Intercâmbio de agroecologia promoveu experiências na produção de FDL, gestão e Sistemas Agroflorestais e práticas de manejo de cacau nativo

Ícone de relógio dez 22, 2015

 

Foto: Práticas de manejo de cacau nativo na Resex Arapixi, no município de Boca do Acre-AM.

 

A SOS Amazônia, conhecida por suas ações em unidades de conservação, nos últimos sete anos, ganhou também experiência no desenvolvimento da assessoria técnica e extensão rural a comunidades tradicionais, alcançando cerca de duas mil famílias ribeirinhas no Vale do Juruá. Uma iniciativa que fortalece as comunidades e promove a proposta de manter a floresta em pé.

Neste ano, a abrangência dessas iniciativas aumentou, com ações também no estado vizinho do Amazonas, mais precisamente nos municípios de Boca do Acre, Pauini, Lábrea e Silves.

Pensando nisso, a SOS Amazônia realizou o Intercâmbio de agroecologia, com beneficiários de três projetos desenvolvidos pela instituição (Valores da Amazônia – Fundo Amazônia/BNDES, ATES Alto Juruá – Incra e ATER Agroecologia – Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA), realizado entre os dias 10 e 18 de dezembro em comunidades dos Estados do Acre, Rondônia e Amazonas.

Conhecer e permitir a troca de experiências em produção de folha defumada líquida (FDL), em Feijó-AC; a eficiência na gestão e Sistemas Agroflorestais no projeto Reca, em Califórnia-RO e também as práticas de manejo de cacau nativo na Resex Arapixi, em Boca do Acre-AM, foram os objetivos do evento.

Nas palavras do coordenador do projeto Valores da Amazônia, Álisson Maranho, o intercâmbio realizado com os produtores do Vale do Juruá e Tarauacá-Envira foi uma iniciativa da instituição com o objetivo de despertá-los para novas possibilidades de produtos extrativistas ou para novos modos de fazer, ou seja, aplicação de tecnologias e técnicas culturais.

A coordenadora regional da SOS Amazônia, Gleiciane Cruz, comentou a iniciativa. “Vimos nesse intercâmbio que tudo é possível quando se tem organização, quando entendemos o mercado o qual queremos entrar. Produzimos um produto de qualidade, e o mais importante, tudo isso feito de maneira sustentável, sem desmatar a floresta. São métodos como esses que possibilitam uma melhora na renda das famílias, assim como no seu entorno, já que a floresta se mantem em pé”, destacou.

O intercâmbio teve como público alvo 10 beneficiários do projeto ATES Alto Juruá, cinco beneficiários do projeto ATER Agroecologia e 12 beneficiários do projeto Valores da Amazônia.

José Maria, da comunidade Nova Cintra (projeto Valores da Amazônia), em Rodrigues Alves, falou da experiência de participar pela primeira vez de um intercâmbio. “Olha, foi muito bom participar dessa experiência, ainda mais para quem nunca saiu de sua região. Fiquei impressionado com o potencial do cacau, da FDL (borracha) e também do Reca. Que eu possa saber levar tudo isso que aprendi para beneficiar minha comunidade”, disse.

Os desafios de implantar as experiências

Para dona Francisca Faustina, da comunidade Tartaruga II (projeto ATES Alto Juruá), localizada na Reserva Extrativista Alto Juruá, em Marechal Thaumaturgo, a experiência adquirida vai servir para diversificar a produção em sua comunidade, onde a exclusividade é o tabaco. “Na minha comunidade só produzimos o tabaco, isso nos deixa preso somente a um tipo de produção. O intercâmbio foi maravilhoso, porque consegui o meu objetivo, ver que é possível produzir outras coisas. Neste momento, não sei como os outros produtores vão receber minhas informações, mas acredito que será um divisor de águas lá no Tartaruga II”.

“Sem união não há produção. Isso foi o que tirei das três visitas que a SOS Amazônia me proporcionou. Na minha comunidade falta união, cada um só se importa com a sua produção, não está nem aí pra produção do outro. Espero levar isso para os outros produtores”, palavras de Antônio Carlos Bandeira, ramal São Paulo, Paraná dos Mouras (projeto ATER Agroecologia), no município de Rodrigues Alves.

 

 

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