Projeto já soltou 15 mil quelônios na natureza

Ícone de relógio ago 08, 2012

Atrativos ao paladar, artesanato e à indústria de medicamentos e cosméticos, a luta para a preservação dos quelônios na Amazônia tem exigido muita dedicação por parte das comunidades ribeirinhas e apoiadores da causa.  Graças ao projeto “Quelônios do Juruá: Eu Protejo”, realizado pela SOS Amazônia desde 2004, com apoio integral da comunidade local e de diversas organizações (2004 a 2006 – TNC/Fundação Moore; 2007– Ministério da Justiça; 2008 – FUNBIO/Fundação Ford; 2009 e 2010 OTCA/GIZ), os quelônios do Parque Nacional da Serra do Divisor (PNSD) e do Alto Juruá estão, pouco a pouco, longe do perigo de extinção. Até aqui, aproximadamente, 15 mil filhotes (entre tartarugas, tracajás e iaçás) já foram devolvidos à natureza. Mas, para os padrões amazônicos, o número é considerado muito baixo, indicando a importância de uma dedicação incessante.

Geralmente, o desconhecimento das comunidades sobre a importância da conservação da biodiversidade contribui para a extinção de algumas espécies. Em áreas protegidas que possuem planos de gestão, como é o caso do Parque Nacional, está a lista das espécies mais ameaçadas.  Os quelônios são um exemplo disso. Assim, a utilização do monitoramento envolvendo os moradores locais (monitores ambientais) tem se apresentado como uma forte estratégia na busca da proteção e  conservação dessas espécies.

“Para garantir o desenvolvimento das espécies, a missão é valorizar a prática do manejo, protegendo os ninhos de predadores até o momento em que os quelônios sejam capazes de lidar com as adversidades naturais. É um trabalho contínuo que, com certeza, muda a cultura da comunidade no sentido de cuidar dos quelônios. E isso tem proporcionado resultados compensadores para a biodiversidade”, destaca Miguel Scarcello da S.O.S. Amazônia.

O projeto “Eu Protejo” oferece uma gama de atividades, tais como a realização de intercâmbio entre os monitores; campanhas de sensibilização da população urbana e rural sobre a conservação; implantação de sistema de monitoramento participativo de quelônios para os moradores locais; orientação sobre o trabalho de monitoramento, desde postura, eclosão dos ovos, cuidado e soltura dos filhotes; vistoria e análise das informações colhidas por meio de formulários aplicados durante o monitoramento.

Visita técnica

Atualmente, a continuidade dos trabalhos conta com o apoio de mais de 20 voluntários que vivem ao longo do rio Juruá. Em julho, a SOS Amazônia enviou uma equipe técnica às comunidades para dar suporte às atividades e, infelizmente, registrou denúncias de pesca predatória e presença de bovinos nas praias.  Leia Quelônios do Juruá sofrem com a pesca predatória.

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