SOS Amazônia participa de encontro para avaliação de ATES em reservas extrativistas

Ícone de relógio ago 05, 2015

 

SOS Amazônia participa de encontro para avaliação de ATES em reservas extrativistas

Foi realizado na sede do INCRA em Rio Branco – Acre, nos dias 27 e 28 julho, encontro para avaliação dos serviços de Assessoria Técnica, Social e Ambiental – ATES, em Reservas Extrativistas do Acre. Com previsão de atender 3.900 famílias, nas Reservas Extrativistas do Alto Juruá, Cazumbá-Iracema e Chico Mendes, o projeto de ATES abrange um total de 13 municípios do estado do Acre.

A Reunião contou com a participação de diversos parceiros, entre eles a SOS Amazônia, e teve como objetivo avaliar a execução da assessoria e identificar as dificuldades enfrentadas ao longo das atividades de ATES nas Reservas Extrativistas beneficiadas com o projeto.

No encontro, foram expostas as impressões durante a execução do contrato, bem como as estratégias adotadas para eventuais dificuldades; e apresentada a visão das instituições sobre as dificuldades e potencialidades da execução dos contratos, os fluxos de resultados e pagamento dos serviços.

De acordo com Márcio Alécio, coordenador de ATES do Incra, o que se espera com essa iniciativa é buscar o entendimento mais aprofundado sobre as dificuldades de execução da Chamada Extrativista, assim como ajustá-la para uma possível renovação.

“O evento serviu para avaliar o andamento das atividades, o que deve ser corrigido e pensando sempre no futuro. Discutimos também as dificuldades; o que a sociedade, os extrativistas, o Incra e seus parceiros podem fazer para melhorar o serviço, especialmente nas reservas extrativistas e nas unidades de conservação”, disse Márcio.

Em sintonia com a natureza e com os povos da floresta

“Precisamos estar em sintonia com a natureza e com os povos da floresta, porque eles precisam cada vez mais ter condições de sobreviver da floresta, sem que haja desmatamento, e a assessoria técnica tem papel fundamental nesse processo, porque leva qualificação aos produtos extrativista e aos produtores rurais. Além de ter a missão de integrar e articular diversas políticas públicas para que a floresta possa ficar em pé, ser valorizada cada vez mais e as famílias possam viver com dignidade em suas unidades de conservação”, acrescenta.

A secretária técnica da SOS Amazônia, Cida Lopes, falou que o encontro foi importante para expor as preocupações sociais e ambientais das Reservas Extrativistas.

“A reunião foi positiva, todos tivemos a oportunidade de mostrar os avanços das atividades, como também alguns entraves. A demora em articular as politicas públicas prejudica muito a nossa atuação na Resex Alto Juruá, pois é preciso sinergia entre as ações sociais e ambientais. Uma alternativa, nesse caso, seria a consolidação da gestão das Unidades de Conservação com envolvimento comunitário, ou seja, poderíamos potencializar mais os recursos de organização social do INCRA com a gestão da Resex via Conselho Gestor. Além da implementação de programas importantes do plano de manejo da UC com o monitoramento de caça, garantindo a soberania alimentar e contribuindo com a conservação da fauna e flora”, recomenda Cida.

O coordenador do projeto de ATES-Resex da SOS Amazônia, Adair Duarte, também avaliou o evento como uma boa oportunidade de realinhar as ações na Resex.

“O evento foi importante para identificar as dificuldades enfrentadas e os resultados já alcançados na execução dos contratos nas RESEXs, destacando a demora nos fluxos de análise e pagamento dos serviços, a dificuldade dos beneficiários para acessar as Políticas Públicas da Agricultura Familiar: PRONAF; PAA; PNAE entre outras. Um importante encaminhamento do evento foi a proposta de continuidade das atividades de ATES para mais 30 meses a partir de agosto de 2016, o que garante para as famílias a implantação de tecnologias de transição agroecológica de longo prazo e o acesso as politicas públicas para o fortalecimento da Agricultura Familiar”, disse Adair.

Na visão de Orlando Brás, que faz parte da Equipe de coordenação Nacional de Assistência Técnica em Brasília, as Chamadas Extrativistas foi um desafio importante que o Incra assumiu para dar suporte às famílias que vivem nas Reservas Extrativistas. Ele falou também do papel que a equipe exerce para melhorar esse diálogo.

“A coordenação nacional tem como função acompanhar as superintendências naquilo que é necessário para a normatização dos serviços e dar melhor suporte para o desenvolvimento desses trabalhos. As chamadas extrativistas foi um grande desafio que o Incra assumiu para dar suporte e apoio às famílias dentro de suas realidades, sendo que há de fato características em comum entre elas, como a distância, o acesso e as condições de suas comunidades, sem falar no modo de vida dessas pessoas que é voltado para o extrativismo. A questão principal é dar sustentação a toda diversidade que existe na floresta; viver daquelas condições sem causar impacto ambiental”, explica.

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