Rede Ferroviária | Presidentes regionais debatem integração fronteiriça Peru-Brasil

Ícone de relógio jun 23, 2013

Presidentes regionais de Ucayali, Ancash e Huanuco apresentaram, no início de junho, proposta ao Congresso pedindo a rede ferroviária Pucallpa-Brasil

O presidente regional,Jorge Velásquez Portocarrero, reuniu-se em Lima com o representante de Huanuco, Luis Raul Picon Quedo, e de Ancash, César Álvarez Aguilar, com o objetivo de fortalecer o processo de integração fronteiriça binacional Peru-Brasil.

A necessidade de uma rede ferroviária foi um dos temas da agenda. Outro assunto abordado foi sobre a liberdade de transitar por meio dos rios do Brasil, já que desde 1909 até a atualidade o país vizinho não permite a navegação de embarcações de cargas peruanas, permitindo apenas movimento de trânsito.

Sobre o tema da integração binacional, Velasquez Portocarrero destacou a necessidade de uma rede ferroviária porque Amazonas, Rondônia e Acre são estados brasileiros que têm interesse de chegarem à cidade de Pucallpa. Neste ponto existe dificuldade, por isso há urgência em estabelecer normas para facilitar a carga proveniente de Manaus para chegar até Pucallpa pelo rio Ucayali, o que significaria custos mais baixos.

Os presidentes regionais de Ancash e Huánuco participam deste processo de integração fronteiriça Peru-Brasil como aliados. A região Ancash tem um porto que demanda mais cargas, geração de postos de trabalhos e mais bem-estar para sua população. O porto de Chimbote está disponível para os brasileiros transportar e movimentar produtos de máquinas pesadas, porque em Manaus são patenteadas todas as marcas possíveis.

No caso da região Huanuco, sua principal força são os depósitos de calcário e dolomita, que o Brasil precisa para reforçar o seu processo de produção. Ou seja, a integração fronteiriça Ucayali (Peru) – Acre (Brasil) vai ganhar mais dinamismo econômico e proporcionar mais qualidade de vida às populações destas regiões.

Alvarez Aguilar disse que o encontro permitiu estabelecer o fortalecimento da amizade e integração entre os países. Ele chegou a estabelecer também que a rota interoceânica pode ser complementada pela linha férrea que o Brasil vem executando de São Paulo para Cruzeiro do Sul, dando continuidade até a cidade de Pucallpa.

Neste ponto, foi demandado que o Estado peruano se comprometa a concluir estes projetos binacionais, iniciados pelo ex-presidente do Brasil, Lula da Silva. Para efeito, foi realizada uma reunião com os integrantes da Comissão de Transportes e Comunicações do Congresso da República para que o Legislativo impulsionasse esta integração fronteiriça.

Picón Quedo destacou que essa aliança não é uma questão política, e sim, econômica e social, porque as autoridades regionais de Ucayali e Ancash há muito tempo impulsionam corredores econômicos para permitir que os portos da costa tenham conexão com as estradas, com a finalidade de fortalecer as vias de comunicações, visando o bem-estar de seus territórios.

Do Peru, em Ucayali, apenas 140 km. E 160 km fazem parte do Brasil. Desse modo, foi solicitado ao Ministério dos Transportes e Comunicações orçamento da rede ferroviária.

Também participou da reunião o assessor do Ministério das Relações Exteriores, Javier Lossio Olavarría.

 

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