redução de desmatamento e queimadas de 285 hectares na Resex Alto Juruá.

Ao todo, são cinco séries, que serão publicadas uma por dia. São elas: Iniciativas para a redução do desmatamento e uso do fogo; Participação das Mulheres nas atividades; Organização social e políticas públicas; Mais ganhos ambientais e culturais; e Reflexões.

Nessas séries especiais, você vai ter acesso aos principais resultados* e impactos positivos ambientais, sociais, institucionais e econômicos alcançados até o momento, com acesso a depoimentos de beneficiários do projeto, além de uma reflexão sobre os obstáculos para a transição agroecológica e o resgate do extrativismo.

Após divulgadas, serão disponibilizadas  no site em um único documento, formato PDF. Para iniciar, fique por dentro dos resultados referentes à redução do desmatamento e uso do fogo.

Todas as séries de resultados:

Série – Iniciativas para a redução do desmatamento e uso do fogo na Resex Alto Juruá

Série: Participação das mulheres nas atividades produtivas

Série – Organização social e políticas públicas

Série – Mais ganhos ambientais, sociais e culturais

Série – Reflexões

Colaborou: Marcio Souza.


[*Para a sistematização dos resultados, foram usadas três formas de monitoramento e avaliação da prática ATES: a primeira consistiu nas visitas técnicas realizadas junto às unidades produtivas familiares, trimestralmente, onde uma equipe técnica multidisciplinar aplicou um formulário com perguntas sobre todas atividades propostas no planejamento, como atividades produtivas, ambientais e sociais. A segunda forma foram as oficinas de avaliações feitas anualmente com a participação das famílias das 10 comunidades polos, compostas por 72 comunidades. Nessas oficinas foi feito um processo de reflexão junto aos parceiros, uma atualização do planejamento e uma avaliação das atividades executadas e o monitoramento dos resultados alcançados. Para mensurar resultados, a equipe também utilizou o Sistema de Avaliação de Impactos de Inovações Tecnológicas Agropecuárias – Ambitec-Agro, junto a um grupo de doze beneficiários. O sistema mede Eficiência tecnológica e Qualidade ambiental na dimensão de impactos ecológicos].


[A SOS Amazônia realiza na Reserva Extrativista Alto Juruá, primeira a ser constituída no Brasil, (Bioma Amazônia, localizada no município de Marechal Thaumaturgo – Acre, com uma área aproximada de 506.186 ha), projeto de Assessoria Técnica, Social e Ambiental, com apoio financeiro do Incra, desde março de 2014. Dividido em três etapas: Oficinas de Apresentação e Diagnóstico Familiar; Planejamento Participativo; e Oficinas de Capacitação e Orientação Técnica, essa iniciativa tem por objetivo melhorar a qualidade de vida das famílias que vivem na Reserva, com foco na conservação dos recursos naturais, envolvendo três eixos fundamentais: organização social, fomento do extrativismo e produção sustentável, e comercialização. Com duração de 30 meses, o projeto atende, aproximadamente, 1.200 famílias. As atividades técnicas acontecem em 10 comunidades Polos (formadas por 72 comunidades tradicionais e indígenas): Restauração, Maranguape, Remanso, Novo Horizonte, Iracema, Foz do Breu, Caiporinha, Belfort, Acuriá e Foz do Tejo, localizadas às margens dos rios Tejo, Juruá, Breu, Amônia e Arara, e nos igarapés Bajé, Caipora, São João e Acuriá]. 

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