Projeto OTCA/GIZ Fortalecendo a Fronteira Acre-Ucayali

Ícone de relógio abr 24, 2012

Atividade: Intercambio de experiências sobre a gestão dos recursos naturais nas bacias o Rio Abujao/Peru e Rio Juruá/Brasil

Período: 23 a 27 de Abril

Local: Terra Indígena Ashaninka/Kaxinawá do Rio Breu (Aldeia Vida Nova – Rio Breu – Bacia do Juruá – Acre-Brasil)

Participantes: Lideranças indígenas do Acre-ucayalli,Lideranças ribeirinhas do Parque Nacional da Serra do Divisor e Resex Alto Juruá, Técnicos da CPI e S.O.S Amazônia e Representantes da FUNAI e ICMBIO 

A atividade está prevista no planejamento  do projeto “Fortalecendo a Fronteira Acre-Ucayali”, o intercâmbio está no campo das atividades que buscam criar integração nas relações de fronteira via fortalecimento das comunidades em suas experiências de manejo dos recursos naturais.

Nesse processo,  o intercâmbio tem como um dos seus objetivos centrais, a troca de experiências entre os participantes sobre suas experiências em manejo e gestão sustentável e comunitária de suas áreas  na floresta. Para tanto, serão abordados a experiência dos etnomapeamentos e planos de gestão territorial em terras indígenas no Acre, processo iniciado pela CPI-AC com a TNC e o apoio financeiro da Fundação Moore. Nas comunidades ribeirinhas da Resex Alto juruá e do Parque Nacional da Serra do Divisor (PNSD),  o monitoramento das praias para desova de quelônios que vem sendo desenvolvido desde 2004 junto a monitores que adquiram conhecimento e acompanham o repovoamento e a reprodução da espécie dentro do contexto agroecológico em que estão, com assessoria da S.O.S Amazônia.

No Peru, na bacia do Abujao, as comunidades desenvolvem trabalho de manejo do Aguaje e do Bijao há alguns anos, incluindo a produção dentro da lógica do sistema agroflorestal com a parceria da Universidade Nacional de Ucayali (UNU). Ainda, por meio da participação de um pesquisador do Centro de Investigação de Fronteiras Amazônicas (CIFA-UNU), estas comunidades realizam mapeamento participativo, com GPS, de suas áreas favorecendo o planejamento de sua produção e a proteção de seus territórios.

Assim, o intercâmbio se destina a fortalecer a integração fronteiriça Acre-Ucayali via gestão compartilhada de recursos naturais e uso do território, desde as experiências de comunidades ribeirinhas e indígenas que compartilham este espaço e as ameaças que sobre estes lugares se impõem. A idéia é que pela troca de experiências não só o diagnóstico da área pode ser mais bem debatido e apresentado pelas próprias comunidades, mas que também soluções possam ser pensadas em conjunto para problemas tais como invasão de madeireiros, ameaça do narcotráfico, questões de soberania alimentar e o avanço da exploração petrolífera e de obras de infra-estrutura, além de influenciar  os acordos binacionais entre acre e Ucayali.

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